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 Apr 13, 7:02 PM via HootSuite  

 

OAB de Portas Abertas Participe Brazil No Corrupt

 

  Lista dos membros do MAVI

FOTOS

Ihhh!!! Vazou a relação dos telefones grampeados.

 

Guardião
MJ-DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO DISTRITO FEDERAL

Relação dos Áudios e Transcrições do Volume

Confira! http://www.pannunzio.com.br/wp-content/uploads/cachoeira/index.html

0022616-77.2012.4.02.5101 Número antigo: 2012.51.01.022616-3
26005 - PROCEDIMENTO CRIMINAL COM DENÚNCIA
Autuado em 09/05/2012 - Consulta Realizada em 09/05/2012 às 21:59
AUTOR : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
PROCURADOR: ANA PAULA RIBEIRO RODRIGUES
INDICIADO : JOSE FELICIO GONCALVES E SOUSA E OUTROS
05ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro - SIMONE SCHREIBER
Distribuição Manual por Dependência (Prevenção) em 09/05/2012
Objetos: CRIME CONTRA A HONRA E OU IMPRENSA
 

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Wadih se solidariza com os correligionários despreparados

Infração Ético Disciplinar

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Comarca da Capital 11ª Vara Criminal
Endereço: Av. Erasmo Braga 115 L II sala 504
Bairro: Centro
Cidade: Rio de Janeiro
Ofício de Registro: 4º Ofício de Registro de Distribuição
Ação: Injúria (Art. 140 - CP), ART 138 ART 139 E ART 140 CC 141 INC III
Assunto: Injúria (Art. 140 - CP), ART 138 ART 139 E ART 140 CC 141 INC III
Classe: Petição - Criminal
Autor MONSUETTO RODRIGUES SILVA DE OLIVEIRA
Réu BRAZIL NO CORRUPT ASSOCIAÇÃO PRIVADA e outro(s)...
Advogado(s): RJ160959 - MONSUETTO RODRIGUES SILVA DE OLIVEIRA
Processo nº:

0208077-26.2011.8.19.0001

Tipo do Movimento:

Decisão

Descrição:

Cuida-se de queixa crime intentada por Monsuetto Rodrigues Silva de Oliveira em face de Brazil No Corrupt, pessoa jurídica, e de seu administrador, Ricardo Pinto da Fonseca, nos termos da inicial de fls. 02/04. Alegou o querelante, em síntese, ser advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Rio de Janeiro, e ter sua honra atingida pelo segundo querelado que postou fotos e informações no site, por ele administrado, de que o querelante foi beneficiado pelo Presidente da OAB para adquirir sua inscrição, por fazer parte do alto escalão do Partido dos Trabalhadores e ser assessor direto do Senador Lindbergh Farias. Segundo o querelante, o site reproduzia a afirmação de que o querelante seria um petista despreparado e que adquiriu sua inscrição mediante fraude. No entanto, afirmou o querelante que nunca possuiu qualquer vínculo com o Senador Lindbergh Farias e, tampouco, esteve ligado ao Partido dos Trabalhadores. Por tal razão, imputou aos querelantes os crimes descritos nos artigos 138, 139 e 140, na forma do artigo 141, III, todos do Código Penal. Com a inicial, vieram os documentos de fls. 05/31. Certificado o correto recolhimento das custas, os autos foram remetidos ao Ministério Público que, às fls. 36 verso, pugnou pela notificação do querelado. É o relatório. Decido. De início, faz-se necessário registrar que o primeiro querelado é pessoa jurídica e, por tal razão, parte ilegítima para figurar no pólo passivo. Isso porque, a despeito da existência de controvérsias na doutrina e na jurisprudência sobre o assunto, é de se entender inadmissível a propositura de ação penal, em especial quando se imputa a prática de crimes contra a honra, a uma pessoa jurídica, especialmente pelo fato de que, a toda evidência, é ela desprovida de vontade própria, sendo incapaz, portanto, de agir com dolo ou culpa. Cumpre registrar que, à exceção prevista nos artigos 225, § 3º e 173, § 5º da Constituição Federal (crimes ambientais e crimes contra a ordem econômica e financeira), as condutas relativas aos crimes contra a honra só podem ser imputadas a pessoas físicas que atuem na direção da pessoa jurídica ou agem em home dela, tais como sócios, diretores, gerentes, administradores e procuradores, eis que é deles a emanação de vontade. Assim, tendo em mira que a pessoa jurídica não pode ser responsabilizada criminalmente tão só porque foi utilizada como meio para a consecução de um ato, em tese, criminoso, deve ser rejeitada a queixa-crime com relação a ela. Ante o exposto, REJEITO, LIMINARMENTE, A QUEIXA-CRIME com relação ao primeiro querelante (Brazil No Corrupt). Designo audiência de conciliação para o dia 18/04/2012, às 13h30min. Intimem-se as partes. Ciência ao Ministério Público. Expeçam-se as comunicações necessárias e retifique-se na autuação e na distribuição.

Existe petição/ofício a ser juntado ao processo.

31/01/2012 - Protocolo 201200484478 - Proger Comarca da Capital

Foi a audiência de hoje remarcada para o dia 27/06/2012, às 13h30min.

18/04/2012 - Protocolo 201201840836 - Proger Comarca da Capital

Comarca da Capital 51ª Vara Cível
Endereço: Av. Erasmo Braga 115 sala 207/ Corredor D
Bairro: Centro
Cidade: Rio de Janeiro
Ofício de Registro: 4º Ofício de Registro de Distribuição
Assunto:

Dano Moral - Outros/ Indenização Por Dano Moral; Antecipação de Tutela E/ou Obrigação de Fazer Ou Não Fazer Ou Dar; Multa Cominatória Ou Astreintes/ Liquidação / Cumprimento / Execução

Classe: Procedimento Sumário
Autor MONSUETTO RODRIGUES SILVA DE OLIVEIRA
Réu BRAZIL NO CORRUPT ASSOCIAÇÃO PRIVADA
Advogado(s): RJ160959 - MONSUETTO RODRIGUES SILVA DE OLIVEIRA
Processo nº:

0074985-15.2012.8.19.0001

Tipo do Movimento:

Despacho

Descrição:

1) Defiro G.J. 2) Para análise do pedido de antecipação de tutela, indique o autor precisamente em que fls. encontra-se a postagem feita pelo réu em seu blog. 3) Designo audiência de conciliação para o dia 04/05/2012, às 13:20 horas. Cite-se e intime-se.

Indefiro o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, por ora, vez que inexiste qualquer verossimilhança nas alegações autorais, eis que não restou demonstrado qualquer ofensa à imagem ou ao nome do autor nos documentos acostados aos autos, sendo necessária uma maior dilação probatória. Aguarde-se a audiência designada.

Tipo do Movimento: Audiência Conciliação - Art. 277 CPC
Data da audiência: 04/05/2012
 Existe petição/ofício a ser juntado ao processo.
 04/05/2012  - Protocolo 201202104706  -  Proger   Comarca da Capital

Hackers convocam população em marcha contra corrupção no Brasil













 

 

Doar sua conta no Twitter para o Greenpeace a partir dela, postar mensagens em defesa do meio ambiente, é uma ferramenta muito importante para ajudar em nossas mobilizações e espalhar as mensagens das nossas campanhas para um número maior de pessoas na internet.

Muitos internautas já aderiram a causa e doaram seu tweet. Para fazer parte dessa corrente, basta autorizar o aplicativo JustCoz em seu perfil. As mensagens serão automaticamente postadas pelo Greenpeace em seu perfil apenas uma vez ao dia. É muito simples, veja abaixo o passo a passo para se juntar a essa corrente.

Veja como fazer:

1 – Clique em http://justcoz.org/GreenpeaceBR

2 – Depois clique no botão vermelho “Donate a tweet a day”

3 – Digite seu login e senha do twitter para autorizar o aplicativo JustCoz;

4 – Clique no botão Tweet e poste para os seus amigos contando que você doou um tweet
por dia para o Greenpeace Brasil;

5 – Agora, é só acompanhar as mensagens que iremos postar a partir da sua conta.

 

MensaleirosNaCadeia @MensalNaCadeia

"Ong Maos Limpas" está promovendo TUITAÇO amanhã, dia 10, 21 horas com o tag . Estaremos juntos!

 

Pressão da sociedade

Mobilização popular na internet exige definição sobre envolvidos no maior escândalo do governo Lula

Para impedir a prescrição dos crimes do maior escândalo de corrupção no governo Lula, a sociedade brasileira se mobiliza e cobra do Supremo Tribunal Federal (STF) agilidade no julgamento do processo. Uma das iniciativas é a petição online, que já reuniu mais de 7 mil assinaturas a favor da causa. Pelo Twitter, os internautas organizam mais uma grande manifestação nesta terça-feira (10). O 1º vice-líder do PSDB na Câmara, deputado César Colnago (ES), considera a ação positiva e ressalta a importância da pressão popular.

“É fundamental a mobilização de todas as pessoas com acesso às redes sociais e a manifestação da vontade de ver o julgamento dos réus. A sociedade não quer mais um caso de impunidade”, disse nesta segunda-feira (9). “A população deseja um país diferente, com mudanças. Espero que o prazo não vença, pois isso é apostar na impunidade”, completou Colnago.

Na avaliação do tucano, postergar o julgamento seria um banho de água fria nos brasileiros, que aguardam justiça. “A sociedade ficará muito triste se mais uma vez a impunidade prevalecer, o que será ruim para o processo político. A justiça tem que ser igual para todos. É necessária a punição daqueles que praticaram atos ilícitos”, concluiu.

Em entrevista à TV PSDB, o líder da Minoria na Câmara, Antonio Carlos Mendes Thame (SP), afirmou que o mensalão foi a “institucionalização da corrupção no poder Legislativo”. “Toda a população espera um julgamento e a punição dos culpados pelos delitos cometidos”, ressaltou.

Além da petição virtual, os internautas recorrem ao microblog Twitter para cobrar do STF a marcação do julgamento. Um dos movimentos está marcado para esta terça-feira, a partir das 21h. Qualquer usuário pode postar uma mensagem usando a tag #julgamentomensalaoja direcionadas ao perfil do tribunal, o @STF_oficial. O chamado “twittaço” também está sendo divulgado em páginas do Facebook.

Os manifestantes preparam ainda um movimento em Brasília e outras cidades no próximo dia 21. O evento é apartidário e defenderá o fim do voto secreto de parlamentares, o julgamento dos réus do mensalão e a extensão da regra da ficha limpa para todos os cargos públicos. A manifestação começa às 10h no Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios.

Olá Ricardo Fonseca,

Estes vídeos seriam removidos sob pedido de um ou mais dos detentores de direitos.


 

 

 

 

Click aqui para ver a denúncia feita no ano de 2006


Locanty doa a PMDB e recebe da Polícia Federal

Renata Cavas, representante da Rufolo, oferece propina na moeda que o gestor quiser receber: ela sugere real, dólar, euro e até iene Reprodução TV Globo

BRASÍLIA, RECIFE e RIO - A Locanty Comércio e Serviços Ltda - uma das empresas denunciadas por oferecer propinas para ganhar licitações na área da saúde - doou mais de R$ 1,4 milhão para quatro campanhas eleitorais de 2010. Entre elas, três foram para políticos do Rio: o PMDB (R$ 1,3 milhão) e os deputados estaduais Alcebíades Sabino (PSC) e Bebeto (PDT), que receberam R$ 50 mil cada. O candidato à presidência José Serra (PSDB) também recebeu contribuição de R$ 50 mil. Apesar de o site Transparência Brasil informar que a doação ao PMDB foi para a campanha de reeleição de Sérgio Cabral, a assessoria do governador informou que esses recursos foram doados ao partido, a quem cabe explicar o destino do repasse.

Município estudará formas de impedir que fraudadoras voltem a fornecer à prefeitura do Rio

Ministério manda três hospitais federais apurarem possíveis irregularidades em contratos

BRASÍLIA e RIO - O prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu nesta terça-feira que a substituição da Locanty e da Padre da Posse Restaurante, cujo nome fantasia é Bella Vista Refeições, pode não ser automática. Segundo o prefeito, a Procuradoria Geral do Município (Fernando dos Santos Dionísio, meu primo, este infelizmente, não fará nada que Eduardo Paes não ordenar e a farra vai continuar) e Controladoria Geral do município vão estudar todas as fundamentações legais necessárias para evitar que as empresas consigam recursos para voltar a fornecer para a prefeitura. Representantes das duas empresas, além da Rufolo Serviços Técnicos e Construções e da Toesa Service, foram flagrados numa reportagem do "Fantástico", da Rede Globo, neste domingo, oferecendo propina para ganhar supostas licitações com um hospital infantil da UFRJ.

17/07/2009 - 17:11:11
UFRJ instaura sindicância interna para investigar desvios de verba em projeto Fonte: O GLOBO ONLINE

Luisa Valle

RIO - O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor Aloísio Teixeira, instaurou uma comissão de sindicância para investigar as denúncias de desvio de verbas doadas pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), órgão do governo americano de fomento à pesquisa na área da saúde, ao projeto Praça Onze, centro de pesquisa sobre Aids da UFRJ. Em nota publicada no site da universidade, o reitor afirma que três professores titulares da universidade foram nomeados para participar da comissão, que deve concluir as investigações em 30 dias, podendo prorrogar os trabalhos por mais 30.


Essa foi a primeira vez que o reitor da universidade se manifestou sobre as denúncias que envolvem a Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), responsável pela administração do centro de pesquisa. No documento, ele critica a decisão do coordenador do Praça Onze, professor Mauro Schechter, de levar os problemas internos da universidade "precoce ou indevidamente, para o âmbito externo". Apesar disso, ele afirma que o projeto vai continuar recebendo as verbas necessárias para o seu funcionamento, e reitera que o acordo firmado em janeiro de 2009 entre a FUJB, responsável pela administração do centro de pesquisa, e Projeto Praça Onze, que garantem o repasse das verbas até o fim das investigações, será mantido:

"O reitor da UFRJ afirma, ainda, que o acordo firmado em janeiro de 2009 entre FUJB e Projeto Praça Onze, na presença do diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), será mantido. Assim, até que se concluam as apurações em curso e se possa ter uma avaliação da real situação financeira do Projeto, continuarão a ser repassados os recursos necessários para que o Projeto Praça Onze possa cumprir plenamente com os seus compromissos", diz a nota.


O embate entre Schechter e a fundação, que desde maio deixou de administrar o projeto, começou há cinco anos, quando um esquema de desvio de verbas de pesquisa, orquestrado por uma ex-secretária ligada ao centro foi descoberto. Rosenilda Sales foi indiciada pela Polícia Civil por estelionato. O pesquisador denuncia que a instituição, desde então, se recusa a fazer uma revisão na contabilidade da fundação, enquanto a FUJB afirma que Schechter não consegue explicar o desvio de verbas do projeto.

Wadih Damous: STF precisa honrar compromisso e derrubar Lei da Anistia

 O STF e o mensalão

Carlos Alberto Di Franco - O Estado de S.Paulo

O leitor é sempre o melhor termômetro para medir a temperatura da sociedade. Num de meus últimos artigos fiz uma radiografia da corrupção e defendi a seguinte prioridade no combate aos malfeitos: cobrar dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento do mensalão.

Recebi uma enxurrada de e-mails de leitores de várias cidades brasileiras. Uma forte amostragem de opinião pública. Um denominador comum esteve presente em todas as mensagens: as pessoas não admitem o não julgamento do mensalão, com a consequente consagração da impunidade. Ao mesmo tempo, afirmam que o trabalho investigativo da imprensa deve continuar e se aprofundar.

Em que pé estão as coisas? O processo aguarda a conclusão do trabalho de revisão do ministro Ricardo Lewandowski. Alguns crimes já prescreveram. Se o mensalão não for julgado em 2012, a probabilidade de impunidade é total. Em 19 de abril assume a presidência do STF o ministro Carlos Ayres Britto. Conhecendo a biografia do ministro e suas tomadas de posição, é praticamente certo que o novo presidente queira julgar o mensalão durante a sua gestão.

Chegou a hora do Supremo Tribunal Federal. Julgar o mensalão não é uma questão de prazos processuais. É um dever indeclinável. A cidadania espera que a Suprema Corte dê prioridade ao que é, de fato, relevante. Se o STF carimbar o mensalão com a prescrição, hipótese gravíssima, concederá, na prática, um passaporte para a institucionalização dos malfeitos.

A desqualificação do mensalão é essencial para aqueles que se apropriaram do Estado brasileiro. O primeiro sinal do desmonte do mensalão foi dado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao deixar o governo, ele disse que sua principal missão, a partir de janeiro de 2011, seria mostrar que o mensalão "é uma farsa". A "farsa" a que se referia Lula derrubou ministros do seu governo, destituiu dezenas de diretores de estatais e mandou para o espaço a cúpula do seu partido. Encurralado, o então presidente só não caiu graças ao tamanho da incompetência da oposição.

Réus do processo passaram a ocupar postos altos nas estruturas dos Poderes. João Paulo Cunha (PT-SP) foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. José Genoino foi nomeado assessor especial do Ministério da Defesa, então comandado por Nelson Jobim, ex-presidente do STF. José Dirceu, "o chefe da quadrilha" - segundo escreveu o então procurador-geral da República na denúncia em que acusou a antiga cúpula do partido de Lula e de Dilma Rousseff de se ter convertido numa "organização criminosa" -, transita com desembaraço pelos corredores do poder.

Está nas mãos do Supremo assumir o papel histórico de defesa da democracia e dos valores republicanos ou - Deus não queira - virar as costas para a cidadania. A sociedade tem o direito de confiar nos ministros do STF. Eles saberão honrar suas togas e sua biografia. Os brasileiros esperam que os ministros respondam à indignação da sociedade.

O esforço investigativo da imprensa está contribuindo para restabelecer o equilíbrio nas relações sociais. Para o jornalismo verdadeiramente ético e independente, não há distinções e imunidades. Os holofotes da mídia têm projetado fachos de luz em zonas turvas do poder. Isso incomoda? É claro. E deve ser assim. Jornalismo chapa-branca não contribui para a democracia. É preciso que exista certa tensão entre imprensa e governos. A memória do cidadão, no entanto, não é das mais fortes. E a vertiginosa sucessão de delitos acaba sendo importante aliada do esquecimento. Não basta denunciar. É preciso focar e perseverar num autêntico jornalismo de denúncia, que, por óbvio, não se confunde com o denuncismo.

Não podemos mais tolerar que o Brasil seja um país que discrimina os seus cidadãos. Pobre vai para a cadeia. Poderoso não somente não é punido, mas invoca presunção de inocência, submerge estrategicamente, cai no esquecimento e volta para roubar mais.

Registro memorável discurso do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, quando assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral: "Perplexos, percebemos, na simples comparação entre o discurso oficial e as notícias jornalísticas, que o Brasil se tornou um país do faz de conta. Faz de conta que não se produziu o maior dos escândalos nacionais, que os culpados nada sabiam - o que lhes daria uma carta de alforria prévia para continuarem agindo como se nada de mau tivessem feito".

De lá para cá, infelizmente, a coisa só piorou. A ausência de punição é a mola da criminalidade. Mas não atiremos a esmo. Não publiquemos no domingo para, na segunda-feira, mudar de pauta. Vamos concentrar. Focar no mensalão. E você, caro leitor, escreva para os ministros do STF, pressione, proteste, saia às ruas num magnífico exercício da cidadania.

Em segundo lugar, exija de nós, jornalistas, a perseverança de buldogues. É preciso morder e não soltar. O que aconteceu com os protagonistas da delinquência? Como vivem os réus do mensalão? Que lugares frequentam? Que patrimônio ostentam? É fundamental um mapeamento constante. Caso contrário, estoura o escândalo, o ministro cai, perde poder político, mas vai para casa com uma dinheirama. Depois, de mansinho, volta ao partido e retorna às benesses do poder, apoiado pela força da grana e do marketing. É preciso acabar com isso. A imprensa precisa ficar no calcanhar dos criminosos.

Chegou a hora de a sociedade civil mostrar a sua cara e a sua força. O Brasil pode sair deste pântano para um patamar civilizado. Mas para que isso aconteça, com a urgência que se impõe, é necessário que os culpados sejam punidos.

Arthur Virgílio Neto ‏ @_ArthurVirgilio

. Creio mto nessa união

 

Treze bombeiros envolvidos

em movimento grevista são expulsos

Se a corporação nada fizer, perderá o respeito da sociedade. Afinal, o Cabo Daciolo se tornou um símbolo de coragem e a ele principalmente, dedicamos o nosso apoio.


Observatório da OAB @ObservaOAB mencionou você:

Gastos de Ângela Sales deixam rombo de mais de 1 mi na OAB/PA diganaoaintervencao.com/RelatorioResum… @brazilnocorrupt @Advogado @atheniense

Mar 10, 9:17 PM via web

 

Ophir, o limite estreito entre moralismo e hipocrisia

A distância entre o moralismo e a hipocrisia é mais estreito do que a lâmina de uma navalha. O candidato a Catão sempre enfrenta um grande desafio: o de jamais permitir que, em sua vida pessoal, repita os vícios que denuncia.

Poucos têm escapado incólumes a esse desafio. E a OAB menos ainda, desde que deixou a fisiologia dominá-la internamente - ao mesmo tempo em que tentava se fortalecer no cenário público denunciando a fisiologia dos outros.

Já alertei semanas atrás que o reinado de Ophir terminou. Espera-se que os advogados deixem de lado a fisiologia interna e escolham uma referência política e moral para representá-los.

Da Folha de S. Paulo

Elio Gaspari

A dura vida do presidente da OAB

Em janeiro, o procurador Ophir Cavalcante, licenciado desde 1998, custava à Viúva R$ 30.062,07 mensais

É dura a vida do presidente da Ordem dos Advogados, Ophir Cavalcante. No último ano ele condenou o tamanho da fila dos precatórios de São Paulo, a farra dos passaportes diplomáticos, as fraudes nos exames da Ordem, a atuação de advogados estrangeiros em Pindorama, o enriquecimento de Antonio Palocci e a blindagem dos "ficha suja". Defendeu a autonomia salarial do Judiciário e os poderes do Conselho Nacional de Justiça.

Como se sabe, Ophir Cavalcante é sócio de um escritório de advocacia em Belém e procurador do governo do Pará, licenciado desde 1998, quando se tornou vice-presidente da seccional da Ordem. Até aí, tudo bem, pois Raymundo Faoro era procurador do Estado do Rio, apesar de não lhe passar pela cabeça ficar 13 anos com um pé na folha da Viúva e outro na nobiliarquia da Ordem.

p>Em agosto do ano passado, quando o Tribunal Regional Federal permitiu que Senado pagasse salários acima do teto constitucional de R$ 26.723, Cavalcante disse o seguinte: "O correto para o gestor público é que efetue o corte pelo teto e que as pessoas que se sentirem prejudicadas procurem o Judiciário, e não o contrário".

Em tese, os vencimentos dos procuradores do Pará deveriam ficar abaixo de um teto de R$ 24.117. Seu "Comprovante de Pagamento" de janeiro passado informa que teve um salário bruto de R$ 29.800,59. O documento retrata as fantasias salariais onde a Viúva finge que paga pouco e os doutores fingem que recebem menos do que merecem. Isso não ocorre só com ele, nem é exclusividade do Ministério Público do Pará.

O salário-base do doutor é de R$ 8.230,57. Para os cavalgados é isso, e acabou-se. No caso de Cavalcante, somam-se sete penduricalhos. Há duas gratificações, uma de R$ 6.584 por escolaridade, outra de R$ 7.095 por "tempo de serviço" (na repartição, ficou três anos, mas isso não importa); R$ 4.115 por "auxílio pelo exercício em unidade diferenciada" (a procuradoria fica em Belém, mas ele está lotado na unidade setorial de Brasília).

Esse contracheque levou uma mordida de R$ 5.196 do Imposto de Renda. Se o doutor trabalhasse numa empresa privada, com salário bruto de 29.800,59, tivesse dois dependentes e pagasse, como ele, R$ 2.141 na previdência privada, tomaria uma mordida de R$ 6.760.

Finalmente, há R$ 314 de auxílio-alimentação, o que dá R$ 15,70 por almoço. A OAB precisa protestar: o Ministério Público paraense passa fome.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


DERROTAS DE WADIH DAMOUS - O DÉSPOTA

Comarca da Capital

35ª Vara Cível

 

Cartório da 35ª Vara Cível

 

Endereço:

Erasmo Braga 115 sala 208 B

Bairro:

Castelo

Cidade:

Rio de Janeiro

 

Ofício de Registro:

4º Ofício de Registro de Distribuição

Ação:

Eleição / Associação; Antecipação de Tutela E/ou Obrigação de Fazer Ou Não Fazer Ou Dar

 

Assunto:

Eleição / Associação; Antecipação de Tutela E/ou Obrigação de Fazer Ou Não Fazer Ou Dar

 

Classe:

Procedimento Ordinário

 

Autor

WADIH NEMER DAMOUS FILHO e outro(s)...

Réu

LAURO MARIO PERDIGÃO SCHUCH e outro(s)...

 


Listar todos os personagens

 

 

Advogado(s):

RJ105258 - BRUNO CALFAT
RJ044272 - MANOEL FERNANDO THOMPSON MOTTA FILHO
RJ028340 - RIVA VELMOVITSKY
RJ045618 - ARNON VELMOVITSKY

 

 

Tipo do Movimento:

Remessa

Destinatário:

Tribunal de Justiça

Data da remessa:

14/09/2011

Prazo:

15 dia(s)

 

 

Processo(s) no Tribunal de Justiça:

0043139-85.2009.8.19.0000 ( 2009.002.45970)
0347516-23.2009.8.19.0001

Comarca da Capital

13ª Vara Cível

 

Cartório da 13ª Vara Cível

 

Endereço:

Erasmo Braga 115 sala 311 D

Bairro:

Castelo

Cidade:

Rio de Janeiro

 

Ofício de Registro:

3º Ofício de Registro de Distribuição

Assunto:

Dano Moral - Outros/ Indenização Por Dano Moral

 

Classe:

Procedimento Ordinário

 

Autor

WADIH NEMER DAMOUS FILHO

Réu

LAURO MARIO PERDIGAO SCHUCH e outro(s)...

 


Listar todos os personagens

 

 

Advogado(s):

RJ112310 - LUIZ GUSTAVO ANTÔNIO SILVA BICHARA
RJ061492 - CARLOS ROBERTO FERREIRA BARBOSA MOREIRA
RJ035170 - JOSÉ CALIXTO UCHÔA RIBEIRO

 

 

Tipo do Movimento:

Recebimento

Data de Recebimento:

04/04/2012

 

Tipo do Movimento:

Sentença - Julgado improcedente o pedido

Data Sentença:

03/04/2012

Descrição:

Por todo o exposto, julgo improcedente o pedido em relação a ambos os réus, condenando a parte autora ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% sobre o valor dado à causa.

Ver íntegra do(a) Sentença

Documentos Digitados:

Despacho/Sentença/Decisão - sem certidão

 

Tipo do Movimento:

Conclusão ao Juiz

Data da conclusão:

02/03/2012

Juiz:

LEDIR DIAS DE ARAUJO

 

 

Carta Precatória:

0011921-37.2010.8.19.0054
0014882-48.2010.8.19.0054

 

Processo(s) no Tribunal de Justiça:

Não há.

 

14a Vara do Trabalho do Rio de Janeiro

Situação

Ajuizamento

Autuação

Em andamento

12/11/2010

16/11/2010

 

 

Publicações

 

Data

Arquivo

Descrição

02/03/2012

Publicado Notificação por Diário Oficial em 02/03/2012.

01/03/2012

 

EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTO.
Tipo: Notificação por Diário Oficial.
Data do Expediente: 27/02/2012.
Destino: Imprensa.

27/02/2012

 

Expedido Notificação por Diário Oficial.

16/01/2012

 

Julgado(s) procedente(s) em parte o(s) pedido(s)

16/01/2012

 

CONCLUSÃO FINALIZADA.
Data: 16/01/2012.
Motivo: Sentença Prolatada.

09/11/2011

 

CONCLUSOS PARA DECISÃO/DESPACHO.
Fato Gerador: Prolação de Sentença.
Juiz/Desembargador: Mirna R. R. Macedo Correa.

27/09/2011

 

Juntada de Petição - com Memoriais.

27/09/2011

 

Juntada de Petição - com Memoriais.

27/09/2011

 

PROTOCOLIZADA PETIÇÃO.
Descrição: com Memoriais.
Parte: Réu.
Nome: Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Rio de Janeiro - OAB RJ .
Data: 21/09/2011.
Número: 2011000001430264.

23/09/2011

 

Recebidos os Autos.
Devolução da Carga efetuada pelo Advogado do Réu no (a) 014VT/RJ.

13/09/2011

 

AUTOS ENTREGUES EM CARGA.
Destinatário: Advogado Réu.

01/09/2011

 

Recebidos os Autos.
Devolução da Carga efetuada pelo Advogado do Autor no (a) 014VT/RJ.

01/09/2011

 

PROTOCOLIZADA PETIÇÃO.
Descrição: com Memoriais.
Parte: Autor.
Nome: Lucio Flávio Rizzo .
Data: 31/08/2011.
Número: 2011000001288223.

26/08/2011

 

AUTOS ENTREGUES EM CARGA.
Destinatário: Advogado Autor.

22/08/2011

 

AUDIÊNCIA Instrução Adiada SINE DIE para Decisão.

09/08/2011

 

Juntada de Notificação Postal Por Assunto .

04/07/2011

Publicado Notificação por Diário Oficial em 04/07/2011.

04/07/2011

Publicado Notificação por Diário Oficial em 04/07/2011.

17/06/2011

 

EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTO.
Tipo: Notificação por Diário Oficial.
Data do Expediente: 14/06/2011.
Destino: Imprensa.

17/06/2011

 

EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTO.
Tipo: Notificação por Diário Oficial.
Data do Expediente: 14/06/2011.
Destino: Imprensa.

14/06/2011

 

Expedido Notificação por Diário Oficial.

14/06/2011

 

Expedido Notificação por Diário Oficial.

13/06/2011

 

Juntada de Notificação Postal Por Assunto .

13/06/2011

 

Juntada de Notificação Postal Por Assunto .

19/05/2011

 

Expedido Notificação Postal Por Assunto.

19/05/2011

 

Expedido Notificação Postal Por Assunto.

16/05/2011

 

Juntada de Petição - Prestando Informação.

16/05/2011

 

Recebidos os Autos.
Devolução da Carga efetuada pelo Advogado do Réu no (a) 014VT/RJ.

05/05/2011

 

PROTOCOLIZADA PETIÇÃO.
Descrição: Prestando Informação.
Parte: Réu.
Nome: Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Rio de Janeiro - OAB RJ .
Data: 03/05/2011.
Número: 2011000000605704.

25/04/2011

 

AUTOS ENTREGUES EM CARGA.
Destinatário: Advogado Réu.

12/04/2011

 

Expedido Notificação Postal Por Assunto.

12/04/2011

 

Expedido Notificação Postal Por Assunto.

12/04/2011

 

Expedido Notificação Postal Por Assunto.

07/04/2011

 

Juntada de Petição - com Rol de Testemunhas.

07/04/2011

 

PROTOCOLIZADA PETIÇÃO.
Descrição: com Rol de Testemunhas.
Parte: Autor.
Nome: Lucio Flávio Rizzo .
Data: 06/04/2011.
Número: 2011000000465025.

06/04/2011

 

Recebidos os Autos.
Devolução da Carga efetuada pelo Advogado do Autor no (a) 014VT/RJ.

05/04/2011

 

AUTOS ENTREGUES EM CARGA.
Destinatário: Advogado Autor.

28/03/2011

 

Juntada de Notificação Postal Por Assunto .

22/03/2011

 

Audiência Instrução Marcada para data 22/08/2011 às 15:00 .

22/03/2011

 

Audiência Inicial Adiada para data 22/08/2011 às 15:00 .

28/01/2011

 

Expedido Notificação Postal Por Assunto.

28/01/2011

 

Expedido Notificação Postal Por Assunto.

28/01/2011

 

Expedido Notificação Postal Por Assunto.

09/12/2010

 

Audiência Inicial Marcada para data 22/03/2011 às 10:00 .

16/11/2010

 

Distribuído por sorteio.

16/11/2010

 

AUTUADO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

07/03/2012

às 18:08

Vamos convencer o presidente da OAB-RJ, com palavras doces e justas, a não destruir o Cristo Redentor!

Sim, a campanha contra o crucifixo tende a crescer. E se fará ao arrepio da esmagadora maioria da população porque, em certos temas, os “progressistas” brasileiros acham que o povo não deve apitar. Leiam o que informa a Folha Online. Volto em seguida:

Dirigente da OAB-RJ critica presença de crucifixo no Supremo

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, criticou nesta quarta-feira (7) a presença de um crucifixo no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal). Para ele, isso é inconstitucional. “A República no Brasil proclamou o Estado laico e reconheceu o direito de todos professarem a religião de sua crença. Não cabe a qualquer órgão público de qualquer esfera impor esse ou aquele símbolo religioso”, afirma o advogado.

Ela ainda elogiou a decisão tomada ontem pela Justiça do Rio Grande do Sul, que acatou pedido de uma ONG e vai retirar crucifixos e símbolos religiosos de todas as salas do Judiciário do Estado. Uma medida semelhante já foi tomada pela Justiça do Rio.

Para o Tribunal de Justiça gaúcho, a presença do objeto nos fóruns e na sede do Judiciário pode ir contra princípios constitucionais de um Estado laico. A retirada dos símbolos foi um pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas, o que motivou um processo administrativo no tribunal.
(…)

Voltei
O doutor Wadih Damous pode ser um excelente advogado, não sei. Mas não entende nada de história, cultura ou filosofia, coisas que não lhe fariam mal — não na sua profissão. O laicismo do Estado não pode submeter a história a uma revisão. Aliás, nem mesmo o conhecimento científico pode fazê-lo. A história é a que está aí.

Eliminar os crucifixos dos tribunais guarda parentesco com a tentativa de submeter os dicionários à censura. Nos dois casos, o que se pretende é eliminar a história. O caso do símbolo religioso é ainda mais grave porque NÃO HÁ UM SÓ FUNDAMENTO ÉTICO DO CRISTIANISMO que possa fazer mal a um julgador. Se o doutor Wadih Damous encontrar um só, um miserável que seja — inclusive aquele que combate o pecado, mas não o pecador —, eu dou a mão à palmatória.

Sejamos lhanos, nos comentários, com o doutor Wadih Damous, mas muito duros com sua tese. Sejamos severos com o pecado, mas gentis com o pecador. Sejamos intolerantes com o equívoco, mas tolerantes com o equivocado.

A nossa missão é tentar convencer doutor Wadih Damous, presidente da OAB-RJ, que o Cristo Redentor não precisa ser destruído. Por que o temor? Se um simples crucifixo torna um tribunal propriedade de uma religião, imaginem aquele Cristo, com os braços abertos sobre a Guanabara…

Por Reinaldo Azevedo

 

Muito em breve, completaremos um ano de existência, o que nos permitirá fazer muito mais em prol da sociedade brasileira. Estamos aqui para trazer benefícios e principalmente, contribuir para o aperfeiçoamento de profissionais que lidam com o Direito.

O corporativismo, atividade de pressão de grupos organizados sobre poder público legalmente constituído, não nos intimida. Amargamos quase um ano sem a inscrição municipal, o que não nos permitiu darmos início às nossas atividades, porém agora estamos em negociação com os planos de saúde, cursos de extensão e muito mais benefícios que certamente, virão por aí.

Portanto, você, mal profissional, que na eleição passada nos disse que a vida era um leilão e levaria seu voto àquele que pagasse melhor; você, que é disseminador da máxima "é dando que se recebe", saiba que a sociedade, assim como a nossa Associação, não é constituída de apenas uma única categoria profissional e que, todos assim pensando, estaríamos levando a nossa sociedade ao caos de forma irreversível.

Recentemente, recebemos, dentre tantas outras denúncias, um relato da existência de grupos que desejam sindicalizar Bacharéis em Direito, cobrando por uma carteira que jamais é entregue ao comprador.

Nós, da Equipe Brazil No Corrupt, repudiamos toda e qualquer conduta oportunista, amargamos prejuízos no aguardo da liberação de nossa inscrição municipal, pois somente com o alvará, que determina a localização de nossa sede, é permitido dar início às atividades de Associação Cultural.

Agora é com vocês ! Expandir esta Associação, ampliar seus benefícios, dependerá apenas do interesse de cada um. Precisamos fazer levantamentos do interesse em adesão a planos de saúde e cursos de extensão.

Para tanto, é necessário que cada membro inscrito no site (www.mnbdrj.ning.com), coloque uma foto de rosto, atualizada, no local determinado em sua página exclusiva, para que se possa, mais tarde, confeccionar os cartões em PVC. E depois, ainda na própria página, responda o questionário que está no link localizado a direita.

Somente depois do levantamento feito, em quantos somos interessados nos benefícios, é que poderemos avaliar os custos e apresentar propostas a vocês. Indique também, o benefício que você gostaria que fosse oferecido.

Para os Advogados, solicitamos também, sejam informados a sua respectiva subseção e registro, convidando a todos a participarem da Eleição na OAB/RJ 2012.

Junte-se a nós !

Equipe Brazil No Corrupt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Gaspari ataca vida de marajá do presidente da OAB

Colunista de vários jornais, Elio Gaspari aponta que, além de receber sem trabalhar há 13 anos, Ophir Cavalcante (foto) tem ganhos acima do teto permitido por lei

04 de Março de 2012 às 12:42


247 – Em sua coluna dominical, o jornalista Elio Gaspari apontou uma nova fragilidade no discurso de Ophir Cavalcante que, assim como o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), é um dos principais moralistas da República. Além de receber sem trabalhar, ele também tem vencimentos acima do teto legal. Leia abaixo:

É dura a vida do presidente da Ordem dos Advogados, Ophir Cavalcante. No último ano ele condenou o tamanho da fila dos precatórios de São Paulo, a farra dos passaportes diplomáticos, as fraudes nos exames da Ordem, a atuação de advogados estrangeiros em Pindorama, o enriquecimento de Antonio Palocci e a blindagem dos "ficha suja". Defendeu a autonomia salarial do Judiciário e os poderes do Conselho Nacional de Justiça.

Como se sabe, Ophir Cavalcante é sócio de um escritório de advocacia em Belém e procurador do governo do Pará, licenciado desde 1998, quando se tornou vice-presidente da seccional da Ordem. Até aí, tudo bem, pois Raymundo Faoro era procurador do estado do Rio, apesar de não lhe passar pela cabeça ficar 13 anos com um pé na folha da Viúva e outro na nobiliarquia da Ordem.

Em agosto do ano passado, quando o Tribunal Regional Federal permitiu que Senado pagasse salários acima do teto constitucional de R$ 26.723, Cavalcante disse o seguinte: "O correto para o gestor público é que efetue o corte pelo teto e que as pessoas que se sentirem prejudicadas procurem o Judiciário, e não o contrário".

Em tese, os vencimentos dos procuradores do Pará deveriam ficar abaixo de um teto de R$ 24.117. Seu "comprovante de pagamento" de janeiro passado informa que teve um salário bruto de R$ 29.800,59.

O documento retrata as fantasias salariais onde a Viúva finge que paga pouco e os doutores fingem que recebem menos do que merecem. Isso não ocorre só com ele, nem é exclusividade do Ministério Público do Pará.

O salário-base do doutor é de R$ 8.230,57. Para os cavalgados, é isso, e acabou-se. No caso de Cavalcante, somam-se sete penduricalhos. Há duas gratificações, uma de R$ 6.584 por escolaridade, outra de R$ 7.095 por "tempo de serviço"; (na repartição, ficou três anos, mas isso não importa); R$ 4.115 por "auxílio pelo exercício em unidade diferenciada" (a procuradoria fica em Belém, mas ele está lotado na unidade setorial de Brasília).

Esse contracheque levou uma mordida de R$ 5.196 do Imposto de Renda. Se o doutor trabalhasse numa empresa privada, com salário bruto de 29.800,59, tivesse dois dependentes e pagasse, como ele, R$ 2.141 na presidência privada, tomaria uma mordida de R$ 6.760.

Finalmente, há R$ 314 de auxílio-alimentação, o que dá R$ 15,70 por almoço. A OAB precisa protestar: o Ministério Público paraense passa fome.


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas, Omar Coêlho de Mello, foi condenado a um ano e sete dias de prisão após ofender o advogado Paulo Newton em entrevista aos meios de comunicação. O episódio foi em 2007, quando eles disputavam uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça (TJ) do Estado. Inscrito para concorrer ao posto, a candidatura de Omar foi indeferida pelo Conselho Superior da OAB. Ele alegou que o advogado havia apresentado documentos falsos - ao comprovar que tinha mais de dez anos de advocacia -, um dos requisitos aos postulantes da vaga no TJ.

Newton recorreu da decisão duas vezes e ganhou. A última delas saiu em 17 de fevereiro - o processo corre em segredo de Justiça - e o juiz federal André Granja condenou Omar Coêlho de Mello a um ano e sete meses de prisão e pagamento de R$ 26,6 mil por crime de calúnia. O presidente da Ordem disse que recorreu da decisão e justificou as declarações dadas à imprensa.

"Minha vida sempre foi um livro aberto. Na época, o Conselho indeferiu o pedido por observar que os documentos apresentados pelo advogado não preenchiam os requisitos necessários, apenas isso. Todo processo aconteceu dentro da legalidade, pode ter certeza", disse. "Após a condenação, já estou em busca das instâncias superiores. Por ora, temos que respeitar a decisão Judicial", frisou Coelho.

 

EM CASA DE FERREIRO, O ESPETO É DE PAU

 

A Ordem dos Advogados do Brasil aprovou em sessão ordinária o fim da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. A proposta será encaminhada ao Congresso Nacional para marcar a posição da entidade nas discussões sobre a reforma política. Na mesma oportunidade, discute-se sobre o financiamento público de campanha como forma de moralização e transparência ao processo eleitoral.

Ocorre que, dentro das suas próprias hostes, a OAB adota um regime político bem diferente do que vem pregando e - inspirada nas ações típicas de governos populistas - suas Seccionais chegam a distribuir benefícios de caráter social para seus inscritos em troca de votos. Vê-se uma desenfreada distribuição de dentaduras, remédios, óculos e até material escolar se provado o estado de miserabilidade dos advogados que, mesmo humilhados, recorrem a essas benesses com a obrigação de provar para entidade que é carente de verdade.

Ainda, durante o processo eleitoral da entidade (de três em três anos), assisti-se a um verdadeiro espetáculo de gastança com cartazes, prospectos e placas espalhadas pelas ruas com gastos na ordem de milhões de reais sem nenhuma prestação de contas, sequer, declaração de origem dessa dinheirama toda.

Estamos diante de um grande contra senso que pode esconder práticas irregulares, mesmo em se tratando de assuntos de natureza corporativa. Na verdade, a OAB tem poderes para indicação do “Quinto Constitucional” – ou seja – para apresentar desembargadores e ministros que comporão o Poder Judiciário em todas as suas representações, também, sobrestar direitos, procrastinar o cumprimento da justiça, tergiversar sobre a existência de milhões de alvarás retidos no Judiciário que poderiam beneficiar inúmeras pessoas que já obtiveram decisão favorável e – por conseqüência – atender milhares de advogados que estariam recebendo honorários sem depender desse tipo de benesses. Alimentar práticas que incentivam o recebimento de benefícios em troca da eficiência profissional só serve como moeda de troca para aqueles que desejam manter-se no poder, impedindo qualquer possibilidade de oxigenação da entidade e da valorização do profissional do direito.

Nossa esperança é que os advogados possam acordar para sua verdadeira responsabilidade na proteção do direito não só propondo mudanças para o país, como também permitindo condições dignas para o essencial exercício da advocacia.

LUCIANO VIVEIROS, advogado e Professor de Direito da UERJ.

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PLEBISCITO BOLIVARIANO OU ELEIÇÕES NA OAB?

 

Nas ultimas eleições para as Seccionais da OAB ao Triênio 2010/2012, as oposições que enfrentaram os candidatos de situação ou seus sucessores não teriam muita chance diante das condições impostas pelo processo eleitoral vigente ditado pela própria entidade.

Na verdade, as normas que disciplinam as eleições na OAB são capazes de proteger “mensalões”, “anões do orçamento”, “aloprados” e qualquer outra denominação comum aos que buscam fraudar ou aproveitar-se do poder para nele permanecer e usa-lo de forma indevida. Simplesmente, porque não é necessário declarar recursos usados durante a campanha eleitoral. Tal omissão facilita, sobremaneira, as publicidades dignas de candidatos ao senado e camara federal que, por si, não seriam capazes de explicar os motivos para tantos gastos em troca de um cargo sem remuneração.

Ademais, o fato de estar com o controle da máquina administrativa na mão transforma o candidato da situação ou seu sucessor em beneficiário direto da mídia corporativa. Claro, como presidente da entidade qualquer um pode usar os veículos oficiais de comunicação como, por exemplo, a Tribuna do Advogado, o site oficial e o cadastro geral (mala direta) para levar a classe suas realizações. Pior ainda, são prerrogativas que nenhum outro candidato qualquer teria, observe, nem mesmo ao postulante a Papa no Vaticano. No detalhe, não declarar recursos financeiros é crime previsto em lei para qualquer mortal da face da terra, seja na Itália de Al Capone ou no Brasil de Roberto Arruda.

Um freio e radical guinada na condução dessa anarquia eleitoral criada pelo Conselho Federal é necessária e urgente. A imprensa e a sociedade, qualquer hora, vão cobrar da Ordem dos Advogados uma posição que reste inviabilizando a entidade de liderar processos sociais em defesa da cidadania pela sua ineficiencia em cuidar do próprio umbigo. Já imaginou se o Arruda cobrasse a prestação de contas dos candidatos a presidencia da OAB de um grande e importante estado do país que emporcalharam a capital inteira com milhares de cartazes, cabos eleitorais com bandeiras e milhões de reais gastos com publicidade pelos correios, celulares e prospectos. Será que o dinheiro para custear isto tudo saiu das meias ???

Venhamos e convenhamos, não estamos vivenciando nenhuma administração Bolivariana que se traduza em plebiscitos para consolidar advogados no poder, pois essencial é discutir propostas e o conflito de idéias enriquece qualquer debate eleitoral. Por consequencia, a alternância de poder faz parte do regime democrático e seria muita pretensão dos atuais administradores das Seccionais da OAB imaginarem que só eles ou seus sucessores seriam capazes de dar continuidade aos projetos desenvolvidos para classe até agora e não podem subestimar a capacidade de outros colegas que, também, seriam competentes para seguir uma política favorável a classe. Imaginemos, nessa esteira, que se um bom síndico não fosse reeleito o prédio desabaria.

Não se pode olvidar que a Ordem dos Advogados do Brasil tem um papel importante na defesa da democracia e deverá promover seus próprios processos eleitorais por meio de ações transparentes que possam garantir a dignidade, o respeito e a admiração de todos. Por derradeiro, temos a obrigação de colaborar para manutenção de um ambiente favorável para que advogados de todas as origens, credos, cuturas e formação possam participar do processo politico da entidade, democraticamente, com idéias inovadoras para “oxigenar” a entidade e contribuir na reestruturação atual processo eleitoral.

Rio, 1 de maio de 2011
LUCIANO VIVEIROS

 

Luciano Viveiros apresenta propostas para OAB-RJ

 

Representamos a única e verdadeira chapa de oposição e pretendemos "oxigenar" a instituição, aproximando o advogado e oferecendo transparência, correção e inovação.

Nosso objetivo será promover uma revolução na relação com o Judiciário, selando a paz e a harmonia entre advogados, juízes e serventuários. Vamos lutar para que todos possam chegar em casa e dizer para família e aos amigos que temos orgulho da nossa profissão.

Agiremos com transparência, permitindo acesso a rotina financeira da entidade. Incentivando a cultura jurídica através de parcerias com instituições de ensino e transformando a ESA em um centro de excelência dedicado a pesquisa e ao desenvolvimento profissional.

Defenderemos as prerrogativas, com a participação da OAB no processo legislativo. Vamos gerar emprego e renda, com a formação do mais completo banco de dados profissionais disponibilizado para escritórios e empresas interessadas. Implantaremos a Lanjur (Lan House), centros de informática vinculados a organismos jurídicos.

Criaremos a RIP (Rede de Informação Processual), com implantação de telefonia celular corporativa (aparelhos gratuitos) que permitirá receber torpedos diários com o andamento dos processos e ligações gratuitas entre advogados. Nos aproximaremos dos advogados, com audiências públicas regulares e prometemos recebê-los sem agendamento.

Recuperaremos a Caarj, ampliando serviços médicos e dentários com novos conveniados e o atendimento nas residências. Incentivaremos a aposentadoria privada. Daremos proteção ao advogado idoso e aos deficientes físicos. Democratizaremos o quinto constitucional.

Estaremos ao lado dos advogados do interior do Estado com a criação do "Conselho Itinerante", onde os colegas das mais diversas regiões possam participar das decisões da entidade. E, com 47 mulheres na chapa, permitiremos que a mulher seja ouvida, com mais representatividade no Conselho, enfim, vamos ter uma OAB mais humana, justa e solidária.

Não se pode olvidar que a OAB é responsável pelo exercício da profissão, evitando se intrometer em questões políticas. O foco deve ser o advogado e sua função social diante da profissão. A OAB tem um papel importante na sociedade na defesa da cidadania e deverá promover a profissão com ações inteligentes que possam garantir a dignidade, o respeito e a esperança que perdemos diante dos infortúnios recorrentes nos corredores forenses.

A OAB tem a obrigação de colaborar para manutenção de um ambiente favorável ao advogado para que a paz e harmonia possam reinar entre seus pares e respectivas famílias. Simplesmente, a OAB deve contribuir para que a alegria de ser advogado volte a contagiar os nossos corações.

Como uma entidade cidadã, preocupada com a manutenção da lei, do direito, da justiça e das ações comunitárias em que o advogado possa colaborar para garantia dos valores sociais, econômicos e – principalmente – humanitários a OAB necessitará aproximar-se do cidadão, agregando valores de natureza jurídica, ou seja, o papel da OAB deve restringir-se à defesa da lei e do cidadão junto à sociedade.

Somos favoráveis à participação da OAB nos processos legislativos e defendo a possibilidade dos conselhos apresentarem projetos de lei que atendam aos interesses do povo. Por que não colaborar com a composição da lei? Inteligência é a melhor contribuição que uma entidade como a OAB pode dar à sociedade.

Este é o nosso maior patrimônio e esta será a missão da OAB, oferecer atos positivos que possam construir um país livre, soberano e, culturalmente, privilegiado.

Nossa chapa intitula-se OAB de Portas Abertas e, literalmente, vamos administrar a instituição sob a égide deste lema sem atender os colegas em audiências, sem marcação de agenda e entraves burocráticos. Só assim, reconhecemos que a OAB será, verdadeiramente, do advogado.

Luciano Viveiros é advogado e candidato à presidência da OAB pela chapa OAB de Portas Abertas.

     

Fraudes no exame da OAB/GO: MPF/GO quer indenização e devolução das carteiras de advogado compradas

41 candidatos que fraudaram o exame foram acionados em 14 ações civis públicas, as quais pedem ainda R$2.610.160,00 em indenização por danos morais

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO), por meio do Núcleo de Combate à Corrupção, protocolizou 14 ações civis pública (ACP) em face da Ordem do Advogados do Brasil, Seção de Goiás (OAB/GO) e de 41 candidatos acusados de fraude no Exame de Ordem, de dezembro de 2006. O MPF/GO pediu a nulidade do certame em relação aos candidatos que compraram a aprovação e a restituição das carteiras de identidade de advogado obtidas indevidamente. Além disso, que a OAB/GO exclua dos seus quadros e cancele as inscrições dos envolvidos como advogados. Por último, pediu ainda, a condenação dos réus ao pagamento de indenização por danos morais difusos, em valores dez vezes maior que os pagos indevidamente pelas aprovações fraudulentas. Nas 14 ações o valor das indenizações por danos morais totaliza R$2.610.160,00, que deve ser revertido em benefício do Fundo de Defesa dos Interesses Difusos.

Entenda o caso
Com a ajuda de uma quadrilha, composta por oito pessoas, candidatos ao Exame de Ordem da OAB/GO, de dezembro de 2006, chegaram a pagar até 15 mil reais pela aprovação.

A quadrilha era composta por três “cabeças”: a secretária da Comissão de Estágio e Exame de Ordem Maria do Rosário Silva, que coordenava e operacionalizava as fraudes; e as advogadas Rosa de Fátima Lima Mesquita e Eunice da Silva Mello. Além delas, o grupo era formado ainda por Estevão Magalhães Zakhia, Euclides de Sousa Rios, José Rosa Júnior, Marcelo Monteiro Guimarães e Tadeu Barbalho André.

A fraude
Os 41 candidatos compraram as suas aprovações fraudulentas no Exame de Ordem realizado pela OAB/GO em dezembro de 2006, obtendo êxito em se inscrever, indevidamente, como advogados e receber as respectivas carteiras de identidade profissional, o que lhes habilitou, ilegalmente, ao exercício da advocacia.

Em regra geral, o modus operandi da quadrilha caracterizou-se, na primeira etapa (prova objetiva), pela supressão dos cartões de respostas originais dos candidatos beneficiários, que foram substituídos por outros cartões falsos.

Já na segunda fase (prova subjetiva), pela revelação antecipada, com violação de sigilo funcional, das questões das provas prático-profissionais aos candidatos beneficiários; pela supressão das provas prático-profissionais originais, as quais foram trocadas por outras provas discursivas, contrafeitas pelos candidatos beneficiários, ou alteração da prova prático-profissional pelo candidato beneficiário – seguida pela falsidade ideológica e pela inserção de dado falso em sistema informatizado –, pela supressão de documentos públicos, pela falsificação/uso de documentos públicos materialmente falsos e pela inserção de dados falsos em sistema informatizado, ou, ainda, pela conjugação de dois ou mais desses modos de agir.

OAB/GO
Mesmo após a comprovação da compra de aprovações no Exame de Ordem, o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/GO vem julgando improcedentes os processos contra os beneficiários das fraudes, declarando que o suposto envolvimento de candidatos com o esquema criminoso de comercialização de aprovações fraudulentas em Exames de Ordem “não guarda correlação com as hipóteses classificadas como infração ética discriminadas na Lei 8.906/94”, já que inexistiria “fato típico a viabilizar a instauração de processo ético-disciplinar pela OAB/GO”.

Para o procurador da República Helio Telho Corrêa Filho, autor das ações, “a OAB/GO passou a ser conivente, por omissão, com o ilícito, ampliando demasiadamente os danos dele advindos à sociedade, em geral, e à advocacia, em particular”.

“Ao contrário, a OAB/GO, mesmo ciente de tudo, desde a deflagração da operação policial, tem sido incompreensivelmente condescendente com os ilícitos, fazendo vistas grossas para as fraudes, mantendo esses réus em seus quadros e permitindo que exerçam, indevidamente, a advocacia, como se nada tivesse acontecido”, argumentou Helio Telho.

“Quando o cidadão constitui um advogado, ele confia a esse profissional a sua causa, a sua liberdade, o seu patrimônio, às vezes, de uma vida inteira. A confiança na capacidade técnica do advogado é um dos principais pilares da própria advocacia. O cidadão que vê seu direito ameaçado ou se depara com o risco de perder um bem da vida busca no advogado o seu porto seguro. Ao constituir um “bom advogado” (expressão tão popularizada em filmes, novelas e seriados de TV), o indivíduo passa a se sentir seguro e protegido”, lembrou o Procurador.

Em razão da fraude, “o cidadão passou a se perguntar se o advogado que ele está contratando, ao qual deve confiar sua causa, sua liberdade, seu patrimônio, está exercendo a profissão porque é tecnicamente capaz ou porque comprou a carteira de advogado”, conclui o Procurador.

De acordo ainda com Helio Telho, cabia à OAB/GO zelar pela confiança do cidadão, em geral, e do consumidor dos serviços advocatícios, em particular, na competência técnica dos advogados goianos, excluindo os fraudadores de seus quadros e minimizando, assim, os danos sofridos.

Confira os candidatos, hoje advogados, acusados de pagar pelas aprovações no Exame de Ordem:

Grupo 1 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- Ana Paula Godinho e Silva
- Sandra Vieira Morais dos Santos
- Sther Fiúza Cançado Carvalho
- Maria Iranete Marques Cascão
- Jucielly Cristiane Silva Souza
- Lorena Hipólita Jorge Pereira

Grupo 2 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- Arnaldo Pinto Brasil
- Estefânia Lima Conceição Machado
- Kellen Cristiane Afonso
- Luciene Alves Rabelo

Grupo 3 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- Carmelino José De Araújo

Grupo 4 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- Frederico Inácio Fontenele Azevedo
- Sabrina Máximo de Oliveira Fontenele
- Cecília Júlia Barbosa da Silva

Grupo 5 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- Clausmir Zaneti Jacomini

Grupo 6 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- Gilmar Alves Vieira
- Sinara Alves da Costa Carvalho
- Aldaíza Dias Barroso Borges
- Mariza Campos Paiva

Grupo 7 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- João Bosco Antunes Teixeira Neto
- Leonardo De Sousa Faustino Oliveira
- Nelson Antônio de Araújo
- Cleuza Regina Alves
- Rafael Pontes de Campos
- Ulrico Costa Júnior
- Adão Crisóstomo de Morais
- Marcelo José Borges

Grupo 8 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- José Ricardo Giroto
- Marcelo Cristaldo Arruda

Grupo 9 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- José Washington Péclat Spicacci

Grupo 10 – Clique aqui e leia a inicial da ACP
- Luzia Telis Pinheiro de Freitas
- Diogo Luiz Franco de Freitas
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19.02.2012 | 08h59

Quem fiscaliza a OAB?

ANTÔNIO SBANO


A novel democracia brasileira, construída após a revolução, está se aperfeiçoando a cada dia. Assuntos até então guardados a sete chaves, são debatidos e colocados à público, como forma de transparência e do interagir da população, depurando sistemas e em busca de uma gestão pública moralmente correta.

Estamos às vésperas do julgamento do “mensalão”; ministros do Executivo são demitidos, ou se demitem, diante de escândalos (infelizmente após deixarem os cargos nada mais se apura); Senadores, Deputados, Prefeitos e Vereadores são avaliados a cada quatro anos e, muitos, recebem cartão vermelho do eleitor.

Em meio a acirrados debates, não quanto à sua existência, mas acerca dos limites de seus poderes, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público vêm dando sua contribuição à construção dessa nova sociedade. Instituições novas e que ainda dependem de encontrar seu próprio rumo e que, não raro, diante dos novos desafios, cometem alguns erros, de pronto, corrigidos pelo STF (esse, a salvo do controle do CNJ!).

Juízes e Promotores são fiscalizados diuturnamente pelas partes e seus laboriosos advogados. Das decisões sempre cabe recurso para instâncias superiores e, ainda assim, criou-se um órgão de controle externo e destinado, sobretudo, a buscar o aperfeiçoamento da máquina judiciária.

A Constituição cidadã em seu art. 133, diz ser o advogado essencial à Justiça e, lei ordinária, a eles conferem poderes especiais para o exercício de seus múnus, privado, mas de relevante cunho público. Não é demasiado dizer que aos advogados privados se somam aqueles que exercem atividades públicas.

A OAB é entidade privada, mas com status de autarquia e foro especial.

Em data recente, o Presidente do seu Conselho Federal foi, e é, alvo de sérias e graves denúncias – e quem as apura senão seus próprios pares. Interessante que esse mesmo Presidente levanta sua voz para dar poderes ilimitados ao CNJ, sob argumento de que juiz não julga juiz – a máxima vale para os juízes, não para os advogados!?

Os julgamentos no Poder Judiciário são públicos, até por força de norma constitucional a não admitir julgamento secreto. Mas, o Estatuto da Advocacia, em seu art. 72, prevê que os advogados sejam julgados em sessões secretas. Por que o Procurador-Geral da República não argüi a inconstitucionalidade de tal dispositivo?

Detentores de um múnus público, figuras essenciais à Justiça, estão a salvo de qualquer fiscalização da sociedade, somente sendo julgados por seus próprios pares e, repita-se, em sessões secretas.

Não se pode compreender e admitir que, nos dias atuais, quando os Conselhos estão prestando relevantes serviços à Nação – e a própria OAB os defende com unhas e dentes, não se tenha, ainda, um CONSELHO NACIONAL DA ADVOCACIA PÚBLICA E PRIVADA.

Tal Conselho, a ser formado nos mesmos moldes do CNMP e do CNJ, deve ser integrado por advogados, magistrados, promotores e pessoas da sociedade indicadas pelas Casas Legislativas.

O remédio que é salutar para os outros, deve servir, na mesma medida e dose terapêutica para aprimorar a advocacia, pública e privada, além de abrir um canal permanente para que o povo possa reclamar contra os desvios de conduta profissional, e não são poucos.

ANTÔNIO SBANO é magistrado, professor universitário e Presidente da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais.

Corrupção

Advogada liga Toffoli e Gilberto Carvalho a máfia do DF

Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane Araújo de Oliveira revela que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República e que o governo federal usou de sua proximidade com a quadrilha de Durval Barbosa para conseguir material contra adversários políticos


Nascida em Maceió, em uma família humilde, Christiane Araújo de Oliveira mudou-se para Brasília há pouco mais de dez anos com o objetivo de se formar em Direito. Em 2007, aceitou o convite para trabalhar no governo do Distrito Federal de um certo Durval Barbosa, delegado aposentado e corrupto contumaz que ficaria famoso, pouco depois, ao dar publicidade às cenas degradantes de recebimento de propina que levaram à cadeia o governador José Roberto Arruda e arrasaram com seu círculo de apoiadores. Sob as ordens de Durval, Christiane se transformou num instrumento de traficâncias políticas. No ano passado, depois de VEJA mostrar a relação promíscua entre o petismo e o delegado, Christiane foi orientada a sumir da capital federal. Relatos detalhados de suas aventuras com poderosos, no entanto, já estavam em poder do Ministério Público e da Polícia Federal. Na edição que chega às bancas neste sábado, VEJA revela o teor de dois depoimentos feitos pela jovem advogada no final de 2010.

Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane revelou que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República. Ela participava de festas de embalo, viajava em aviões oficiais, aproveitava-se dos amigos e amantes influentes para obter favores em benefício da quadrilha chefiada por Durval, que desviou mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos. Ela também contou como o governo federal usou de sua proximidade com essa máfia para conseguir material que incriminaria adversários políticos.


A advogada relatou que manteve um relacionamento com o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula. Os encontros, segundo ela, ocorriam em um apartamento onde Durval armazenava caixas de dinheiro usado para comprar políticos – e onde ele eventualmente registrava imagens dessas (e de outras) transações.

Christiane afirma que em um dos encontros entregou a Toffoli gravações do acervo de Durval Barbosa. A amostra, que Durval queria fazer chegar ao governo do PT, era uma forma de demonstrar sua capacidade de deflagrar um escândalo capaz de varrer a oposição em Brasília nas eleições de 2010. Ela também teria voado a bordo de um jato oficial do governo, por cortesia do atual ministro do STF, que na época era chefe da Advocacia Geral da União (AGU).

Por escrito, Dias Toffoli negou todas as acusações. “Nunca recebi da Dra. Christiane Araújo fitas gravadas relativas ao escândalo ocorrido no governo do Distrito Federal.” O ministro disse ainda que nunca frequentou o apartamento citado por ela ou solicitou avião oficial para servi-la. Como chefe da AGU, só a teria recebido uma única vez em seu gabinete, em audiência formal.


Nas gravações, Christiane relatou ainda que tem uma amizade íntima com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. No governo passado, quando Carvalho ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula, ela pediu a interferência do ministro para nomear o procurador Leonardo Bandarra como chefe do Ministério Público do Distrito Federal. O pedido foi atendido. Bandarra, descobriu-se depois, era também um ativo membro da máfia brasiliense – e hoje responde a cinco ações na Justiça, depois de ter sido exonerado.

Gilberto Carvalho também teria tentado obter do grupo de Durval material para alvejar os adversários políticos do PT. Ele nega todas as acusações, e disse a VEJA: “Eu não estava nesse circuito do submundo. Estou impressionado com a criatividade dessa moça.”


Há uma terceira ligação de Christiane com o petismo. Ela trabalhou no comitê central da campanha de Dilma Rousseff. Foi encarregada da relação com as igrejas evangélicas – porque é, ela mesma, evangélica e filha de Elói Freire de Oliveira, fundador da igreja Tabernáculo do Deus Vivo e figura que circula com desenvoltura entre os políticos de Brasília, sendo chamado de “profeta”. Com Dilma eleita, a advogada foi nomeada para integrar a equipe de transição. Mas foi exonerada quando veio à tona que ela teve participação na Máfia das Sanguessugas.

Segundo o procurador que tomou um dos depoimentos de Christiane, o material que ele coletou foi enviado à Polícia Federal para ser anexado aos autos da Operação Caixa de Pandora. Um segundo depoimento foi tomado pela própria PF. Mas nenhuma das revelações da advogada faz parte oficial dos autos da investigação. A reportagem de VEJA, que reproduz imagens das gravações em vídeo, conclui com uma indagação: “Por que será?”

10.fevereiro.2012 14:35:26

Aniversário do PT rende disputa no Twitter

O PT comemora 32 anos nesta sexta-feira, 10, e a festa do partido serviu de motivo para reações contra e a favor à sigla no Twitter. As hashtags #CorruPtosDay e #PT32Anos dominaram o ranking brasileiro de assuntos mais comentados na rede desde a manhã.

Críticas, como “O PT faz aniversário e que paga a conta é você” começaram a surgir já na noite de quinta-feira, 9. No começo da manhã desta sexta, tweets com críticas à corrupção e menções ao aniversário do partido fizeram o termo #CorruPtosDay liderar os Trending Topics do Brasil. Usuários com muitos seguidores e políticos de outras siglas incentivaram a campanha.

Em resposta, filiados e simpatizantes do PT reagiram e colocaram a #PT32Anos no ranking. No início da tarde, o CorruPtosDay continuava em primeiro e a pró PT estava em terceiro. Quando o ranking levava em consideração só o Estado de São Paulo, a #PT32Anos estava em segundo.

O PT vai comemorar os 32 anos da sigla em um encontro nacional em Brasília. A presidente Dilma Rousseff vai comparecer. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá em razão do tratamento contra o câncer na laringe.

Nota pública

Qui, 02 de Fevereiro de 2012 08:42 Imprensa Amapar

Referente aos fatos noticiados ontem nos principais veículos de imprensa e as declarações do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, que divulgou durante ato público um levantamento sobre a investigação de corregedores pelo CNJ, o presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Gil Guerra, expõe a seguinte opinião:

A Associação dos Magistrados do Paraná – AMAPAR, entidade que representa os juízes e desembargadores do Estado do Paraná, perplexa diante de notícias levadas à mídia pelo Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, vem a público manifestar repúdio pelo ato, o que faz nos termos seguintes:

  1. A indisfarçável intenção de premir um Tribunal superior, às vésperas de um julgamento da importância do esperado pelo Supremo Tribunal Federal, relativamente à competência do CNJ, constitui ato leviano, especialmente quando para atingir o nefasto propósito esmaga direito alheio, violando a imagem e dignidade de tantos homens públicos de folha de serviço honrada, atingidos pela marca da generalidade das imprecações levadas a efeito pelo Presidente da OAB;

  2. Que o galardão do posto da Presidência da OAB não se coaduna com a prática decantada de ato lesivo, exigindo antes o respeito à dignidade e direito alheio;

  3. O ato deslocado demonstra a falta de confiança do Sr. Ophir no julgamento técnico do Supremo Tribunal Federal, a mais alta Corte do País, constituindo péssimo exemplo à sociedade de um modo geral, atentando contra a ordem e os princípios do Estado Democrático;

  4. Que o bom nome, honra e dignidade dos Desembargadores Noeval de Quadros e Lauro Augusto Fabrício de Melo, respectivamente, Corregedor Geral de Justiça e Corregedor de Justiça, sublimam a desditosa conduta do Presidente Ophir Guimarães, a este tempo tão evidenciada;

  5. Como entidade representativa da magistratura, a AMAPAR respeita e convive com a divergência de entendimento sobre temas de interesse nacional, como a competência do CNJ, porém, considera injustificada a adoção de procedimentos sorrateiros como o aqui tratado, pois nem sempre os fins justificam os meios.

  6. Por fim, propugna que o ato não tenha o condão de induzir indevida animosidade entre profissionais que, em final análise, buscam, cada qual em sua função, alcançar o ideal da Justiça.

Gil Guerra

Presidente da AMAPAR

QUANDO A SUPREMA CORTE SE REÚNE, ALGUNS MEMBROS ME FAZEM SENTIR VERGONHA DE SER BRASILEIRO

QUAL SERIA A MOTIVAÇÃO EM QUERER LIMITAR OS PODERES DO CNJ?

OAB terá que explicar sobre cartões corporativos

Publicado por Valdecarlos Alves, em 28.01.2012 às 08:41


O juiz Bruno César Bandeira Apolinário da 3ª vara da Justiça Federal se pronunciou na tarde de ontem sobre a ação para exibição de documentos contra o presidente Nacional da OAB, Ophir Cavalcante Júnior. Ele decidiu que a entidade tem o prazo de cinco dias para se manifestar.

A OAB só deverá ser intimada sobre a decisão na segunda-feira (30). A partir dai ela só terá dois caminhos a seguir: ou contesta a ação ou apresenta a comprovação dos cartões corporativos.

Entenda o caso:

Na manhã desta quarta-feira (25), Jarbas Vasconcelos, presidente eleito e afastado da OAB-PA, ajuizou contra o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, uma ação de exibição de documentos na 6ª Vara Federal em Brasília.

Ophir é acusado de instituir cartão corporativo e usá-lo indevidamente durante o período de seu segundo mandato na OAB/PA, triênio 2004/2006. A prestação de contas dele não comprova as despesas que relaciona. Por isso, depois de auditadas as contas da seccional do Pará, foram remetidas ao Conselho Federal da OAB – CFOAB para serem revisadas. No entanto, o Conselho, presidido pelo próprio Ophir, nada fez.

Dentre as irregularidades, há cheques compensados sem a comprovação no valor acima de R$ 230 mil, pagamento de bebidas alcoólicas com verba da OAB e mais de R$ 15 mil, gastos com cartão de crédito corporativo.

A iniciativa de Jarbas Vasconcelos fará com que a Justiça Federal exija de Ophir Cavalcante a apresentação das faturas detalhadas de cartões corporativos e as prestações de contas de sua administração.

“Precisamos de transparência no processo administrativo da OAB. A inércia do Conselho Federal da OAB diante dos fatos é vergonhosa. Defendo o afastamento do presidente do Conselho Federal, Ophir Cavalcante, que comprovadamente não tem idoneidade moral para estar à frente de uma instituição como a Ordem”, protesta Jarbas.

Depois que as acusações de improbidade administrativa contra o presidente nacional da Ordem começaram a emergir na mídia, foi imposta uma intervenção sem precedentes na OAB/PA. Funcionários foram demitidos e perseguidos politicamente. A Diretoria Interventora da OAB/PA abriu Processo Administrativo contra os dois membros da Comissão de Orçamento e Finanças que apuravam as denúncias contra Ophir. Eles alegam que houve vazamento de informações sigilosas e possível desaparecimento de documentos.

Outras acusações contra o presidente da OAB:

Ophir também é acusado de receber a maior remuneração paga à carreira de Procurador do Estado do Pará, cargo que ocupa sem trabalhar há 14 anos, o que contraria dispositivo expresso do regime jurídico único dos servidores estaduais.

Além disso, obteve sucessivas licenças para tratar de assuntos particulares, prorrogadas e prorrogáveis por 12 anos, do cargo de professor de direito do trabalho da Universidade Federal do Pará.

O presidente nacional da OAB ainda é acusado advogar contra e a favor de entes estatais, da administração direta e indireta do Estado, mesmo estando licenciado do cargo.

Juiz decide que OAB terá que prestar contas de Ophir Cavalcante

O juiz Bruno César Bandeira Apolinário, da 3ª vara da Justiça Federal, decidiu que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem o prazo de cinco dias para se manifestar sobre os supostos abusos do atual presidente da organização, Ophir Cavalcante, com o cartão corporativo.

Cheque de R$ 230 mil

Quando era presidente da OAB paranese, Ophir Cavalcante teria compensado cheques de R$ 230 mil sem esclarecimento sobre o destino da verba e até pagamentos de bebidas alcoólicas com o dinheiro da Ordem. A denúncia é do atual presidente da OAB no Pará, Jarbas Vasconcelos.

WADIH DAMOUS DA OAB RJ É MENTIROSO

A afirmação contundente do ex-presidente da OAB RJ Octavio Gomes de que a OAB RJ está mentindo a seus associados sobre mensalidade zero, com levantamentos e explicações convincentes, lava a alma dos bacharéis em Direito.

Em 2008, neste mesmo mês de janeiro, quando os colegas Ricardo e Fábio Fonseca obtiveram a liminar da Juiza Maria Amélia para terem suas carteiras e que destacava que o exame é inconstitucional, o presidente da OAB RJ - já era - Wadih Damous declarou aos órgãos de imprensa que o exame era necessário para evitar que incompetentes exercessem a advocacia.

O ataque indevido e que apontava TODOS os reprovados como incompetentes nas palavras do dirigente da OAB, nunca foi digerido pelos bacharéis do Brasil. É com satisfação que, assim como Ophir está sendo atacado pelos advogados por causa de corrupção, vemos agora Wadih ser chamado de mentiroso com todas as letras pelos próprios advogados cariocas.

Presidente da OAB-RJ é criticado após criticar liminar do STF sobre o CNJ

Wadih Damous afirmou que crédito do STF depende de parecer favorável ao CNJ

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, foi duramente criticado por juristas brasileiros após afirmar que "se o STF mantiver a liminar contra o CNJ, o Judiciário cairá de descrédito total com a população, que já o considera arrogante, antidemocrático e sem transparência".

Wadih se refere ao julgamento da liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, em dezembro de 2011, que suspendeu o poder "originário" de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra magistrados, determinando que o órgão só pode atuar após as corregedorias locais. Os ministros do STF devem votar a liminar na próxima quarta-feira, 1º de fevereiro.

De acordo com o ex-ministro do STF entre 1986 e 1992 e ex ministro da Justiça durante o governo Collor, Célio Borja, o presidente da OAB-RJ foi "injusto e nada realista". Para Borja, que também presidiu a Câmara dos Deputados na década de 1970, as declarações de Wadih "atentam contra o Estado Democrático de Direito".

“O conceito do STF é muito elevado. O povo confia nele, mesmo sabendo que todos somos falíveis”, analisou. “Não se pode fazer juízo, nem acusações infundadas sobre o Judiciário se um de seus integrantes comete um erro, ou se uma Corte age com inércia ou incúria. Isso é juízo temerário”.

Quem também se levanta contra a declaração de Damous é o jurista e professor da Faculdade Paulista de Direito Celso Antônio Bandeira de Mello, que diz discordar "completamente” do presidente da OAB-RJ. Bandeira de Mello foi um dos que, em 2003, pediram o impeachment do então vice-presidente do STF, Nelson Jobim, por este ter admitido a inclusão, na Constituição, de artigos que não teriam sido votados em plenário.

“Quem não respeita o Judiciário termina sem democracia”, avaliou Bandeira de Mello sobre a declaração de Damous. “E não existe nenhum país democrático no mundo onde o Judiciário é fraco. Faltou serenidade nas declarações, que é a única forma de solucionar problemas jurídicos. Ele (Damous) agiu com sentimentalismo”.

Para Dalmo Dallari, docente da Universidade de São Paulo - e que também participou do pedido de impeachment contra Jobim - a declaração do presidente da OAB-RJ em nada contribui com a população e o Judiciário:

"Uma questão como esta deve ser debatida no nível mais elevado, por sua importância social", afirma. "As opiniões de quem fala para a mídia tem de ter fundamentação, se não apenas confundem o povo. O povo tem plena confiança no Judiciário, o que é evidenciado pelo aumento do número de pessoas que ingressam com ações na Justiça".

Procurado pelo JB para comentar a declaração de Damous, o ministro Marco Aurélio afirmou que "causa espécie a OAB do Rio de Janeiro adotar esta tentativa de pressão".

A falácia da anuidade zero prometida pela Ordem

Por Octavio Gomes

A última edição da Tribuna dos Advogados, órgão da OAB-RJ, alardeia em sua capa a possibilidade dos advogados não pagarem a caríssima anuidade fixada para 2012 em R$ 770,00, com desconto até 31 de janeiro (R$680,00). No texto da matéria, na página 3, noticia-se que todos os advogados que abrirem conta corrente em determinado banco, com depósito inicial de R$100,00, terão suas anuidades quitadas por aquele estabelecimento bancário.

O suposto benefício para os advogados estaria sujeito, é claro, às exigências cadastrais do banco; a entidade escolhida, como é notoriamente uma das mais criteriosas na admissão de novos depositantes. Passando o advogado pelo crivo rigoroso do cadastramento, teria, ainda, que credenciar o banco, desde logo, para pagamento automático de uma conta de serviços públicos, como água, luz ou telefone.

Inúmeros advogados já procuraram algumas agências do banco escolhido e não conseguiram sequer abrir as contas; informam os funcionários que o suposto convênio com a OAB ainda não foi assinado e está dependendo de autorização da diretoria do banco, em São Paulo.

Ainda que se abstraísse da realidade acima exposta, é sabido que grande número de advogados não tem, sequer, condições para abrir uma conta corrente, sobretudo no banco referenciado, por seu rigor na filtragem de admissão de novos correntistas. Muitos, infelizmente, estão pendurados em crediários e empréstimos, correndo atrás de honorários e enfrentando a morosidade da Justiça.

Hoje em dia, no Rio de Janeiro, para se levantar um alvará de pagamento, o advogado pena por vários meses, quiça até anos. Simples petição na primeira instância está demorando mais de três meses para ser juntada, levando igual período entre a conclusão ao juiz e sua efetiva publicação. Há cartórios em que os advogados peticionam nos processos somente duas vezes por ano, tal o emperramento da máquina judicial. Enfim, os processos levam anos, sendo que, em muitos casos, os advogados (ou a parte) morrem sem ver as pretensões resolvidas.

A maioria da classe, por certo, não se beneficiará do alardeado projeto. Decerto poucos, muito poucos, que até não precisam de que alguém lhes pague a anuidade, conseguirão esse plus. Somados, talvez não alcancem 0,5% do número de inscritos nos quadros da Ordem, no Rio de Janeiro.

Na verdade, os advogados não estão atrás de mimos misericordiosos. Eles querem sim, uma Justiça mais célebre, menos custosa, eficiente, atenciosa, com funcionários qualificados e bem remunerados. Querem ser recebidos pelos magistrados, terem suas prerrogativas respeitadas ("O advogado é indispensável a administração da Justiça" – Art. 133 C.F.), as quais não são privilégios, mas direitos da própria sociedade, pois, quando o advogado atua, ele está representando seu cliente, que almeja um julgamento imparcial, justo e num espaço de tempo razoável, não por uma eternidade.

Nessas condições, os advogados poderão, não apenas pagar suas anuidades, mas também sustentar suas famílias, educar seus filhos, viver com dignidade e poder propalar com orgulho: sou advogado, defensor da vida, da honra, do patrimônio e da liberdade das pessoas; contribuo para um país mais justo, fraternal e igualitário.

A notícia dada pelo órgão oficial da OAB-RJ, portanto, é falaciosa e não justifica a manchete ostensiva na capa do último número publicado. O convênio (se é que existe mesmo), ainda não está funcionando. É escassa a possibilidade de atendimento em massa dos advogados que têm dificuldades para pagar a anuidade. Portanto, a matéria jornalística pode ser meramente um disfarçado anúncio de cunho eleitoreiro.

A intenção em questionar a postura do Presidente da OAB/RJ, a respeito da descoberta que um servidor teria movimentado 282 milhões de reais em suas contas, foi para provar que em momentos de crise não há espaço para demagogia e paixões. Não se pode interpretar a CF de forma apaixonada e nem "levado pela opinião publica", sob pena de enfraquecermos a democracia. É lógico que o Presidente da OAB/R...J não tem poder de abrir mão de um direito que não é seu, mas se ele tem consciência disso, e deveria porque é bacharel em direito e conhecedor das leis, por que exigir do Presidente da AMB algo que não tem respaldo legal? Por que cobrar que o Presidente da AMB "abra mão" do sigilo dos juízes se não é capaz de abrir o sigilo de seus advogados associados? Outro questionamento que se faz: por que só agora, DEPOIS DE DEZ ANOS, é que o Presidente do COAF, ÓRGÃO LIGADO AO GOVERNO FEDERAL, vem a publico divulgar esse descoberta e ainda de "forma direcionada" para atingir a honra dos juízes trabalhistas do RJ? Se já sabia desde o inicio que o autor das movimentações atípicas era um servidor do TRT/RJ por que não disse logo? Por que deixou para o imaginário popular a decisão? Está começando a ficar claro, como dito pelo Presidente da AMB, a existência de algo muito pior por trás dessa campanha difamatória orquestrada por grupos criminosos e por pessoas que não estão satisfeitas com a "petulância" e a coragem da GRANDE maioria dos 17 mil juízes desse País na defesa dos direitos e garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito. O que mais nos espanta e que instituições, como a OAB/RJ, que foram importantes na luta contra a ditadura e na conquista do Estado Democrático de Direito ao invés de defender essas caras conquistas se "curvam" diante desse "plano maior" e não percebem que estão sendo usados. A imprensa infelizmente também não percebeu que se o judiciário for desmoralizado, com a importante ajuda daquela, quem irá garantir a liberdade de imprensa? Na Venezuela e entre outros países ditatoriais JÁ NÃO EXISTE e o judiciário desmoralizado NADA PODE FAZER. Para quem não sabe no Estado da Bahia já teria sido criado um Conselho para "fiscalizar" a imprensa, parecido com aquele que o Governo Federal "vira e mexe" tem tentado fazer só não conseguindo pela interferência do Judiciário. Se este estiver enfraquecido iremos recorres a quem??????Pensem!!!!!
E se estiverem de acordo DIVULGUEM!!!!!
A Democracia agradece.

MAGISTRADOS APONTAM MENSALÃO COMO PANO DE FUNDO DA CRISE DO JUDICIÁRIO

GASTOS COM CARTÕES CORPORATIVOS SÃO QUESTIONADOS NA JUSTIÇA

EXIBIÇÃO DOS DOCUMENTOS: EXTRATO DAS DESPESAS EFETUADAS NOS CARTÕES DE CRÉDITO COORPORATIVOS, MANTIDOS PERANTE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS OFICIAIS E UTILIZADOS EM NO DA OAB

JARBAS QUER OBRIGAR OPHIR A PRESTAR CONTAS

BALANÇO FINANCEIRO

O pior inimigo é o ex-amigo

Em entrevista ao jornalista Carlos Mendes, publicada no “Diário do Pará”, o presidente nacional da OAB, Ophir Junior, declara que foi abordado por políticos do PT que lhe demandaram proteção ao presidente local da OAB, Jarbas Vasconcelos.

Ophir Junior não deveria estranhar o lobby petista para impedir a degola de Vasconcelos: quando aliou-se ao PT para galgar o cargo que hoje ostenta, sabia que era uma comandita da qual o partido era sócio majoritário.

Não há intenção em comparar o PT, ou Jarbas Vasconcelos, ao diabo, mas, quem faz pacto com o capiroto doa a alma a ele, e as consequências de não entregar a prenda quando cobrada, é o danado tentar arranca-la na marra.

O fato é que em função das desinteligências do “Caso Altamira”, a toalha da mesa, na qual os dois depositaram as suas faianças, foi puxada, trazendo ao assoalho os acepipes que ambos combinaram dividir.

Isto é assim mesmo. Meu pai dizia que o pior inimigo é o ex-amigo, pois ele sabe tudo sobre nós, ao que eu completo que o ex-amigo é tão mais perigoso quando a amizade foi construída apenas sobre conjunturas e conveniências.

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Ophir e Wadih, a nova dupla sertaneja, e toda a cúpula da OABandidos preocupados com o possível controle externo do seu covil, buscam informações em @brazilnocorrupt

 
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CONTROLE EXTERNO NA OAB

por Amepa Magistrados Do Pará, quinta, 12 de Janeiro de 2012 às 05:52

A AMEPA - Associação dos Magistrados do Estado do Pará - entidade que congrega a judicância estadual, vem demonstrar apoio à Associação dos Juízes Federais - AJUFE, em nota publicada no dia 10 de janeiro último, quanto à premente necessidade de adoção de controle externo à atividade de ínsito caráter público da advocacia.

Como é cediço, todo aparato jurisdicional brasileiro se calca no tripé Juiz, Ministério Público e Advocacia, e por primado constitucional (art. 133 da Carta Magna de 1988) o exercício da advocacia é indispensável ao funcionamento do Poder Judiciário.

Desse modo, como forma de evitar a quebra de paridade e que subsista qualquer casta social que desconheça mecanismo de controle é imprescindível que a advocacia tenha seus atos apurados também pelo Conselho Nacional de Justiça, cuja formação heterogênea evitaria o corporativismo em decisões da classe cujo acesso público é restrito.

De forma diversa ao que recentemente se deu em relação aos membros do Poder Judiciário, culpados por suspeita e que tiveram seus sigilos bancários próprios e de familiares violados, é preciso que fatos concretos da advocacia mereçam apuração isenta.

Afinal, a sociedade brasileira ainda aguarda resposta sobre o início de investigação contra o representante da OAB Nacional que por mais de uma década percebe proventos públicos e está afastado das funções. Seriam dois pesos e duas medidas: a mesma pessoa pode figurar como tutora do interesse público, mas não presta contas de sua conduta?

Somente uma aferição isenta e de forma externa na atividade advocatícia iria satisfazer as centenas de casos de registros de faltas éticas de advogados, que vão desde simples inexecuções de contratos de prestações de serviços à apropriação de valores de clientes, apurações que passam à margem do conhecimento público.

Além disso, imprescindível a participação de membros do Judiciário e do Ministério Público nas comissões que apuram os desvios de condutas na OAB, pois nas situações inversas há participação de advogados nos Conselhos do Poder Judiciário e do Ministério Público.

O momento histórico não permite o exibicionismo gratuito e aproveitador de quem quer que seja, razão pela qual a Associação dos Magistrados do Pará - AMEPA posiciona-se de forma veemente na consecução de soluções igualitárias e democráticas para as formas de controle social das atividades públicas, participando da construção diária de uma sociedade democrática e plural.


Belém, 12 de janeiro de 2012


Heyder Tavares da Silva Ferreira
Presidente da AMEPA

Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço...

por Amepa Magistrados Do Pará, terça, 27 de Dezembro de 2011 às 13:05

NOTA DE ESCLARECIMENTO e REPUDIO

A AMEPA - Associação dos Magistrados do Estado do Pará - entidade que congrega a judicância estadual, vem esclarecer à sociedade sobre o desvirtuamento de discurso efetivado por alguns órgãos de classe, desta feita envolvendo o debate técnico-jurídico sobre a atuação do Conselho Nacional de Justiça e as decisões do Supremo Tribunal Federal.

Uma vez mais, causa estranheza juristas de plantão nominarem de "cortina de fumaça" a atuação das entidades associativas da magistratura nacional no episódio que envolve a invasão, ao arrepio da legislação vigente, de dados sigilosos de magistrados, servidores e familiares, todos protegidos constitucionalmente.

As argumentações momentaneamente opostas entre o CNJ e o STF são corriqueiras do Estado Democrático de Direito e se, vez por outra, esbarrem em estados passionais, não podem ser encaradas como crise ou instabilidade do Poder Judiciário. Ao contrário, são fruto de um amadurecimento democrático tendentes a fortalecer posicionamentos futuros.

Aproveitar o debate maduro para ganhar holofotes e se prevalecer do momento de exposição midiática é que não se adequam aos novos tempos. Os mesmos órgãos de classe que hoje bradam se imiscuindo no que não lhes cabe opinar, esquecem que há pouco tempo foram cobrados publicamente pela sociedade brasileira a dar explicações e quedaram inertes, envoltos em silêncio sepulcral.

Não se olvida que servidores públicos devem transparência no que percebem e na forma com que trabalham. Assim como, mesmo afastados de suas atividades, devem prestar conta do que recebem há mais de uma década para não exercer qualquer ato em favor do contribuinte que os remunera.

Órgãos de classe também deve explicar à sociedade porque despejam toda sua ira ao cobrar julgamentos com indevida exposição do Poder Judiciário, mas, internamente, vedam acesso público aos seus próprios julgamentos, deixando em tensa bruma apurações de compras de imóveis, falsificações de assinaturas e percepção de proventos públicos.

O verdadeiro "ovo da serpente" em toda a celeuma em torno do tema é a independência da magistratura nacional, que vem sendo vilipendiada a cada oportunidade em que mostra seu vigor.

Por que interessa tanto expor que menos de 0,01% da classe da magistratura responde a procedimentos investigativos? Será que, de fato, há interesse público ou a intenção é emprestar a falsa conotação de que a exceção constitui regra?

O que as associações defendem nas ações e representações opostas contra o Conselho Nacional de Justiça, em especial à Corregedora Nacional, é o respeito à hierarquia administrativa brasileira, bem assim a inafastável cláusula de reserva jurisdicional, o que permite a todos os cidadãos indistintamente serem julgados pelo Poder Judiciário, não se admitindo tribunal ou juízo de exceção, primado constitucional.

Desse modo, novamente e como o fará em cada oportunidade em que as garantias da magistratura forem ameaçadas ou violadas, a AMEPA esclarece à sociedade paraense que está diuturnamente atenta a desfazer atos que ofendam a independência do Poder Judiciário.

Belém, 27 de dezembro de 2011

Heyder Tavares da Silva Ferreira

Presidente da AMEPA
Enviado via iPad

A Imobiliária peemedebista

Postado por Ana Paula Paiva em 15 janeiro 2012 às 11:20

Em meio à crise no CNJ, juiz critica caixa-preta da OAB

Para Sérgio Ricardo, "maus advogados" não são punidos pela Ordem no Estado

12/01/2012 - 20h54 - Atualizado em 12/01/2012 - 20h54

Juiz Sérgio Ricardo de Souza, diretor da escola de magistratura, durante o lançamento da campanha Eleições Limpas, Pelo Voto Livre e Consciente, no auditório do Tribunal de Justiça - Editoria: Política - Foto: Gabriel Lordêllo

Sérgio Ricardo diz que "as sessões são secretas e não há transparência" na OAB-ES

Sem punição

"Há desvio de conduta dos advogados da OAB e eles não são punidos. O CNJ poderia ter o poder ampliado para investigá-los".
Sérgio Ricardo de Souza, presidente da Amages

Em meio à crise no Judiciário com a tentativa de esvaziamento do poder de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o presidente da Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages), Sérgio Ricardo de Souza, disse ontem que "caixa-preta existe na Ordem dos Advogados do Brasil seccional capixaba (OAB-ES)", e não no Judiciário estadual.
Ele critica a OAB-ES e a atuação de alguns "maus advogados" que não são punidos pela Ordem. "Se a OAB tivesse a metade do rigor que o Judiciário tem ao aplicar suas penalidades, já seria alguma coisa. As sessões são secretas, não há transparência e os advogados com desvio de conduta não são punidos", frisa.

Para Sérgio Ricardo, há inúmeros exemplos que podem identificar essa realidade na Ordem, e que a Operação Naufrágio seria um deles. "Ninguém pôde acompanhar a sessão, tudo correu em segredo de Justiça e as penas foram brandas, diferentemente das do Judiciário".

Conforme publicado com exclusividade por A GAZETA, em novembro do ano passado, os advogados foram punidos apenas com suspensão de 90 a 120 dias e pagamento de multa.

O presidente da Amages defende que os poderes do CNJ sejam ampliados em relação à OAB. Assim, os processos disciplinares relativos aos advogados da Ordem seriam fiscalizados também pelo Conselho. Em relação à limitação da atuação do CNJ, concedida por liminar pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirma que não sabe se o Conselho extrapolou os limites constitucionais, mas que caberá ao STF julgar.

"Ele quer mudar foco da discussão"
O presidente da Ordem dos Advogados no Estado (OAB-ES), Homero Mafra, afirmou que a declaração de Sérgio Ricardo é equivocada. E frisa que o presidente da Amages quer mudar o foco da discussão, que deveria ser a limitação do poder de investigação do CNJ, concedida em liminar pelo Supremo.

"A opinião de Sérgio é um equívoco, mostra que ele não conhece a Ordem, que é uma entidade privada. A crítica dele é para mudar o foco da principal discussão do momento, que é a limitação do poder do CNJ. E como a OAB não concorda com essa limitação proposta pelo Judiciário, ele quer mudar de assunto", disse. Homero afirmou que a atuação independente do CNJ é imprescindível.

Ao ser questionado sobre as críticas de Sérgio Ricardo em relação à Operação Naufrágio, Homero afirmou que o presidente da Amages tem o direito de opinar e que não vai ficar "batendo boca".

Advogados são punidos com suspensão leve

Decisão secreta foi tomada no dia do protesto dos royalties

16/11/2011 - 22h02 - Atualizado em 16/11/2011 - 22h02

Paulo César Duque, professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio - Editoria: Política - Foto: Guido Nunes

Paulo César Duque, professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio

Ednalva Andrade
eandrade@redegazeta.com.br

Quase sete meses após o início do julgamento, a 2ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) decidiu, por unanimidade, punir três advogados envolvidos na Operação Naufrágio com suspensão de 90 a 120 dias, além do pagamento de multa.

A decisão foi tomada na última quinta-feira, em sessão sigilosa, durante o protesto em defesa dos royalties. Como os três advogados - Pedro Celso Pereira, Paulo Guerra Duque e Gilson Letaif Mansur Filho, o Gilsinho - já foram suspensos por 90 dias, de forma preventiva em 2009, Pereira e Duque agora só precisarão cumprir 30 dias sem exercer a advocacia, enquanto Gilsinho terá a pena considerada cumprida.

33 meses
O processo ético-disciplinar contra os três advogados foi aberto em fevereiro de 2009 e levou 33 meses para ser concluído. A votação foi iniciada em abril, com o voto do relator e presidente da 2ª Turma do TED, Nacyr Amm.

Amm sugeriu suspensão de 120 dias para Pereira e Duque e multa no valor de quatro anuidades da OAB; e 90 dias de suspensão para Gilsinho e o pagamento de três anuidades. Cada anuidade custa cerca de R$ 700.

Após pedido de vista, o advogado Alexandre Puppim se declarou impedido para julgar no caso, na quinta. Outros dois membros da turma seguiram o voto do relator, confirmando a punição leve.

A pena máxima prevista no Estatuto da Advocacia é a exclusão dos quadros da Ordem. Por considerar que não foi provada a inidoneidade moral deles, nesse caso as penas possíveis eram advertência, censura e suspensão de até um ano.

Paulo César Duque, professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio - Editoria: Política - Foto: Guido Nunes

Pedro Celso Pereira, advogado acusado de envolvimento na Operação Naufrágio

Quadrilha
A punição para Gilsinho, Pereira e Duque saiu quase três anos após a Naufrágio, na qual os dois últimos foram presos, juntamente com três desembargadores - um deles, Elpídio Duque, pai de Paulo Duque -, um juiz e uma servidora do Tribunal de Justiça (TJES), por envolvimento em um suposto esquema de venda de sentenças.

Os três advogados responderam a processo disciplinar juntos e foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPES) pela suposta prática de formação de quadrilha, corrupção passiva e exploração de prestígio.

Além deles, o Tribunal de Ética da OAB julgou o advogado Flávio Cheim, citado na Naufrágio. Ele foi absolvido por unanimidade, em março. Os advogados Henrique Arruda e Johnny Lievori também respondem a processo na OAB. Eles são citados na ação penal proposta pelo MPES, que aguarda definição do tribunal competente para julgá-la - o TJES ou o Supremo Tribunal Federal.

Operação investigou venda de sentença

Prisões
Em dezembro de 2008, a Polícia Federal deflagrou a Operação Naufrágio, na qual foram presos três desembargadores, um juiz, dois advogados e uma servidora do TJES.

Denúncia
Em fevereiro de 2010, o Ministério Público denunciou 26 pessoas por envolvimento em um suposto esquema de venda de sentença, tráfico de influência e loteamento de cartórios. A denúncia está parada no TJES, aguardando decisão do Supremo sobre o órgão competente para julgar o caso.

Punições
Na esfera administrativa, um juiz foi demitido, dois desembargadores e uma juíza foram condenados à aposentadoria compulsória devido à operação. o desembargador Elpídio Duque se aposentou por completar 70 anos antes da conclusão do processo. Quatro servidores do TJES foram demitidos e um suspenso por 30 dias.

Punidos com suspensão de até 120 dias, os advogados Gilson Letaif Mansur Filho, o Gilsinho, e Paulo Duque vão recorrer da decisão do Tribunal de Ética da OAB-ES ao Conselho Federal da Ordem.

Paulo César Duque, professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio - Editoria: Política - Foto: Guido Nunes

Gilson Mansur Filho, advogado denunciado pela Operação Naufrágio de participação no esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do Estado.

Investigados decidem recorrer
O advogado Luciano Olímpio, que defende Gilsinho, alegou que não houve individualização das acusações contra o seu cliente e que não houve critério para a abertura de processo disciplinar contra ele. "Houve abertura de processo sem denúncia. A defesa não tinha fatos a contrapor", disse.

Atuando na defesa de Duque, o advogado Roberto Buticosky sustentou a nulidade do caso. "Esse processo é nulo porque foi aberto sem descrever o que ele fez que ensejaria a aplicação de punição ética. Ele não sabe do que está sendo acusado", argumentou o advogado.

Pedro Celso Pereira não quis se pronunciar antes de conversar com seu advogado, Flávio Lima, que estava viajando.


O Presidente Nacional da OAB quer, segundo o Painel do jornal “Folha de S. Paulo” de hoje, mobilizar a CNBB e conseguir mais de um milhão de assinaturas pró-CNJ, em defesa da transparência do Poder Judiciário. Ele poderia mais, e antes, contudo.

Poderia, presidindo essa poderosa Corporação de Ofício, verdadeiro cartel que impede milhares de bacharéis de advogarem, monopolizando aquilo que se denominou de ‘capacidade postulatória’ (como se apenas os Advogados fossem capazes de postular…), abrir as contas de sua própria entidade.

Poderia dizer se recebe algum benefício enquanto está a frente dela. Se os demais Conselheiros da Seção Federal também recebem. E mais: se os presidentes e conselheiros estaduais percebem alguma benesse, a justificar disputas tão aguerridas pelo comando da entidade, nos mais diversos entes da Federação.

Poderia dizer qual a arrecadação anual da OAB; quanto disso decorre das contribuições; quanto dos obrigatórios exames para ingressar na Ordem; quanto vêm das taxas de mandato, e quais são as demais fontes de custeio da entidade.

Poderia jogar luzes nas despesas que a Ordem tem em todo o país, e qual a razão dela, sendo tão rica e poderosa, ocupar espaços gratuitos nos fóruns do país todo (os quais, como se sae, mal dão para suportar a estrutura cartorária e os milhões de processos, muitas vezes guardados em banheiros e corredores).

Poderia explicar por que não faz da implantação efetiva das Defensorias Públicas uma bandeira da OAB, eis que referido órgão prestaria à população carente o essencial direito de defesa, bem como o direito de ação nos casos realmente necessários.

Poderia explicar por que pretende deslocar o gerenciamento das verbas destinadas ao convênio da Defensoria com a OAB/SP para a Secretaria da Justiça, amputando ainda mais a Defensoria Pública no Estado mais rico da Federação.

Poderia justificar por que seus advogados propõem ações vãs, apenas na expectativa de receber certidões de honorários, uma vez que estão vilipendiados pelo inchaço profissional, decorrente da proliferação de Faculdades de Direito - fato que conta com a omissão complacente dos dirigentes da OAB.

Poderia justificar por que prefere fazer o exame da Ordem a fiscalizar as condições dos cursos de Direito; ou seja: por que não garante ao cidadão um ensino condigno, exercendo seu papel de agente fiscalizador dos cursos jurídicos no Brasil.

Poderia explicar qual a natureza jurídica desse cartel que preside: se é entidade privada, se é pública e, afinal, por que razão não se submete às regras de licitação para comprar e contratar.

Ao fim e ao cabo, poderia tratar de jogar luzes sobre a entidade que preside, antes de apontar os dedos para quaisquer dos Poderes da República - todos eles fiscalizados pelos demais Poderes, por Tribunais de Contas, pelo Ministério Público - além da fiscalização processual, por meio dos recursos cabíveis (quando a questão é jurisdicional).

Poderia ainda, e finalmente, defender o fim do corporativismo a partir da extinção de seus próprios Tribunais de Ética e Disciplina, permitindo que juízes e promotores públicos julgassem e aferissem a ética e o comprometimento de cada Advogado.

Em suma, poderia deixar de ser hipócrita, e fazer a sua parte.

Transparência não é bandeira, não é carta de princípios: é ação. É prestação de contas que se faz no dia-a-dia. É assunção de responsabilidades, e não oba-oba na mídia, como se se tratasse de cortina de fumaça para desviar atenção do que realmente importa: a conduta de cada instituição, no País que queremos.


Boca do Inferno.


Com relação à notícia de que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, pretende realizar ato em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), vem a público informar à população que o papel do CNJ é fundamental no aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito, com vistas a conferir maior eficiência ao Poder Judiciário e na apuração de eventuais irregularidades. Tal missão, por outro lado, deve ser desempenhada dentro dos estritos limites legais e constitucionais, mas sempre visando a absoluta transparência institucional.


Nessa linha, sendo a OAB, autarquia imprescindível à administração da justiça, nos termos do art. 133 da Constituição da República, é imperativo que igualmente aquela instituição esteja sujeita à fiscalização pelo CNJ, inclusive sob o aspecto disciplinar. Entende, pois, a AJUFE, que ante o caráter público da OAB, os recursos por ela administrados e a atuação dos seus membros mereceria total atenção do Conselho Nacional da Justiça.

Isso evitaria, sem sombra de dúvida, a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns, permitindo ao CNJ punir os maus advogados, honrando, assim, a imensa maioria dos causídicos honestos e que tanto lutam pelo aperfeiçoamento da democracia brasileira, mas que têm a consciência de que a intimidação de juízes e familiares por meios ilegais em nada contribui para esse objetivo.

Fabrício Fernandes de Castro
Presidente Interino da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE)

Assessoria de Comunicação da AJUFE
Zinda Perrú (61) 8179-2203

 

Date: Mon, 2 Jan 2012 13:02:08 -0800

From: arnaldolopes@yahoo.com.br

Subject: REPASSEM O Apoio ao CNJ e à Ministra ELIANA CALMON e Equipe...

REPASSE POR FAVOR, SE ESTIVER DE ACORDO

Amigas e amigos,

Estamos diante de um dos mais significativos momentos da história da Democracia deste país e parece que poucos estão percebendo isto. Explico:

Trava-se uma verdadeira batalha no Judiciário, pois pela PRIMEIRA VEZ neste país alguém ousa investigar toda a SUJEIRA que por baixo deste tapete chamado Judiciário. Este poder que sempre foi, dos 3 que temos, o intocável. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através de uma corajosa Corregedora, Ministra, Dra. Eliana Calmon, vem descobrindo as históricas sujeiras deste poder, em todas as suas esferas, inclusive dos mais altos magistrados da mais alta corte do país, e a reação vem então de forma avassaladora. Quando o CNJ começa a tornar público o resultado de suas investigações das diversas instâncias do Judiciário, a mais alta corte, o Supremo, e as associações de juízes reagem e querem CALAR a boca desta que representa, até então, a mais inteligente iniciativa para extirpar este Câncer de nossa sociedade, a corrupção, os abusos de poder, a impunidade e a morosidade do Judiciário deste país.

Eu não tenho dúvidas que o baixo nível de nossa EDUCAÇÃO e JUSTIÇA são a FONTE PRIMEIRA de todos os demais males neste país. Um povo, uma sociedade que tem sua EDUCAÇÃO deficitária e sua JUSTIÇA lenta e corrupta, JAMAIS alcançará a Democracia plena e seu Desenvolvimento Social e economico pleno. Não adianta Copa do mundo, Olimpíadas, Pré Sal, balança comercial forte, nada disto pois, pelo contrário, ao ficar mais ricos, ficaremos mais DESIGUALITÁRIOS, claro, pois esta riqueza adicional será acumulada por poucos. Simples assim: Sem EDUCAÇÃO e JUSTIÇA plenas, não há desenvovimento social sustentável. Será que ainda temos dúvidas sobre isto? E mais, não adianta ir às ruas, como vimos fazendo, para combater a corrupção, combater o excesso de carga tributária, combater a falta de segurança, porque estes problemas são sintomas, são consequências, são efeitos do mal maior, dos "cânceres" da EDUCAÇÃO e da JUSTIÇA deficitárias.

Logo, proponho uma verdadeira enxurrada de mensagens e posts para APOIAR a CORAGEM do CNJ através da Ministra Dra. ELIANA CALMON e sua equipe, pois ela representa a nossa voz para iniciarmos a eliminação deste cancer, JUDICIÁRIO LENTO e CORRUPTO.

Façamos a nossa parte pois do contrário, assim como a juiza Patricia Acioli foi ASSASSINADA no Rio por policiais que estavam sendo investigados por ela, mais uma mulher de CORAGEM será "assassinada" neste país, que de uma maneira muito mais letal, será assassinada, calada, pelos Juízes. Quem os julgará? Façamos barulho. Façamos nossa parte em apoio ao CNJ e a Dra. ELIANA CALMON.

Se você concorda com isto, replique este texto e envie aos seus Amigos. Estou tentando fazer a minha parte, faça a sua!!!

Não concordo com tudo que a Veja publica e defende mas este artigo do J.R. Guzzo é esclarecedor.

Abs e bom dia a todos,

Celso Chapinotte

PS: Este que vos escreve, assim como a maioria absoluta dos que me leem agora, vem sendo regido, fiscalizado, julgado e punido ou absolvido, todas as vezes que erra, seja em desrespeito a uma lei de transito, seja na declaração de um imposto, seja no não recolhimento de um tributo devido. Por que somente eu (nós), cidadão comum, tenho que ser alvo deste rito? Por que os "togados" também não podem ser submetidos a estas mesmas leis? Não quero isenção de penas para mim (para nós), mas quero esta mesma justiça para eles também.

 

20/12/2011

Aparecendo demais

J. R. Guzzo

É pouco provável que exista no mundo algum outro país em que juízes, desembargadores, ministros de tribunais superiores e integrantes do Poder Judiciário em geral apareçam tanto na impressa como acontece hoje no Brasil. Bom sinal com certeza não é, sobretudo quando se considera o tipo de noticiário em que costumam aparecer. Ora é porque estão em greve, ou ameaçando entrar em greve , por aumento de salário. Ora é porque estão processando o governo, em ações que serão julgadas por colegas nas instâncias acima deles, para receber equiparações, compensações e outros benefícios em dinheiro. Vivem, através das suas associações de classe, publicando manifestos a favor de si próprios. Vão a resorts de luxo, com despesas pagas por gente de quem deveriam estar longe, e ficam revoltados quando a imprensa publica informações sobre isso. Com frequência inquietante, e pelo país inteiro, saem notícias sobre magistrados investigados ou processados por ofensas ao Código Penal. Episódios de conduta incomparável com a função judicial tornam-se cada vez mais comuns.

Não causaram nenhuma estranheza, por exemplo, as informações, reforçadas por fotos, que a Folha de S. Paulo publicou há pouco sobre a campanha feita pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ari Pargendler, em favor de sua cunhada Suzana Camargo, candidata a uma vaga na corte presidida por ele. O mesmo aconteceu com a notícia, divulgada no começo de dezembro, revelando que dezessete desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo estão sendo investigados pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça sob a acusação de receber pagamento ilegais; há investigações, também, sobre magistrados paulistas suspeitos de ter patrimônio incompatível com a sua renda. Brasília, então, é um capítulo à parte. Como descreveu recentemente uma reportagem de VEJA, juízes das mais altas instâncias do país vivem em estado de aberta promiscuidade com advogados dos grandes escritórios do Rio de Janeiro, de São Paulo e de lá mesmo, políticos envolvidos em processos de corrupção e grandes empresários enrolados com a Justiça – para não falar de réus com processos em andamento. Cruzam-se em festas de aniversário, casamentos, feijoadas, torneios de golfe. Em vez de esconderem, advogados exibem em público sua amizade com magistrados, deixando correr a impressão de que podem ganhar qualquer causa; seus honorários não sofrem nada com isso.

Todo esse caldo vem sendo consideravelmente engrossado, de uns tempos para cá, pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça e atual titular da Corregedoria Nacional de Justiça. Essa ministra tem um problema sério: acredita que deve cumprir, realmente, suas obrigações de corregedora, segundo determina a lei. Solicita investigações. Ouve denúncias. Tenta apurar delitos, violações éticas e outras malfeitorias atribuídas a autoridades judiciárias. É apenas o seu dever – mas por fazer o que manda a lei, a ministra Eliana está com índices de popularidade próximos a zero entre os seus colegas. Em nada a ajudam, é claro, sua inclinação a falar exatamente o que pensa e sua pouca paciência para adoçar o que falta. Recentemente, por exemplo, disse que o Judiciário sofre de “gravissímos problemas” causados pela “infiltração de bandidos escondidos atrás da toga”, referindo-se ao fato notório de que a todo momento, e em todo o Brasil, vêm a público denúncias de corrupção entre juízes, desembargadores ou ministros dos tribunais superiores. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, declarou-se “indignado” – não com os bandidos, mas com Eliana. Disse que suas palavras eram uma “ameaça à democracia”, e assegurou que em quarenta anos de carreira nunca tinha visto “coisa tão grave”.

O ministro poderia ter dito que em seus quarenta anos de carreira a situação do Judiciário brasileiro nunca foi tão calamitosa como hoje – e que, no caso, o que realmente ameaça a democracia é a impunidade para juízes criminosos. Mas é claro que não disse. Como acontece com tantos outros magistrados hoje em dia, ele acredita que seus deveres de solidariedade com a categoria vêm antes de seus deveres como juiz. É uma pena que esse apoio não se estenda aos milhares de juízes honestos que existem no Brasil – e que podem perder a vida por causa de sua integridade, como ocorreu com a juíza fluminense Patricia Acioli, assassinada com 21 tiros e em agosto último por aplicar a lei contra o crime organizado. Nenhum ministro do STF se deu ao incômodo de comparecer ao enterro.

19 dezembro 2011

Lei amputada

Para Marco Aurélio, CNJ pode muito mas não pode tudo (não fosse ele, primo do Collor)

Por Pedro Canário

Depois de mais de quatro meses com o voto pronto, o ministro Marco Aurélio decidiu não esperar mais o pleno do Supremo Tribunal Federal se pronunciar sobre a competência do Conselho Nacional de Justiça. Em liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.638, nesta segunda-feira (19/12), o ministro decidiu que a competência do CNJ é subsidiária à atuação dos tribunais locais no julgamento de processos administrativos e disciplinares.

Isso quer dizer que o Conselho Nacional de Justiça não pode ser o órgão originário de todas as questões relacionadas à atuação de juízes. Ele pode, sim, atuar como fiscalizador de sua atuação, e inclusive avocar para si processos disciplinares, “mas não pode atropelar o autogoverno dos tribunais”.

A ADI foi interposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) contra a Resolução 135/2011 do CNJ. A AMB alega que o dispositivo contraria regras dispostas na Constituição Federal, na Emenda Constitucional 45, além de dispor sobre assuntos que somente lei complementar pode dispor — como a Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

Como ressalta o próprio ministro, a competência do CNJ não existe para elidir a competência dos tribunais, mas para uniformizar as regras do procedimento disciplinar aplicável aos magistrados. "Não incumbe ao Conselho Nacional de Justiça criar deveres, direitos e sanções administrativas, mediante resolução, ou substituir-se ao Congresso e alterar as regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura referentes ao processo disciplinar."

Em sua decisão, o ministro Marco Aurélio analisou artigo por artigo dos que foram questionados na ADI. Concluiu que o CNJ não pode se auferir em questões internas dos tribunais — como a quem devem se reportar os integrantes do Órgão Especial dos tribunais.

A AMB também reclamou que os processos envolvendo magistrados devem ser sigilosos, para preservar a imagem do juiz processado e da magistratura. Diz a AMB que apenas a Loman pode versar sobre isso, e não uma resolução do CNJ. O ministro Marco Aurélio, no entanto, decidiu em contrário. Afirmou que o acesso a qualquer informação passível de ser considerada pública deve ser garantido, e as informações de processos disciplinares envolvendo magistrados "iniludivelmente o são".

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, por meio de sua Assessoria de Comunicação, que vai recorrer da liminar. Não confirmou, no entanto, informações sobre quando será interposto o recurso e nem do que pretende recorrer. Se a ação for impetrada durante o recesso do Judiciário, quem cuidará é o presidente do Supremo Tribunal Federal, e do CNJ, ministro Cezar Peluso.

Bronca
Marco Aurélio aproveitou a decisão cautelar para dar uma "bronca" em seus colegas. Como seu pronunciamento foi em caráter liminar, o Plenário do STF ainda precisa se manifestar.

O ministro afirmou que já havia liberado o voto para o julgamento em 5 de setembro deste ano, mas o caso nunca foi levado à pauta. Ele esperou até o dia 7 de outubro e mandou que o CNJ, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República fossem ouvidos — e proferiu a liminar nesta segunda-feira (19/12).

Conclamando o Plenário a se pronunciar, o ministro escreveu que as competências do CNJ descritas na Emenda Constitucional 45 "produzem inevitável tensão entre a autonomia dos tribunais e a atuação do CNJ'.

De um lado, afirma, o artigo 103-B, parágrafo 4º, inciso III, da Emenda, dá ao CNJ a competência de "receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus erviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço a aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa".

Em contrapartida, artigos 96, inciso I, alínea a, e 99, da Constituição Federal, “asseguram aos tribunais a autodeterminação orgânico-administrativa, o que inclui a capacidade para resolver, de forma independente, a estruturação e o funcionamento dos próprios órgãos bem como para formular a proposta do respectivo orçamento”. Para o ministro, esta é uma garantia institucional para a “preservação do autogoverno da magistratura”.

A decisão do ministro casuou impacto nos corredores do Supremo Tribunal Federal. Alguns levantam que ele não poderia ter proferido a liminar monocraticamente, por causa do artigo 12-F da Lei 9.868/1999. O dispositivo diz que medida cautelar em ADI só pode ser concedida pela maioria absoluta dos membros do tribunal, depois de sessão de julgamento, "exceto em caso de excecpcional urgência e relevância da matéria".

Mas é a exceção prevista na lei que Marco Aurélio cita para justificar seu pronunciamento. Levanta o artigo 10, parágrafo 3º, do texto. Diz a norma: "Em caso de excepcional urgência, o Tribunal poderá deferir a medida cautelar sem a audiência dos órgãos ou das autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado."

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, foi um dos críticos à liminar. Disse que a decisão "não pode permanecer porque retira da sociedade o controle que ela passou a ter sobre a magistratura com a Emenda Constitucional 45, não no tocante ao mérito em si de suas decisões, mas no que se refere ao comportamento ético dos juízes".

Para Ophir, os argumentos da AMB expostos na ADI "não se sustentam", porque a autonomia dos tribunais foi "relativizada" com a reforma do Judiciário. A Emenda 45, que criou o CNJ, diz, “surgiu com o objetivo de dar transparência à Justiça brasileira, que, entre todos os poderes, ainda é o mais fechado de todos, e esse é um poder que tem que servir à sociedade". "Quando a Emenda 45 traz o CNJ para essa nova realidade política da Justiça do País, integrando todo o sistema Judiciário brasileiro, a autonomia dos Tribunais passa a ser mitigada e tem que ser interpretada a partir dela, pois não teria sentido criar o CNJ e permanecer com o modelo anterior em que as corregedorias podiam tudo."

O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, também criticou a liminar.“A vida tem mostrado que as corregedorias dos tribunais não enfrentam como deviam os desvios de conduta praticados por magistrados”, disse.

De todo modo, a decisão definitiva sobre a ADI ficará para o ano que vem, já com a Corte do Supremo Tribunal Federal completa, com a posse da nova ministra Rosa Maria Weber também nesta segunda.

Notícia atualizada no dia 19/12/2011, às 17h08, para acréscimo de informações.

ADI 4.638
Clique aqui para ler a liminar do ministro Marco Aurélio.

16 dezembro 2011

Carteira da ordem

MPF denuncia grupo acusado de fraudar Exame da OAB

O Ministério Público Federal denunciou, nesta sexta-feira (16/12), um grupo de 101 pessoas acusadas de tentar burlar o exame da Ordem dos Advogados do Brasil. De acordo com a denúncia, alguns candidatos chegaram a pagar R$ 15 mil, e a mentora das fraudes tinha acesso irrestrito a todas as etapas do processo seletivo. Dezoito peças acusatórias foram apresentadas.

Os fatos aconteceram em 2006, mas somente agora o MPF em Goiás apresentou as denúncias. “O lapso temporal até a nossa manifestação se deve ao trabalho incompleto realizado pela Polícia Federal nesse caso. Após deflagrarem a operação, todo material apreendido não havia passado por perícia, nem analisado ou sido cruzado com as escutas telefônicas. Tivemos que batalhar para conseguir que fizessem isso, até que no ano passado entregaram para gente o inquérito. Percebemos, porém, que faltavam algumas etapas. Daí, para não perder mais tempo, resolvemos encampar o trabalho de cruzamento de informações e transcrição dos áudios, algo que deveria ter sido feito pela PF”, declara o procurador da República Helio Telho, responsável pelo caso.

Na época, como noticiou a Consultor Jurídico, onze pessoas foram detidas durante a Operação Passando a Limpo e 26 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Agora, o MPF-GO Goiás entregou à Justiça 18 peças acusatórias, relacionando 101 pessoas.

A então secretária da Comissão de Estágio e Exame de Ordem Maria do Rosário Silva foi acusada pelo Ministério Público Federal, entre outros crimes, por associar-se a outras sete pessoas, em quadrilha, de modo estruturado, permanente e estável; por vender aprovações em processos seletivos; por receber por mais de 100 vezes vantagens econômicas indevidas e por quebra de sigilo funcional em mais de 40 situações, repassando informações sobre o exame. Ainda segundo o MPF, ela suprimiu documentos verdadeiros e apresentou documentos falsos ou alterados para facilitar a aprovação fraudulenta.

Segundo o procurador responsável pela denúncia, “todo o processo seletivo tramitava pelas mãos de Maria do Rosário da Silva, o que lhe conferiu acesso à totalidade das informações sigilosas e ampla oportunidade de realizar, com segurança e êxito, manipulações fraudulentas para beneficiar quem se dispusesse a 'pagar para passar'”. Ela é acusada de suprimir os cartões de respostas originais dos candidatos beneficiários, substituindo-os por outros, falsos, por ela preenchidos com respostas certas, por exemplo.

Arquivamento
Dentre as onze pessoas presas na época em que foi deflagrada a operação, o MPF pediu arquivamento por não haver “justa causa para a ação penal e nem outras diligências que possam desvendar os supostos crimes” de quatro pessoas: Osmira Soares de Azevedo (funcionária da OAB-GO), Eládio Augusto Amorim Mesquita (na época, presidente da Comissão de Estágio de Ordem da OAB-GO), Pedro Paula Guerra de Medeiros (vice-presidente da Comissão, na época) e João Bezerra Cavalcante (na época, tesoureiro da OAB-GO).

As apurações, segundo o MPF, foram desmembradas em diversos cadernos investigatórios, instaurados em razão da existência de dezenas de candidatos beneficiados, que foram agrupados por intermediários, com vistas à propositura de várias denúncias distintas. Com informações da Assessoria de Comunicação do MPF-GO.

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2011

STF: Um poder de costas para o país

Por Marco Antonio Villa (*)

A Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas — parte delas em branco — recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu “pela excelência dos serviços prestados” o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista.

A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.” Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada. Silêncio absoluto. Por quê? E a triste ironia: a juíza foi assassinada em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil. Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza, o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do Judiciário. Seu presidente, Cézar Peluso, ocupou seu tempo nas últimas semanas defendendo — como um líder sindical de toga — o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões. A proposta do aumento salarial é um escárnio. É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode ser imputada à falta de funcionários.

De acordo com os dados disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578 cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente para um tribunal com 11 juízes. Mas, também de acordo com dados fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro. Ficam no ar várias perguntas: como abrigar os quase 3 mil funcionários no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade? Causa estupor o número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435! O leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte destes abuso é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou em 2010, R$ 16 milhões. O orçamento total do STF foi de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315 milhões somente para o pagamento de salários.

Falando em relatório, chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a revista “Manchete”. O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega: “Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch.” Peluso é o Bloch da vez. Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que o “a experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial”. No relatório já citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução, explicando a importância das atividades do tribunal. E concluiu, numa linguagem confusa, que “a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente”. Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar com aquele bordão inesquecível: “Fala sério, ministro!”

As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os três Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. E deveria ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento. É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade. Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão.

(*) MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP).

Corrupção na OAB - Exame de Ordem ameaçado

Ele é assessor parlamentar do presidente do Senado, José Sarney e, como tal, não poderia ter assento na OAB. Se a representação for acatada, todos os exames da Ordem realizados sob a coordenação dele não terão validade.

DECISÃO DOS "MINISTROS" DO STF EM CHEQUE - QUE LAMBANÇA !

Advogada se mantém na Ordem em razão de fato consumado

Uma advogada do Paraná garantiu no STJ o direito de continuar inscrita nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em razão da teoria do fato consumado. Ela conseguiu o registro graças a uma decisão judicial que julgou ilegais os critérios de correção adotados na segunda fase do exame da Ordem. O STJ entendeu que a situação se consolidou no tempo, pois se passaram mais de seis anos da concessão do mandado de segurança.

A advogada ingressou com o pedido depois de negado o recurso administrativo interposto contra a decisão da banca examinadora. O juízo de primeira instância negou a segurança, ao argumento de que ao Poder Judiciário somente caberia analisar aspecto relativo à legalidade do processo e não questão de mérito das provas.

O Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF4) determinou a revisão da pontuação, com a conseqüente aprovação da candidata.
A OAB Seccional do Paraná pediu ao STJ para restabelecer a decisão de primeiro grau, reafirmando a limitação da competência do Poder Judiciário para avaliar questões de provas de concurso público. Para a entidade, o Judiciário deveria ater-se ao exame da legalidade das normas instituídas no edital e dos atos praticados na realização do concurso, sem entrar no mérito administrativo – o que incluiria a avaliação das respostas.

Segundo o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, é necessário garantir o direito da candidata a continuar inscrita nos quadros da OAB em razão do fato consumado. A decisão em nada prejudicaria o Poder Público ou um particular.

A apreciação da motivação dos atos é possível e necessária, segundo ele, para controlar desvios e abusos de poder. “Aceitar diferentemente seria incompatível com o estágio de desenvolvimento da ciência jurídica e o seu propósito de restabelecer o controle dos atos vinculados ou discricionários”, afirmou.

  

 

  

 
 
 
 

VISITOR COUNTER

 
 

 

18 / março / 2012 - 21:59

Domingo Espetacular chama Valdemiro Santiago de ladrão e mentiroso

Neste domingo, durante mais de 30 minutos foi apresentada uma reportagem investigativa no programa Domingo Espetacular, exibido pela Rede Record. O teor usado pela emissora foi de denunciar as irregularidades no que diz respeito ao uso das finanças da Igreja Mundial do Poder de Deus, na pessoa do seu presidente, o apóstolo Valdomiro Santiago. Desde a chamada, avisou-se que seriam revelados os “segredos” do apóstolo.

O repórter Marcelo Rezende usou imagens da internet para contrastar os apelos do líder da IMPD com os bens que estão em seu nome no Estado do Mato Grosso. Trata-se de duas fazendas avaliadas em 50 milhões de reais.

Adquiridas no ano passado, com dinheiro da igreja e agora em nome de Valdomiro Santiago e sua esposa, a bispa Francileia de Oliveira, as fazendas Santo Antônio do Itiquira e Formosa estão localizadas na cidade de Santo Antônio do Leverger.

Usadas para atividade pecuária, estima-se que existem ao todo 5000 cabeças de gado, avaliados em R$ 6,5 milhões de reais. Além disso, a reportagem da Record mostrou outros bens pertencentes ao apóstolo, como jatinhos, helicópteros e carros de luxo.

Entre as acusações feitas a Valdemiro estão, principalmente, a de enriquecimento ilícito e de lavagem de dinheiro. Como no Brasil as igrejas são isentas de impostos e não precisam prestar contas ao governo de suas arrecadações, aparentemente a IMPD precisou usar “laranjas” para adquirir esses e outros bens.

Segundo mostrou a matéria do Domingo Espetacular, Valdemiro e Francileia são os sócios majoritários da empresa W S Music, cujo procurador e Nicanor de Oliveira, irmão do apóstolo e administrador das fazendas.

Uma vez que a WS Music tem como valor declarado 50 mil reais, seria impossível ter capital suficiente para adquirir as duas propriedades rurais, uma custando 29 milhões e a outra 20 milhões. No total, as duas fazendas totalizam 26.134 hectares, quase duas vezes o tamanho de Jerusalém, capital de Israel.

Marcelo Rezende afirmou que a matéria demorou quatro meses para ser preparada e que foi necessária muita investigação. Também foi dada a Valdomiro a oportunidade de se explicar, mas ele não atendeu a equipe da Rede Record.

Ficou claro durante a exibição do material a rivalidade existente entre os dois líderes, pois em vários momentos foram mostradas as provocações de Valdomiro na TV ao falar de Edir Macedo. Também se evidenciou a rivalidade das igrejas que muitas vezes ocupam prédios na mesma rua ou até mesmo vizinhos.

A Igreja Universal alega que desde que saiu dos seus quadros, em 1998, Valdomiro tem recrutado ex-pastores da igreja e tentado atrair as mesmas pessoas.

Entre as muitas acusações e perguntas sem resposta, o Domingo Espetacular mostrou que Valdemiro foi preso em 2003 por transportar ilegalmente armas e munição. Também lembrou o episódio em que três pastores da IMPD foram presos em 2010, acusados de tráfico internacional de armas. Afirmou-se que o destino dessas armas seriam os traficantes de drogas do Rio de Janeiro, que teriam uma ligação com a igreja.

Também foi exibida a situação de mais de 50 templos da IMPD que estariam com ordens de despejo por falta de pagamento. Donos dos imóveis foram entrevistados e também um jurista que pediu publicamente que a Receita Federal investigue Valdemiro e a sua igreja.

Para os expectadores do programa, ficou claro que o uso das imagens do apóstolo pedindo dinheiro na televisão e a comprovação de sua riqueza estão ligadas. Várias vezes ele foi chamado de “mentiroso” e tentou-se desqualificar suas credenciais como sacerdote, por estar se beneficiando da fé alheia para proveito próprio.

No final da matéria, ficou o aviso “a Rede Record vai continuar investigando”, o que indica que nos próximos domingos pode haver mais “segredos revelados”.

O assunto tomou conta das redes sociais e no Twitter cinco termos relacionados estavam entre os “assuntos do momento” (TTs). Centenas de comentários criticavam Valdemiro e muita gente também recriminava Edir Macedo. Uma das definições mais comum era #guerraNADAsanta.

 

02/03/2012

às 22:42

Quando Dilma e Amorim decidiram punir reservistas, havia 98 assinaturas em documento; agora, já são 386; havia 13 generais; agora, há 42, dois ex-ministros do STM

Então… Da próxima, em vez de a presidente Dilma Rousseff dar ouvidos a Celso Amorim, o Megalonanico, escuta o Tio Rei, que não é nanico… Eu bem que chamei a atenção da Soberana para o direito que têm os militares da reserva de se manifestar. Há uma lei a respeito, conforme deixei claro aqui. Mais: reservistas não têm armas, não podem ameaçar ninguém. No caso em questão, os dois textos que deixaram a presidente brava não traziam e não trazem incitamento à indisciplina ou algo parecido.

Quando Amorim e Dilma decidiram dar um chilique, contrariando o conteúdo da lei 7524/86, o segundo manifesto contava com 98 assinaturas — 13 generais. No momento, já são 386 adesões, com 42 oficiais-gerais, dois deles ex-ministros do Superior Tribunal Militar. Quem está incitando o confronto é Amorim, que é dado a demonstrações ociosas de autoridade.

Que se reitere: ninguém aqui ou fora daqui está incitando indisciplina militar. Ao contrário: entendo que os militares da ativa, os da reserva, o ministro da Defesa e a presidente da República estão obrigados a cumprir a lei. Ponto final. Caso Dilma e Amorim insistam, as advertências serão aplicadas, e os punidos podem recorrer à Justiça. Havendo o triunfo da lei — que é explícita a mais não poder —, terão todos a devida reparação. No Estado de direito é assim.

Eis, em suma, uma crise inútil. Lula é quem é, mas se diga uma coisa em seu benefício. Jamais teria caído nessa roubada. Quando menos, Nelson Jobim lhe teria dito que o confronto era uma desnecessidade e que os efeitos do primeiro documento seriam mínimos. Tudo teria sido resolvido na conversa. Amorim, o megalonanico belicoso, resolveu agir de modo diferente: “Pega eles, Soberana; pega eles! Estamos sendo desrespeitados!” Eis aí o resultado.

Leiam texto de Tania Monteiro no Estadão online. Volto para encerrar.
Não será fácil para os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica resolverem o imbróglio criado pela presidente Dilma Rousseff por ter decidido punir com advertência todos os militares que assinaram o manifesto “Alerta à nação - Eles que venham, por aqui não passarão”, que endossa as críticas a ela por não ter censurado suas ministras que pediram a revogação da lei de anistia.

A presidente já havia se irritado com o manifesto dos Clubes Militares, lançado às vésperas do Carnaval, e depois retirado do site, e ficou mais irritada ainda com o novo documento, no qual eles reiteram as críticas e ainda dizem não reconhecer a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim, para intervir no Clube Militar.

Inicialmente, o manifesto tinha 98 assinaturas. Na manhã da quinta-feira, após terem tomado conhecimento da decisão de puni-los, o número de seguidores subiu para 235 e no início da tarde de sexta-feira chegou a 386 adesões, entre eles 42 oficiais-generais, sendo dois deles ex-ministros do Superior Tribunal Militar. A presença de ex-ministros do STM adiciona um ingrediente político à lista, não só pelo posto que ocuparam, mas também porque, como ex-integrantes da Corte Militar, eles têm pleno conhecimento de como seus pares julgam neste caso.

O Ministério da Defesa e os comandos militares ainda estão discutindo internamente com que base legal os militares podem ser punidos. Várias reuniões foram convocadas pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e os comandantes militares nos últimos dias para discutir o assunto. Mas há divergências de como aplicar as punições. A Defesa entende que houve “ofensa à autoridade da cadeia de comando”, incluindo aí a presidente Dilma e o ministro da Defesa. Amorim tem endossado esta tese e alimentado a presidente com estas informações. O ministro entende que os militares não estão emitindo opiniões na nota, mas sim atacando e criticando seus superiores hierárquicos, em um claro desrespeito ao Estatuto do Militar.

Só que, nos comandos, há diferentes pontos de vista sobre a lei 7.524, de 17 de julho de 1986, assinada pelo ex-presidente José Sarney, que diz que os militares da reserva podem se manifestar politicamente e não estão sujeitos a reprimendas. No artigo primeiro da lei está escrito que “respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse público”. Esta legislação acabou dando origem a Súmula 56 do Supremo Tribunal Federal.

Esta zona cinzenta entre as legislações, de acordo com informações obtidas junto a militares, poderá levar os comandantes a serem processados por danos morais e abuso de autoridade, quando aplicarem a punição de repreensão, determinada por Dilma. Nos comandos, há a preocupação, ainda, com o fato de que a lista de adeptos do manifesto só cresce, o que faria com que este tema virasse uma bola da neve, já que as adesões são cada vez mais consistentes.

Há quem ache que o assunto precisasse ser resolvido de uma outra forma, a partir de uma conversa da presidente com os comandante militares, diretamente, para que fosse costurada uma saída política para este imbróglio que parece não ter fim já que a determinação do Planalto é de que todos que já assinaram e que venham ainda a aderir ao manifesto sejam punidos. O Planalto, no entanto, descarta esta possibilidade.

Até agora nenhum militar da ativa assinou o documento. Se isso ocorrer, a punição será imediata e não será com advertência, mas poderá chegar a detenção do “insubordinado”. Quanto ao general Rocha Paiva, que deu entrevista para o programa da Miriam Leitão, lançando suspeita sobre participação de Dilma em atentado e duvidando que ela tenha sido torturada, a princípio, nada será feito contra ele porque a entrevista já teria sido concedida muito antes da atual crise e o contexto é considerado outro.

Encerro
E pensar que tudo isso nasceu porque uma ministra do Estado, Maria do Rosário, resolveu fazer uma exortação contra a letra da lei e contra decisão do Supremo e porque outra, Eleonora Menicucci, resolveu contar, no discurso de posse, uma história falsa como nota de R$ 3. Proibidos de se manifestar, os militares da ativa se calaram. E fizeram bem. Autorizados por lei a falar, os reservistas falaram.

Dilma tem de se conformar com as regras do estado democrático e de direito. Os militares, da ativa e da reserva, felizmente, já se convenceram de que este é o melhor caminho para o Brasil: o triunfo da lei. Que os civis agora façam o mesmo.

Por Reinaldo Azevedo

12/02/2012

às 18:56 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: Greve de PMs fez o gato subir no telhado

Tem gato no telhado

Greve de policiais na Bahia e no Rio, articulações entre dirigentes sindicais da polícia dos dois Estados, gravação que sugere vandalismo – como queimar duas carretas numa estrada, para paralisá-la.

Nos governos, duas pessoas que devem ser boas, simpáticas, agradáveis, mas que haja ou não problemas preferem viajar para o exterior.

O fluminense Sérgio Cabral, entre uma viagem e outra, fala grosso; e se falou, tá falado, não se preocupa em dar consequência ao que disse. O baiano Jaques Wagner nem fala grosso, e não pode: quando estava na oposição, apoiou greves iguais, como se uma tropa armada pudesse, na boa, ignorar o poder civil. E, mantida ou suspensa a greve, foi o que aconteceu na Bahia.

De volta para o passado? Não – ainda não. Não há insubordinação nas Forças Armadas, não há mobilização civil, ninguém sério pensa em derrubar o governo.

Não há hoje, no Exército, nenhuma liderança expressiva, exceto a do general Augusto Heleno, que já passou para a reserva (o que significa, entre os militares, a perda de boa parte da influência que pudesse ter tido).

Não há mais a Guerra Fria, que anabolizava conflitos internos e lhes dava repercussão internacional.

Tudo bem?

Também não: até 30 de março de 1964, o general Mourão Filho, que tomou a iniciativa de derrubar o governo, só era conhecido por algo folclórico, a elaboração, quase 30 anos antes, do Plano Cohen, usado como justificativa por Getúlio Vargas para implantar a ditadura de 1937.

Se o gato está no telhado, é bom ir buscá-lo antes que haja um acidente.

Com quem contar?

E, no caso, não dá nem para chamar os bombeiros para recolher o gato.

Com quem contar?

Quem conta

Um detalhe do caso da greve baiana passou despercebido. No ano passado, também em fevereiro, os deputados estaduais baianos receberam aumento de pouco mais de 60%, que eles mesmos se concederam no final de 2010.

Com isso, seus vencimentos chegaram pertinho dos R$ 20 mil mensais (fora auxílios, assessores, motoristas, secretárias, etc.).

Tudo bem, devem merecer o que ganham.

Mas o governador Jaques Wagner, na época, não fez qualquer referência a rigor fiscal, a falta de previsão orçamentária, àquilo que fala sobre aumento da PM. Resolveu todos os problemas legais e paga a Suas Excelências sem reclamar.

…ói ele aí tra veiz

A empresa-líder do consórcio que ganhou Viracopos é dirigida por um ex-ministro: João Santana, que foi ministro da Infraestrutura do governo Collor.

Quando Collor e Lula descobriram que nada poderia separá-los, Lula expressou a Collor só uma dúvida sobre suas opções de governo [durante seu período no Planalto, de 1990 a 1992]: por que João Santana?

Collor disse que não tinha outro.

Como se chama mesmo esse personagem grandão de Walt Disney?

Ambos se referiram a ele pelo apelido tirado de um famoso personagem de Walt Disney, cujo nome também começa por João.

Confete, serpentina e greve

As lideranças dos policiais civis e militares e ainda dos bombeiros marcaram para o próximo dia 29, um domingo, a partir de 10h, na Av. Atlântica, em Copacabana, a primeira manifestação conjunta deste ano para reivindicar aumento salarial. O governador Sérgio Cabral paga os piores salários do Brasil e insiste em não negociar com os servidores. Erradamente, acredita que a iniciativa de reduzir o tempo para efetivar as promoções sepulta a insatisfação das categorias e encerra com a possibilidade de uma greve geral e inédita na história do Rio das três categorias. O movimento já tem até uma data fixada: 10 de fevereiro, a oito dias do carnaval.

Dize-me com quem andas, Sergio Cabral, e todos saberão que tipo de governante você se tornou.

Carlos Newton

Por muito menos, pediram o impeachment de Fernando Collor. Não há comparação entre as trajetórias do então presidente e a do atual governador do Rio de Janeiro. Os “empresários” Marcelo Mattoso de Almeida, que morreu pilotando o helicóptero na Bahia, Fernando Cavendish, Sergio Luiz Côrtes da Silveira e Arthur Cesar Soares de Menezes Filho – são estes os principais parceiros de Sergio Cabral Filho, um jovem suburbano que abraçou a política e daí passou a flertar com a elite e frequentar o eixo Leblon-Angra dos Reis-Miami-Paris.

Parceiro 1 – Marcelo Mattoso de Almeida era um ex-doleiro, que se autoexilou em Miami, fugido de uma operação da Polícia Federal, onde abriu uma revendedora de carros de luxo (por coincidência, o nome da agência era First Class, o mesmo do empreendimento na Bahia). Voltando ao Rio de Janeiro, passou a frequentar a casa do governador, tornando-se assíduo no Palácio Laranjeiras. Por coincidência, há informações circulando de que na semana passada Cabral voltou de Paris fazendo escala em Miami.

Parceiro 2 – Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, era um empreiteiro de terceiro time e rapidamente se tornou um dos mais ricos do país, depois que se aproximou do governador Sergio Cabral Filho, ganhando as mais importantes licitações do Estado do Rio de Janeiro, inclusive a reforma do Maracanã e a construção das novas lâminas do Tribunal de Justiça.

Parceiro 3 – Arthur Cesar Soares de Menezes, o “Rei Arthur”, assim chamado porque é o grande artífice e planejador das terceirizações e licitações no governo Sergio Cabral. Em 2008, recebeu 23,5% (R$ 357,2 milhões) de tudo o que o governo estadual pagou. Na verdade, o reinado de Arthur César, do grupo Facility, se iniciou na gestão de Anthony Garotinho e desde então jamais foi destronado. Mas nem Garotinho ousou pagar tanto, em 2003, por exemplo, Arthur César só levou R$ 58,5 milhões.

Parceiro 4 – Sergio Luiz Cortes da Silveira é o homem de Cabral na área da saúde. O governador tentou emplacá-lo como ministro do governo Dilma Rousseff, que declinou quando viu a lista dos processos que o secretário responde por improbidade administrativa. A corrupção de Côrtes virou manchete dos jornais e ele jamais explicou como comprou o luxuoso apartamento de cobertura na Lagoa, que seu salário de Secretário de Saúde não poderia pagar. A atuação de Cortes rendeu ao governador uma interpelação judicial no STJ (IJ nº 2008/0264179-0), promovida pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e pela Federação Nacional dos Médicos.

Além dos quatro parceiros, o governador tem forte apoio da própria mulher, Adriana Ancelmo Cabral, que se tornou o maior fenômeno da advocacia nacional. Saiu da função de advogada assistente na Alerj (2001 a 2003) para catapultar sua carreira e fundar, em 2004, o Escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados Associados, sociedade que mantém o maior número de causas milionárias em que o Estado do Rio de Janeiro, suas autarquias e fundações funcionam como parte ou contraparte.

***
O ENRIQUECIMENTO DE CABRAL

Sérgio Cabral Filho vem de uma família de classe média baixa, nasceu no Engenho Novo e foi criado no bairro de Cavalcanti, subúrbio do Rio. O pai, conhecido jornalista e crítico musical, se candidatou a vereador e foi eleito em 1982 e reeleito em 1988 e 1992. Cabral Filho se integrou à equipe do pai, acabou nomeado diretor da TurisRio, no governo Moreira Franco.

Em 1990, pegou carona no nome do pai e foi eleito deputado estadual, tornando-se uma espécie de político-modelo. Recusou as mordomias da Alerj, não usava o carro oficial, dirigindo seu modesto Voyage. Defendia duas classes sociais: os jovens e os idosos, organizando os famosos bailes da Terceira Idade, primeiro no Clube Boqueirão do Passeio, depois no Canecão. Fazia uma carreira impecável, trocou o PMDB pelo PSDB e tinha tudo para dar certo na política.

Até que se candidatou a prefeito do Rio, em 1992, e descobriu as famosas “sobras de campanha”. Foi quando começou a enriquecer. Reeleito deputado estadual em 1994, ligou-se a Jorge Picciani, que durante 6 anos foi primeiro-secretário da Alerj, no período em que Cabral presidiu a casa (1995-2007). Em 1994, foi novamente candidato a prefeito, amealhando “mais sobras de campanha”.

Em 1998, tinha declarado um patrimônio de R$ 827,8 mil, mas já dava demonstrações explícitas de enriquecimento ilícito. Ainda estava no PSDB, mas rompeu com o então governador Marcello Alencar, que o denunciou ao Ministério Público Estadual por improbidade administrativa (adquirir bens, no exercício do mandato, incompatíveis com o patrimônio ou a renda de agente público), pela compra de uma mansão no condomínio Portobello em Mangaratiba, e pela aquisição também de um luxuoso apartamento no Leblon.

Mas essa investigação foi arquivada pelo subprocurador-geral de Justiça Elio Fischberg, em 1999, porque Cabral alegou que fazia “consultoria política” para a agência do publicitário Rogério Monteiro, que lhe pagaria R$ 9 mil por mês, quantia insuficiente para justificar os elevados gastos de Cabral, mas o subprocurador parece que não era bom em aritmética.

Em 1999, Cabral volta para o PMDB, e ainda como presidente da Alerj, se aproxima do então governador do estado, Anthony Garotinho, que o ajuda a se eleger senador em 2002, e depois o apóia na campanha para governador em 2006, com mais “sobras de campanha”.

Como governador, estrategicamente Cabral logo rompeu com seu protetor Garotinho, mas manteve o “reinado” de Arthur César Soares de Menezes Filho. E se ligou aos outros três mosqueteiros: Marcelo Mattoso de Almeida, o ex-doleiro que morreu sexta-feira pilotando o helicóptero na Bahia, o empreiteiro Fernando Cavendish, e o secretário Sergio Luiz Côrtes da Silveira. Com isso, foi aumentando desmesuradamente a fortuna, que já não dependia dos serviços de “consultoria” à agência do amigo Rogério Monteiro.

Hoje, o deslumbramento e o exibicionismo novo rico da família Cabral chega a tal ponto que uma foto publicada por O Globo esta terça-feira diz tudo. O filho de Cabral, Marco Antonio, aparece usando um relógio Rolex Oyster Perpetual Daytona de Ouro Branco, que custa nas melhores lojas do país a bagatela de R$ 50 mil. Não é preciso dizer mais nada.

Wadih Damous almeja o lugar do Ophir Cavalcante, você trocaria seis por meia dúzia?
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@_Heloisa_Helena

Solicitamos a APURAÇÃO:

Denúncia dos Desembargadores de Alagoas http://bit.ly/95HxC6

(via )

Marco Aurélio Mello, relator
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
"A Constituição não autoriza o Conselho Nacional de Justiça a suprimir a independência dos tribunais. (...) Como tenho enfatizado à exaustão, o fim a ser alcançado não pode justificar o meio empregado, ou seja, a punição dos magistrados que cometem desvios de conduta não pode justificar o abandono do princípio da legalidade."


Ricardo Lewandowski
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“O CNJ embora tenha recebido essa competência complementar [...] não pode exercê-la de forma imotivada, visto que colidira com princípios e garantias que os constituintes originários instituíram não em prol apenas dos magistrados, mas de todos os brasileiros."


Joaquim Barbosa
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“Quando as decisões do conselho passaram a expor situações escabrosas no seio do Poder Judiciário Nacional vem essa insurgência súbita, essa reação corporativista contra um órgão que vem produzindo resultados importantíssimos no sentido da correição de mazelas no nosso sistema de Justiça."


Rosa Weber
Votou contra limitar os poderes do CNJ
"Entendo que a atuação do CNJ independe de motivação expressa, sob pena de retirar a própria finalidade do controle que a ele foi conferido.”


Luiz Fux
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“É possível o Conselho Nacional de Justiça ter competência primária e originária todas as vezes que se coloca uma situação anômala a seu ver."


Dias Toffoli
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“As competências do conselho acabam por convergir com as competências dos tribunais. Mas é certo que os tribunais possuem autonomia, não estamos aqui retirando a autonomia dos tribunais.


Cármen Lúcia
Votou contra limitar os poderes dos CNJ
“A competência constitucionalmente estabelecida é primária e se exerce concorrentemente de forma até a respeitar a atuação das corregedorias."


Carlos Ayres Britto
Votou contra limitar os poderes do CNJ
"O CNJ não pode ser visto como um problema. [...] O CNJ é uma solução, é para o bem do Judiciário."


Gilmar Mendes
Votou contra limitar os poderes do CNJ
"Isso é um esvaziamento brutal da função do Conselho Nacional de Justiça. [...] Até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se trata de investigar os próprios pares."


Celso de Mello
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
"Se os tribunais falharem, cabe assim, então, ao conselho investigar. Não cabe ao conselho dar resposta para cada angústia tópica que mora em cada processo."


Cezar Peluso
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“Eu não tenho nenhuma restrição em reconhecer que o CNJ tem competência primária para investigar, mas tampouco não tenho nenhuma restrição a uma solução que diga o seguinte: Quando o CNJ o fizer dê a razão pela qual está prejudicando a competência do tribunal."

O servidor público Rogério Figueiredo Vieira, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ), foi o responsável por 16 movimentações financeiras atípicas, no valor total de R$ 282,9 milhões, em 2002, rastreadas pelo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). A informação foi publicada ontem pelo colunista do GLOBO Ancelmo Gois. Investigado pela Polícia Federal, Rogério, que já foi preso em 2004, ocupou os cargos de coordenador de Despesas e de integrante da Comissão de Licitação do TRT-RJ, entre 1994 e 1995.

Relatório divulgado pelo Coaf, a pedido do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), listou cerca de 3.500 operações atípicas envolvendo magistrados e funcionários da Justiça de todo o país, entre 2000 e 2010, com valores que chegam a R$ R$ 855,7 milhões. O Conselho, no entanto, não havia revelado os nomes. O documento deu início, então, a uma investigação da corregedora do CNJ, Eliana Calmon, mas, em dezembro do ano passado, a apuração foi interrompida por liminar do ministro Marco Aurélio Mello a pedido de entidade ligada à magistratura. Ontem, o STF manteve o poder do CNJ de investigar juízes e servidores da Justiça.

Em 2004, Rogério foi preso, no Rio, pela Polícia Civil do Paraná, em operação que também prendeu os ex-secretários do governo de Jaime Lerner Ingo Hübert e José Cid Campêlo Filho. Eles eram suspeitos de terem desviado R$ 16,8 milhões da Companhia Estadual de Energia paranaense (Copel). De acordo com o site "Consultor Jurídico", a Operação Voo Livre, em 2011, provocou a abertura de três inquéritos contra Rogério por lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. O Ministério Público Federal investiga as movimentações atípicas feitas no TRT-RJ. Rogério é dono da MixTrade, empresa de informática.

Rogério ingressou no tribunal em 23 de março de 1993 como técnico judiciário, na gestão do desembargador José Maria de Mello Porto, assassinado em 2006. O funcionário era concursado do TRT do Espírito Santo. Em nota, a assessoria de imprensa do TRT-RJ informou que ele exerceu a função até 31 de janeiro de 1998, quando foi cedido à Câmara dos Deputados, onde ficou até 2004. O então deputado Carlos Rodrigues, o Bispo Rodrigues, admitiu na ocasião que havia requisitado o servidor para trabalhar em seu gabinete, na área de informática. No mesmo ano, Rogério afastou-se da função, segundo o tribunal, para tratamento de saúde e assuntos particulares, sem receber os salários. Em 1996, ele foi punido pelo tribunal por 45 dias. O servidor retornou ao TRT-RJ em 2 de março de 2007 e, hoje, está lotado na Seção de Protocolo Integrado.

"O tribunal esclarece que, até a presente data, não houve qualquer condenação criminal ou imposição de pena de perda de cargo público relativo ao servidor, fato que poderia impedir a relação estatutária do mesmo com o tribunal. De toda sorte, os fatos ensejadores de ações penais que envolvem o servidor não dizem respeito à atividade exercida junto ao Tribunal", diz a nota do TRT-RJ.

Não havia nenhum mistério, tratava-se de pessoa bastante íntima das autoridades brasileiras - click aqui e veja

No Dia 31 de Janeiro, o Conselho Federal da OAB fará um ato em defesa da competência do CNJ. Nós do movimento OAB DE TODOS faremos um ato pedindo o afastamento de Ophir do CNJ. Ophir é acusado de receber a maior remuneração paga à carreira de Procurador do Estado do Pará, cargo que ocupa sem trabalhar há 14...

18/01/2012 18h12 - Atualizado em 18/01/2012 21h17

Governo anuncia Mercadante em substituição a Haddad na Educação

Marco Antonio Raupp substituirá Mercadante em Ciência e Tecnologia.
Na segunda, os três participarão da primeira reunião ministerial do ano.

O governo anunciou no final da tarde desta quarta (18) que o ministro Fernando Haddad será substituído por Aloizio Mercadante na pasta da Educação. Haddad deixa o governo para disputar, pelo PT, o cargo de prefeito de São Paulo na eleição municipal deste ano.

Para o lugar de Mercadante, atual ministro de Ciência e Tecnologia, vai o atual presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antonio Raupp, segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social.

"A presidenta da República, Dilma Rousseff, agradece o empenho e a dedicação do ministro Haddad à frente de ações que estão transformando a educação brasileira e deseja a ele sucesso em seus projetos futuros"

UM GOVERNO SEM OPÇÕES - FORA HADDAD

Gilvan é preso no batismo do “Governo Paralelo”

Imagem

Ex-senador foi preso ao comandar operação de aterro para desafogar o trânsito na Rodovia Duca Serra. Foi a primeira “obra” do “Governo Paralelo”.

O ex-senador Gilvan Borges (PMDB), que lidera a oposição no Amapá com o “Governo Paralelo”, foi preso ontem (12) em Macapá pela Polícia Ambiental sob acusação de crime ambiental. Por volta de 17 horas, ele comandava uma operação de aterro para abrir uma via alternativa, ligando os bairros Marabaixo I e Marabaixo II, no intuito de desafogar o trânsito na Rodovia Duca Serra, zona norte da capital. Junto com Gilvan, foi preso o operador do trator. O maquinário também foi apreendido.

“O governo não faz, eu tenho que fazer”, disse Gilvan, que foi levado ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval. Após a intervenção de políticos, inclusive o prefeito da capital Roberto Góes, Gilvan foi liberado às 21 horas. Ele foi carregado pelos correligionários que o aguardavam na frente do Ciosp. De acordo com lideranças políticas, a prisão do ex-senador foi desnecessária e revelou a intransigência do governo estadual para lidar com a oposição.

O prefeito Roberto Góes foi um dos primeiros a se manifestar, lamentando o fato. “A situação não precisava ter chegado ao extremo, a ponto de levarem preso o líder do ‘Governo Paralelo’”, enfatizou. “Estamos aqui prestando nosso apoio e deixamos claro que, se depender do nosso incentivo, as obras do ‘Governo Paralelo’ vão continuar”, acrescentou o prefeito.

Confronto anunciado

O primeiro embate entre o Governo Paralelo e o governo do Estado era previsível. Mas ninguém esperava um desfecho extremo. Há 15 dias, Gilvan Borges havia protocolado um ofício no Palácio do Setentrião pedindo providências para resolver os graves problemas de um trecho da Rodovia Duca Serra. No documento, o ex-senador explicitou que se o governo estadual não tomasse a iniciativa, o Governo Paralelo entraria em ação.

Quando comandava a operação de aterro nas proximidades do bairro Marabaixo I, Gilvan Borges foi surpreendido por uma guarnição do Batalhão Ambiental. Sob a alegação de falta de licença ambiental, o ex-senador foi preso, junto com o operador do trator, que também foi apreendido. No Ciosp, Gilvan garantiu que possui a licença, que havia sido expedida pela Prefeitura de Macapá. O documento foi entregue pelo prefeito Roberto Góes.

Ao chegar ao Ciosp, Gilvan Borges classificou sua prisão de “perseguição” do governo. “Fui preso porque quero salvar vidas”, declarou, lembrando que no ano passado ocorreram mais de 100 acidentes de trânsito com 15 vítimas fatais na rodovia Duca Serra. Ao ser liberado, por volta de 21 horas, Gilvan disse que sua prisão não vai frear o ‘Governo Paralelo’. Nos próximos dias, ele pretende climatizar a Maternidade Mãe Luzia.

“Oligarquia covarde e truculenta”

A prisão de Gilvan Borges provocou uma grande movimentação em frente ao Ciosp do Pacoval. Além dos curiosos e correligionários do ex-senador, o prefeito Roberto Góes e vários parlamentares de oposição ao governo estadual estiveram na unidade policial prestando apoio a Gilvan, entre eles os deputados Edinho Duarte, Sandra Ohana, Marília Góes e o vereador Acácio Favacho.

“Estamos aqui para garantir que os direitos do líder do ‘Governo Paralelo’ não sejam violados”, afirmou Edinho Duarte. Ele contestou a versão a alegação de crime ambiental apresentada pela polícia. “O que aconteceu não chega a ser crime ambiental, uma vez que a obra ainda estava sendo iniciada à margem da Rodovia Duca Serra e pelo fato de Gilvan já ter providenciado a licença ambietal”, frisou.

No início da noite, a prisão de Gilvan Borges ganhou destaque na mídia nacional. Com o governador Camilo Capiberibe viajando, apesar da repercussão negativa da prisão na mídia nacional, a governadora em exercício, Doralice Nascimento, não se manifestou sobre o assunto. O posicionamento do governo estadual limitou-se a um comunicado da Polícia Militar.


A nota oficial da PM informou que o Batalhão Ambiental foi acionado pelo Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), através de denúncia de populares e que “ao chegar no local constatou que Gilvan Borges, com o uso de um trator, estava aterrando uma área de ressaca, às margens da rodovia, sem a devida licença dos órgãos ambientais para efetuar tal procedimento”.

Ao delegado de plantão, Gilvan Borges esclareceu que a obra previa o aterramento da área para a construção de uma rotatória, com o objetivo de escoar o trânsito, além da instalação de um semáforo para garantir a segurança dos pedestres e motoristas.

Após ser liberado, Gilvan endereçou críticas contundentes ao governo. “Não podemos nos acovardar diante dessa oligarquia covarde e truculenta”, declarou, referindo-se à família Capiberibe. E prometeu que “ainda vamos inaugurar a sede do ‘Governo Paralelo’”. (Régis Sanches / Alexandra Flexa/aGazeta)

MPF-GO denuncia presidente da Conab por fraude no exame da OAB

Evangevaldo Moreira está entre 101 acusados pela Procuradoria de Goiás.
Em nota, ele diz que não foi chamado pelo MPF para dar explicações.

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Evangevaldo Moreira dos Santos, está entre os 101 denunciados pelo Ministério Público Federal em Goiás por fraudes no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) 2006/2007.

Em nota, a Conab afirmou que não existe inquérito sobre o presidente da companhia, mas sim um inquérito sobre outras pessoas que cita o nome de Evangevaldo. Afirmou ainda que, em 2006, a Procuradoria chegou a isentar o presidente de "implicações legais, que estranhamente, em novos cenários políticos, passou a levantar contra ele".

"A essas inconsistências se soma o fato do Senhor Evangevaldo Moreira dos Santos jamais ter sido chamado pelo Ministério Público Federal, autor da denúncia, para depor ou prestar esclarecimentos sobre os delitos dos quais o acusam", diz a nota - veja a íntegra no fim da reportagem.

A Conab foi a origem das denúncias de irregularidades que levaram à saída do ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi do governo. Em auditoria, a Controladoria Geral da união (CGU) apontou "falhas graves" na Conab, como pagamentos a empresas em nome de "laranjas", e citou como "urgente" a reestruturação da compahia.

Na sexta (16), a Procuradoria havia informado que apresentou à Justiça 18 peças acusatórias contra 101 pessoas. De acordo com as denúncias, os candidatos pagavam cerca de R$ 15 mil para serem aprovados na prova exigida para exercer a profissão de advogado.

Entre os acusados estão representantes da Comissão de Estágio e Exame de Ordem, além de 93 candidatos que supostamente pagaram pela aprovação.

Em nota divulgada na segunda (19), o MPF informou que Evangevaldo Moreira dos Santos intermediou a aprovação de candidatos.

Conforme a Procuradoria, na época da suposta fraude o atual presidente da Conab comandava a Agência Ambiental em Goiás e "era amigo íntimo de um dos membros da quadrilha que fraudava a prova".

"Em conversas interceptadas pela Polícia Federal, ele demonstrava pleno conhecimento das práticas criminosas da quadrilha, repassando, inclusive, dados pessoais [de um dos candidatos] para que se operasse as fraudes voltadas à aprovação ilícita nas provas. O detalhe era que o beneficiário era subordinado do denunciado no órgão estatal", diz o MPF

Conforme o MPF, o presidente da Conab participou de supressão de documento público, falsificação e uso de documento público materialmente falso e violação de sigilo funcional.

O suposto esquema
A denúncia detalha a forma como os fraudadores atuavam. A principal acusada suprimia os cartões de respostas originais dos candidatos beneficiários, substituindo-os por outros, falsos. Na prova subjetiva, ela repassava as folhas de respostas em branco, para uma das intermediárias, para que os candidatos redigissem outras provas prático-profissionais.

O MPF começou a investigar o caso após a Polícia Federal deflagrar a “Operação Passando a Limpo", em 2007, que resultou na prisão de 11 pessoas. No entanto, o procurador Helio Telho pediu o arquivamento do processo contra quatro dos 11 detidos na época. Na denúncia, ele argumenta a falta de "justa causa para a ação penal".

Veja a nota divulgada pela Conab:

"Esclarecemos que não existe inquérito contra o Senhor Evangevaldo Moreira dos Santos, mas apenas um contra outras pessoas, em cujos autos seu nome aparece. Tal processo foi aberto em 2006 e estava parado desde maio de 2009, sem elementos para ser levado adiante. Na sexta-feira passada, dia 16, sua baixa foi cancelada, tendo sido restaurada a movimentação processual.

Segundo as palavras do Procurador da República responsável pela denúncia, Hélio Telho, “o lapso temporal” (de 05/05/2009 a 16/12/2011) decorre do “trabalho incompleto realizado pela Polícia Federal, não tendo o material apreendido passado por perícia, nem sido analisado ou cruzado com o conteúdo das escutas telefônicas” que eles alegam existir. Na verdade, em 2006, o mesmo Procurador havia defendido o Sr. Evangevaldo das implicações legais que, estranhamente, em novos cenários políticos, passou a levantar contra ele.

Considerando o recesso da Justiça e confiando nas informações disponíveis no site do Ministério Público Federal de Goiás e do Tribunal Federal da Primeira Região, o suposto delito que lhe é imputado seria o de ter intermediado a aprovação de um subordinado seu no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, à época em que trabalhava na Agência Ambiental de Goiás. Ressaltamos que tal subordinado foi reprovado no exame da OAB, tendo obtido nota 01 na prova que o citado Procurador alega ter sido comprada.

A essas inconsistências se soma o fato do Senhor Evangevaldo Moreira dos Santos jamais ter sido chamado pelo Ministério Público Federal, autor da denúncia, para depor ou prestar esclarecimentos sobre os delitos dos quais o acusam. Sobre isto, resta a dúvida: como seria possível “o investigador” não inquirir “o investigado”?

A denúncia registrada pelo Ministério Público no Inquérito Policial sequer foi oferecida, conforme consta no andamento processual disponível para consulta no site do TRF1. Quem quiser pode consultar o Processo em questão (nº 2007.35.00.012889-9) na página do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, na Internet. Basta clicar no link http://www.go.trf1.gov.br/index.htm e realizar a consulta, confirmando os nossos esclarecimentos. Trata-se apenas de um inquérito, ainda em apuração (desde 2006), para verificar se houve ou não o delito.

Lembramos que o dever do Ministério Público é investigar e não julgar, assim como o dever da imprensa é informar a verdade, da melhor forma possível, e não colaborar com a propagação de factóides, que às vezes são produzidos por interesses escusos, objetivando induzir a opinião pública ao erro. De qualquer forma, o fundamental é deixar que o Judiciário, se for o caso, julgue a situação.

É no mínimo curioso que na denúncia, que sequer foi protocolizada em juízo, o Senhor Evangevaldo Moreira dos Santos conste como “atual Presidente da Conab”, o que evidencia uma flagrante conotação política ao evento, tendo em vista que os supostos episódios nos quais “ele estaria envolvido” se deram em 2006, quando tal realidade não existia e, portanto, não se insere no contexto da análise legal.

O Presidente da Conab, já há algum tempo, vem sofrendo da “crônica de uma morte anunciada”. Mudou o Ministro, mudaram os membros do Conselho de Administração da Companhia, o Procurador-Geral, o Auditor Interno, o Corregedor-Geral, o Diretor Financeiro e ele ficou: permaneceu, porque nada foi encontrado que o implicasse ou que decorresse de sua responsabilidade, nem pela Controladoria-Geral da União (CGU) nem por outros órgãos de controle.

Até as recomendações feitas pela CGU à Conab, no tão esperado relatório de auditoria, já haviam sido detectadas pela fiscalização interna da Companhia e, mesmo antes do resultado apontado, medidas estruturais e contingenciais já haviam sido tomadas.

Como diz a propaganda de um conhecido veículo de comunicação “uma grande mentira pode ser contada apenas com verdades”. Dessa forma, a realidade passa a ser uma conquista de quem a busca honestamente, questionando, investigando e especialmente refletindo. "

PSDB destaca ligação entre presidente da Conab e fraude no exame da OAB

Para o líder do partido na Câmara, Duarte Nogueira, suposto envolvimento de chefe da Companhia Nacional de Abastecimento com quadrilha mostra falta de critério do PT na escolha dos servidores

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo

Respaldo. Sobrevivente até agora da faxina desencadeada no Ministério da Agricultura em agosto, quando caiu o ministro Wagner Rossi, o presidente da Conab é afilhado político do líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO). Ele foi denunciado pelos crimes de supressão de documento público, uso de documento falso e violação de sigilo funcional. Durante a crise na Agricultura, a limpeza na Conab foi colocada como prioridade da faxina determinada por Dilma.

Santos entrou na lista de demissionários, mas acabou sobrevivendo. Na Conab, que administra um orçamento de R$ 2,8 bilhões, o loteamento dos cargos foi dividido entre PMDB, PT e PTB, que agora se engalfinham por hegemonia. "Enquanto essa cultura não for modificada e não houver uma limpa geral na máquina pública, esses erros continuarão ocorrendo", disse o líder tucano.

LEIA O LIVRO (click aqui)

Nos dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diversos casos de corrupção sacudiram o País. O mais grave ficou conhecido como escândalo do mensalão. Dirigentes do PT foram denunciados por montar uma organização criminosa. Lula tratou de abafar investigações e proteger correligionários e aliados.

CORRUPÇÃO RIO S.A: Justiça bloqueia bens de Lindbergh Farias e mais oito. Grupo responde por fraudes na prefeitura de Nova Iguaçu

Jornal do Brasil

A Justiça do Rio, através da 1ª Vara Cível de Nova Iguaçu, tornou indisponíveis todos os bens móveis e imóveis do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e de mais oito pessoas e três empresas que respondem ação civil de improbidade administrativa por supostas fraudes em licitações.

A decisão foi proferida no último dia 27 de julho e se refere a fatos relativos ao período em que Lindbergh era prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O pedido, feito pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, foi deferido em caráter liminar, e o mérito da solicitação ainda será analisado. A juíza Maria Aparecida Silveira de Abreu negou o bloqueio em relação a outros dois réus do processo, o município de Nova Iguaçu e a Companha de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni).

De acordo com a assessoria de imprensa do senador, os advogados já recorreram da decisão. A assessoria diz que o senador só é réu na ação porque, como prefeito, assinou os documentos, mas não participou do processo de licitação. Ainda conforme a assessoria, o Tribunal de Contas do Estado do Rio aprovou o processo sem questionamentos.

Conforme a decisão da juíza, a ação civil foi instaurada porque "foi verificado fracionamento das licitações para obras de saneamento em diversas localidades de Nova Iguaçu, mediante a modalidade licitatória da tomada de preços, que reduz a competitividade do certame, pela menor publicidade".

A juíza diz ainda que há "fortes indícios de violação de diversas normas de regência do procedimento licitatório" e "favorecimento a uma empresa supostamente de fachada".

No pedido, o Ministério Público solicita também a condenação dos réus com base na Lei de Improbidade Administrativa, ressarcimento de danos ao erário e declaração de nulidade de todos os contratos celebrados pelo município com as empresas suspeitas. Não há previsão para análise do mérito do pedido.

03/03/2011

Senadores do PT defendem exame da OAB

O Parecer pela rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 1/10) que considera o diploma de curso superior suficiente para comprovar a qualificação profissional dos formados - e com isso acaba com a exigência do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - foi aprovado, por unanimidade, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (2/3).

A matéria se for aprovada impede que instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizem exames de admissão ao mercado de trabalho.

Em relação ao exame da OAB o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), considera que é uma forma de controlar a qualidade dos profissionais e também estimula o aperfeiçoamento dos cursos de Direito. Segundo ele, as Instituições de ensino com baixo nível de aprovação nas provas da Ordem têm sido rejeitadas pelos vestibulandos.
Aqueles que concluíram o curso de Direito é que são submetidos às provas da OAB o que permite uma avaliação indireta das faculdades e universidades.

Lindbergh Farias lembrou que faculdades inoperantes tem sido desativadas e que foram fechadas 23 mil vagas do curso de Direito. A senadora Marta Suplicy (PT-SP) e outros parlamentares defenderam o descredenciamento de faculdades de Direito em que o ensino seja de baixa qualidade.

O senador Jorge Viana (PT-AC) argumentou que, nos próximos anos, o Brasil deve atingir um padrão de qualidade no ensino superior que permitirá uma reavaliação da aplicação desses exames. O senador também ressaltou que o Ministério da Educação está fazendo o acompanhamento da qualidade do ensino superior no país.

Mesmo com o resultado pela rejeição da PEC, a matéria ainda poderá ser analisada pelo Plenário do Senado. Para isso, em dois dias úteis, pelo menos nove senadores devem apresentar recurso à Mesa. Se isso ocorrer, o Plenário votará a proposta de emenda à Constituição, e não o parecer da CCJ. Este foi o entendimento da Secretaria Geral da Mesa, que se baseou no artigo 254 do Regimento Interno. A matéria será arquivada se este recurso for apresentado.

Fonte:
Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado

O senador Jarbas Vasconcelos, do PMDB, resolveu desabafar. Falou que no seu partido, o PMDB, a corrupção está praticamente institucionalizada. O PMDB reagiu, disse que o senador estava apenas desabafando e ainda passou a bola para frente. Para o partido, o PSDB e o PT são tão corruptos quanto. Mas é interessante notar que ninguém fez nada, ninguém falou em CPI.

Operação da PF prende pivô do caso Waldomiro Diniz

Chefes da máfia de caça-níqueis foram detidos, entre eles, Carlinhos Cachoeira, protagonista do escândalo dos bingos

iG São Paulo | 29/02/2012 10:10 - Atualizada às 10:44

Segundo o MP, foram cumpridas oito prisões preventivas, 27 prisões temporárias, 10 ordens de condução coercitiva e buscas e apreensões em diversas localidades. Entre os presos, que já estão na sede da PF, em Brasília, está o líder da quadrilha, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que determinava o fechamento e abertura de casas de jogos no território de seu domínio.

Pivô da crise dos bingos, Carlinhos Cachoeira foi autor da gravação em que Waldomiro Diniz aparece negociando propina do jogo do bicho

Carlinhos Cachoeira foi um dos protagonistas do primeiro escândalo político que marcou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A crise foi aberta pela divulgação de uma gravação em que o então subchefe da Casa Civil para Assuntos Parlamentares, Waldomiro Diniz, negocia com Cachoeira o recebimento de dinheiro do jogo do bicho. Waldomiro era homem de confiança do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

O dinheiro iria reforçar o caixa dois das campanhas de Rosinha Garotinho e Benedita da Silva ao governo do Estado. Bispo Rodrigues, então deputado federal, foi afastado da Igreja Universal por também aparecer como beneficiário do esquema.

Leia também: Justiça acolhe denúncia contra Waldomiro Diniz

O grupo, segundo a PF, operava há mais de 17 anos com a conivência de algumas autoridades de segurança pública, em pontos em Goiânia e Valparaíso de Goiás, e contavam com a ajuda de agentes de segurança pública, que atuavam mediante o pagamento de propina.

Eles davam suporte ao funcionamento das casas do grupo, seja não realizando ações interventivas, seja comunicando os criminosos sobre trabalhos dos órgãos de persecução no enfrentamento à organização, especialmente para que as casas e máquinas caça-níqueis fossem transferidas de local.

Durante a investigação, que durou cerca de 15 meses, foram identificados como integrantes do grupo criminoso infiltrados na área de segurança pública dois delegados de Polícia Federal de Goiânia, seis delegados da Polícia Civil de Goiás, três tenentes-coronéis, um capitão, uma major, dois sargentos, quatro cabos e 18 soldados da Polícia Militar de Goiás, um auxiliar administrativo da Polícia Federal em Brasília, um policial rodoviário federal, um agente da polícia civil de Goiás e um agente da polícia civil de Brasília, um sargento da Polícia Militar de Brasília, um servidor da Polícia Civil de Goiás, um servidor da Justiça Estadual de Valparaíso de Goiás.

Relembre as acusações do caso Waldomiro Diniz:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Click na barra e no link

 

 

 

Escândalos nacionais
Os principais casos de
corrupção e fraudes que chocaram os brasileiros


 

 
 
 
 

Personagens 'ilustres'
Os políticos, juízes e empresários acusados de envolvimento em crimes

 
 
 
 

Medidas de combate
A reação das instituições e da sociedade brasileira para combater o mal

 
 
 
 
 
 
 
 

Mensagens de blog

#JulgamentoMensalaoJa: Vazou a relação dos telefones grampeados da CPI do Cachoeira

----- Original Message -----
From:…
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Postado por Brazil No Corrupt em 10 maio 2012 às 11:15

Para RT @VEJA no #JulgamentoMensalaoJa quais serão os #bandidosdetoga a favor do Mensalão e contra o Brasil

Notícias STF

 

Quarta-feira, 09 de maio de 2012

 

Supremo racionaliza rito para julgamento do mensalão

 

No…

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Postado por Brazil No Corrupt em 9 maio 2012 às 19:13

Lista dos membros do MAVI

Racional Hiperativo…

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Postado por Brazil No Corrupt em 6 maio 2012 às 23:34

Demóstenes apoia a máquina caça - níquei$$ da OAB.

Em defesa do Senado Federal, do PLS  186/2006 e da PEC nº01/2010 (Fim do  caça - níquei$$  Exame de Ordem )



VASCO VASCONCELOS.

 

Segundo os historiadores o Senado Federal foi criado junto com a primeira Constituição do…

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Postado por Hércules Domingues em 13 abril 2012 às 1:31

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Bacharéis sem trabalho processam faculdades nos EUA

João Ozorio de Melo

Nos Estados Unidos, estudantes de Direito que se formam mas não encontram trabalho, já têm o que fazer nos tribunais: processar as faculdades de direito. Apenas neste mês, um grupo de sete firmas de advocacia, que representa bacharéis desempregados, já moveu ações coletivas contra 12 faculdades de direito e está pronto para processar mais 20. O grupo promete transformar 2012 no "ano do contencioso contra faculdades de direito". Essa é a nova onda de ações judiciais no país, diz o site Above the Law.

Os bacharéis estão processando as faculdades de direito por danos, resultantes da publicidade enganosa das faculdades e de indução a erro. Os anúncios da faculdades de direito em seus sites e em diversas publicações convencem futuros universitários de que vale a pena investir em curso de Direito, porque o mercado de trabalho está melhor do que nunca. Para se formar em advocacia, os estudantes contraem uma dívida média de US$ 150 mil, nos EUA. Mas, quando terminam o curso não encontram trabalho, nem mesmo vaga de estagiários.

No entanto, o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Chicago, Brian Leiter, que escreve um blog bastante popular sobre educação jurídica, afirma que as ações coletivas têm pouca chance de sucesso. Tudo que as faculdades de Direito têm de fazer é declarar que seguiram as regras estabelecidas pela American Bar Association (ABA — a ordem dos advogados dos EUA). Nove de 15 faculdades denunciadas nas ações (três foram processadas no ano passado, somando-se às 12 processadas este mês) já declararam à agência Reuters que não fizeram nada de errado.

O fato é que as orientações prestadas pela ABA, que credencia as faculdades de Direito, sempre foram muito vagas, no que se refere aos dados sobre mercado de trabalho que devem divulgar. Historicamente, a ABA orienta as faculdades de Direito a seguir os dados disponibilizados pela Associação Nacional para Colocações na Área Jurídica (NALP — National Association for Law Placement). No entanto, a NALP não distingue o que é trabalho que requer diploma de advocacia do que não requer. No ano passado, quando os bacharéis começaram a botar a boca no trombone, a ABA pediu às faculdades que prestem informações mais detalhadas sobre o mercado de trabalho, como onde, como e se os formandos têm conseguido trabalho.

Antes dessa mudança, as faculdades de Direito anunciavam que mais de 90% de seus bacharéis encontravam trabalho em menos de nove meses, depois da formatura. Em suas ações, os bacharéis alegam que, com seu marketing e outros esforços de divulgação, as faculdades os induziram a erro, levando-os a pensar que essa percentagem se referia ao volume de colocações no mercado de trabalho na área jurídica.

Por exemplo: uma ação judicial foi movida em 1º de fevereiro contra a Faculdade de Direito de Brooklin, que anunciou que as taxas de contratação de seus formandos era de 88% a 98%, em um período de nove meses, após a formatura. Um queixoso, Adam Bevelacqua, alegou que foi induzido a erro, o que o levou a tomar dezenas de milhares de dólares em empréstimos, para fazer o curso, e não consegue encontrar emprego na área jurídica, um ano depois de se formar. Naquele ano, a faculdade teria divulgado uma taxa de emprego de 90% para seus bacharéis, no prazo de nove meses. Uma porta-voz da faculdade declarou à Reuters que a ação não tem mérito e que a faculdade vai se defender vigorosamente contra ela no tribunal.

O reitor da Faculdade de Direito Williams Roger de Rhode Island, David Logan, disse que embora os dados fornecidos pelas faculdades possam ser "opacos", a ação coletiva não tem mérito porque as faculdades seguem os padrões estabelecidos. "Trombetear grandezas não é a mesma coisa que fraude", argumentou. As ações também vão depender de quão forte é a legislação de proteção ao consumidor em cada estado, disse o professor da Universidade de Saint Louis, Douglas Rush, especializado em educação jurídica. Ele afirma que a NALP e a ABA fornecem explicações sobre o termo "empregado". Se os estudantes não se deram ao trabalho de lê-las, os tribunais vão dizer: "Que pena, o queixoso perde".

Por outro lado, alguns estados, com legislação que protege um pouco melhor os consumidores, pode concluir que foi uma publicidade enganosa anunciar a um "bando de estudantes deslumbrados" que 95 dos bacharéis estão empregados, enquanto apenas 22% estão trabalhando na área jurídica. Outros podem estar empregados em lojas do McDonalds, Wal-Mart... Não há como não aceitar qualquer emprego que aparece, dizem os estudantes. Afinal, eles têm uma dívida de US$ 150 mil, mais ou menos, para pagar.

João Ozorio de Melo é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 26 de fevereiro de 2012

 


 

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