Articulação para abrir vaga a Wadih Damous na Câmara constrange deputados do PT

Lula quer que ex-presidente da OAB, crítico da condução da operação Lava Jato, faça debate jurídico em Brasília

POR FERNANDA

BRASÍLIA — A operação montada, a pedido do ex-presidente Lula, para abrir uma vaga na Câmara para o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Wadih Damous está causando constrangimento na bancada federal do PT. O presidente do partido no Rio, Washington Quaquá, pressiona para que um dos deputados assuma uma secretaria na administração Eduardo Paes. Diante das negativas, a última aposta é o deputado Fabiano Horta (PT-RJ).

Segundo petistas, a avaliação de Lula é que a bancada do PT carece de quadros com formação jurídica para fazer um debate qualificado, no momento em que o partido e o governo Dilma Rousseff enfrentam a operação Lava-Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras.

O assunto foi discutido na terça-feira em reunião de Paes com Quaquá e o vice-prefeito Adilson Pires (PT). O presidente do diretório regional petista ficou de procurar os deputados Chico D’Ângelo e Horta. Segundo Pires, não foi especificada qual seria a secretaria.

Eu vou continuar em Brasília. Acho muito importante a presença do Wadih Damous, mas eu fui eleito e quero exercer meu mandato. E uma coisa é você ser chamado para uma função por seus méritos, outra é para abrir vaga para outra pessoa. Querem que ele assuma porque é ex-presidente da OAB, muito preparado, e tem um leque de aliados no mundo jurídico, o que, nesse momento, é muito importante — disse Chico D’Ângelo (PT-RJ) ao GLOBO.

Lula teria ficado bem impressionado com discurso feito por Damous no ato em defesa da Petrobras realizado, no final de fevereiro, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Na ocasião, o ex-presidente da OAB criticou a condução das investigações da Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro, alegando que o direito de defesa não estaria sendo garantido.

Damous também tem feito críticas à delação premiada, um dos principais instrumentos na investigação da Lava Jato. “Hoje, o que mais se assemelha à tortura, por clara violação da ética e da racionalidade exigidas do Estado, é a figura da delação premiada”, escreveu ele em artigo publico no GLOBO mês passado.

— A bancada do PT não tem uma pessoa com perfil mais jurídico, capaz de fazer um debate qualificado nessa área. Neste momento de gravidade política, não basta ir à tribuna com um discurso que funciona na rua. Na Câmara é diferente. Tem que ter alguém com argumentos consistentes — disse Adilson Pires.

Afilhado político de Quaquá, Horta afirmou que os dois conversarão sobre o assunto na próxima sexta-feira:

Não posso dizer nem sim nem não porque ainda não falei com ele. Não vou falar sobre hipótese — disse Horta.

Segundo Chico D’Ângelo, Quaquá o havia procurado há cerca de dois meses e oferecido a secretaria municipal de Habitação. O presidente regional do PT voltou a ligar nesta terça-feira.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) ficou inviabilizada depois que a 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio determinou, na semana passada, o bloqueio de seus bens e a quebra de seus sigilos bancário e fiscal. Ela é acusada pelo Ministério Público de improbidade administrativa por dispensar licitação e gerar “grave prejuízo” ao patrimônio público estadual, em contratos quando foi secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. Benedita ficou no cargo de 2007 a 2010, durante o primeiro mandato de Sérgio Cabral.

O deputado Alessandro Molon, por sua vez, é contra esse arranjo e o deputado Luiz Sérgio é relator da CPI da Petrobras, não podendo largar essa tarefa.

Deputado do PT diz que Juiz Moro tem 'traços de paranoia' e que a Lava Jato deve ser 'anulada'

Desespero batendo forte

Com a delação de Pessoa, da UTC e ainda com mais delações podendo ocorrer a qualquer momento pelo Odebrecht, que ainda reluta, os petistas estão desesperados e partindo para uma série de ataques ao Juiz Moro, à Força Tarefa e contra a Lava Jato.

E MAIS: Delator 'detona' governo ao entregar lista de quem recebeu dinheiro desviado da Petrobras

REVEJA, NA SEMANA: Presidente da Odebrecht, preso em Curitiba, manda bilhete por advogado para destruirem E-mails

Vejam os absurdos que saem da boca de uma ex-presidente da OAB/RJ e que atualmente é um deputado do PT:

No exercício de seu primeiro mandato político há pouco mais de um mês na Câmara, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro Wadih Damous (PT-RJ) já se destaca como uma das principais vozes do partido contra a operação policial que mergulhou o governo Dilma Rousseff em sua maior crise política. Para o deputado, a Lava Jato é conduzida de forma “abusiva” e “arbitrária”, desrespeita direitos e garantias fundamentais dos cidadãos e representa uma “ameaça” à democracia e à economia do país.

“O juiz que preside esse inquérito, o Dr. Sérgio Moro, tem traços de paranoia, porque ele coloca a hipótese acima do fato. Juiz não pode trabalhar com hipóteses. A polícia e talvez Ministério Público, sim. Mas o juiz não. O juiz trabalha com elementos objetivos”, dispara. Segundo ele, o magistrado usou de hipóteses para prender, por exemplo, executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez na semana passada. “Ele estabeleceu um padrão de prisão preventiva absolutamente inconstitucional e arbitrário. Usa a prisão para chantagear, para obter delações”, complementa.

Nesta entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, Wadih sugere que o Supremo Tribunal Federal (STF) invalide a operação que apontou a existência de um esquema bilionário de corrupção na Petrobras. Na avaliação dele, a Lava Jato está contaminada por arbitrariedades, como as prisões prolongadas para coagir, segundo ele, os acusados a aderirem à chamada delação premiada – instrumento que possibilita ao investigado a redução da pena mediante colaboração com a Justiça.

Para o deputado, a delação premiada consiste numa “farsa”. “O delator, para mim, chegou ao ponto mais baixo da espécie humana. Tenho ojeriza a delatores, a dedo-duro. Quem lutou contra a ditadura sabe o que é ser um dedo-duro, um delator. O juiz Sérgio Moro acha isso essencial, mostrando a impotência e a incapacidade de fazer uma investigação mais aprofundada. Quem está delatando provavelmente está mentindo, total ou parcialmente”, considera.

O ex-presidente da OAB-RJ admite que, devido à repercussão do caso, uma eventual anulação da Lava Jato criaria um desgaste maior para o Supremo em relação à derrubada de outras duas grandes operações, a Satiagraha e a Castelo de Areia, também invalidadas sob o argumento de que houve abusos e ilegalidades nas investigações. Ainda assim, avalia, os ministros precisam agir de acordo com a própria consciência.

Manifesto

“Espero que o STF, no momento adequado, não se curvando à pressão da grande imprensa e de uma pseudo-opinião pública, coloque um ponto-final nesse negócio, a Operação Lava Jato”, defende Wadih Damous. O deputado prepara o lançamento de um manifesto contra Sérgio Moro e a Lava Jato, com o apoio de outras figuras do meio jurídico.  O objetivo, explica, é defender a democracia e mostrar que Moro não tem a “unanimidade” que se vê nos veículos de comunicação. “Vamos reunir juristas de todo o país para bradar contra as arbitrariedades da Lava Jato.”

A ofensiva do ex-presidente da OAB-RJ, no entanto, contraria a posição de entidades ligadas à magistratura e ao Ministério Público, que têm declarado total apoio a Sérgio Moro e aos demais investigadores da Lava Jato. “Isso não me comove. Não mostra que o juiz está com a razão, mas que a arbitrariedade ganhou espaço em amplos setores da magistratura. Se isso é verdade, é lamentável, porque as arbitrariedades cometidas pelo juiz são gritantes. Qualquer estudante de Direito minimamente preparado sabe disso”, critica o petista.

Corrupção

Para o deputado, os métodos utilizados na Lava Jato põem em dúvida até mesmo a existência do esquema de corrupção em torno da Petrobras. Balanço divulgado pela estatal estima em mais de R$ 6 bilhões as perdas com desvios de recursos na companhia. Na avaliação de Wadih, o combate à corrupção não pode ignorar princípios da democracia, como o da ampla liberdade de defesa.

“Não é a corrupção o grande mal do país. A corrupção é um mal que, como qualquer mal ou crime, tem de ser combatido, mas com os instrumentos da democracia. Tem gente que defende que para pegar essa turma tem de ser com arbitrariedade mesmo. Eu não concordo com isso. Estou fora disso”, afirma. “Toda vez que a lei e a Constituição forem desrespeitadas, vou reclamar. Não acho que a corrupção seja um bem maior que os outros, não é maior que a vida, que a educação, a saúde”, emenda.

Wadih afirma que o “padrão” da Lava Jato segue o modelo do julgamento do mensalão, no qual, segundo ele, o Supremo usou “coisas esdrúxulas e idiotas” para condenar petistas históricos, entre outros políticos, banqueiros e demais operadores do esquema. “Ficam esses juízes metidos a justiceiros, mandando e desmandando no país. E o pior: este juiz [Sérgio Moro] quer quebrar a economia brasileira? Ele e esses procuradores querem o quê? Desnacionalizar setores estratégicos da economia nacional? Colocar no olho da rua milhares de trabalhadores? É para isso que existe a Operação Lava Jato?”

Moro

Procurado para comentar as declarações do deputado, Sérgio Moro evitou polêmica e referiu-se ao parlamentar apenas como advogado: “Não tenho a intenção de responder ao advogado”.

Nesta semana, Moro recebeu manifestação de “total apoio” por parte da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), da qual faz parte, em resposta às críticas dirigidas a ele pelos advogados dos executivos das empreiteiras presos. Ontem, o Conselho Federal da OAB pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que se manifeste sobre a inconstitucionalidade das prisões provisórias que tenham como objetivo obrigar os acusados a assinarem delações premiadas.

Presidente da OAB-RJ por dois mandatos, Wadih Damous se licenciou do Conselho Federal da Ordem para assumir o mandato na Câmara. A vaga foi aberta com a saída do titular, Fabiano Horta (PT-RJ), para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário do Rio. Advogado com 35 anos de carreira, Wadih foi escalado nos últimos dias para ocupar uma das cadeiras do PT na CPI da Petrobras. A ideia, defendida por petistas como o ex-presidente Lula, é que ele faça uma defesa veemente do partido e do governo na comissão.

A entrevista foi concedida pelo deputado fluminense na última terça-feira, antes, portanto, da divulgação da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, que disse ter repassado dinheiro desviado da Petrobras para 18 políticos, inclusive a campanha da presidente Dilma, no ano passado. (As informações são do Congresso em Foco)

 

 

 

12/6/2015 às 14h52 (Atualizado em 12/6/2015 às 16h57)

Lava Jato: Itamaraty quer impedir divulgação de documentos que ligam Lula à Odebrecht

Jornal tem acesso a memorando em que ministério pede sigilo a dados que são públicos

Do R7

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) pretende evitar a divulgação de documentos públicos que ligam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à empreiteira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato da PF (Polícia Federal). Reportagem do site do jornal O Globo desta sexta-feira (12) informa que a ordem surgiu após pedido de um jornalista com base na Lei de Acesso à Informação.

A determinação partiu do diretor do DCD (Departamento de Comunicações e Documentação) da pasta, ministro João Pedro Corrêa Costa. O diário carioca conseguiu um memorando em que o ministro sugere a colegas transformar documentos sigilosos em “reservados” do ministério que citam a Odebrecht de 2003 a 2010. A lei permite consulta pública a esses documentos.

A lei sancionada por Dilma Rousseff em 2012 prevê que os documentos “reservados” perdem o sigilo em cinco anos e, no ofício do ministério, o diretor sugere a reclassificação em “secreto”, o que amplia o prazo para divulgação para 15 anos. Assim, o prazo para divulgação ainda seria de dez anos.

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O pedido aos documentos, via Lei de Acesso à Informação, foi feito pelo jornalista Filipe Coutinho, da revista Época. Ele queria acesso aos despachos e telegramas reservados do Itamaraty que citam a Odebrecht e, por causa do prazo, deveriam ser públicos.

O repórter não se refere a Lula no pedido de informações ao ministério. Porém, o próprio ministro sugere a reanálise dos documentos antes de atender ao pedido do repórter.

— Nos termos da Lei de Acesso, estes documentos já seriam de livre acesso público. Não obstante, dado ao fato de o referido jornalista já ter produzido matérias sobre a empresa Odebrecht e um suposto envolvimento do ex-presidente Lula em seus negócios internacionais, muito agradeceria a Vossa Excelência reavaliar a anexa coleção de documentos e determinar se há, ou não, necessidade de sua reclassificação para o grau de secreto.

No final de abril, reportagem da revista Época informou que o Ministério Público investigava "supostas vantagens econômicas obtidas, direta ou indiretamente, da empreiteira Odebrecht pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 a 2014, com pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente os governos da República Dominicana e Cuba, este último contendo obras custeadas, direta ou indiretamente, pelo BNDES".

De acordo com a reportagem, o MP acredita que o ex-presidente pode ter exercido influência para obter contratos para empreiteiras do País para obras na República Dominicana e Cuba.

Antes de liberar um documento desclassificado, o governo pode se debruçar sobre o conteúdo para checar se há algum trecho a ser protegido por motivo legal ou que possa violar a intimidade de uma pessoa, segundo a Lei de Acesso à Informação. Quando isso ocorre, o documento pode ser publicado com tarjas nos trechos ainda sensíveis.

Outra opção do órgão é reclassificar o texto para manter o sigilo por mais tempo. Porém, a lei não prevê proteger a imagem de ex-presidentes da República por conta de reportagens jornalísticas — motivo que levou o ministro a pedir a reavaliação dos documentos.

DILMA DECRETA SEGREDO PARA 760 DOCUMENTOS ENVOLVENDO A ODEBRECHT

DILMA TORNA SECRETOS DOCUMENTOS QUE LIGAM LULA A ODEBRECHT

Publicado: 17 de junho de 2015 às 09:34

TELEGRAMAS E ESTÃO EBNTRE OS 760 DOCUMENTOS DO ITAMARATY, SOBRE LULA E/OU ODEBRECHT QUE AGORA SÃO "SIGILOSOS" OU "SECRETOS". (FOTO: ABR)

A presidente Dilma tornou “secretos e reservados” cerca de 760 documentos envolvendo a empreiteira Odebrecht, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato e a que mais foi beneficiada pelos financiamentos do BNDES no exterior.

O sigilo do governo abrange o período em que a empresa começou a pagar viagens ao exterior do ex-presidente Lula, investigado pelo Ministério Público Federal por sua atuação como lobista da empreiteira. Alguns documentos poderão ficar “secretos” até o ano de 2030.

De acordo com o site da revista Época, o Itamaraty decretou o segredo por até 15 anos de pelo menos 141 documentos secretos e 619 reservados que citam a Odebrecht — apenas no governo Dilma.

Os dados foram prestados pelo diretor de Comunicação e Documentação, João Pedro Costa, após uma consulta da revista por meio da Lei de Acesso à Informação. Costa foi o mesmo diplomata que sugeriu, por meio de memorando à Subsecretaria Geral da América do Sul, Central e do Caribe (Sgas), que fossem postos em segredo, por até dez anos, documentos inicialmente classificados como reservados (sigilo de cinco anos) e que, pela lei, já deveriam ser públicos. Os papéis citam a Odebrecht no governo Lula.

Os 760 documentos sigilosos que falam sobre a Odebrecht no governo Dilma, a partir de 2011, continuarão em segredo.

 

Com crise econômica, protestos maiores são organizados e greve pode acontecer no Brasil

Com dois protestos maiores sendo organizados, um para dia 17/05 em todo o Brasil e outro para dia 27/05 em Brasília, milhares de comunidades no facebook cogitam a organização imediata de uma greve geral visando...

FOLHACENTROSUL.COM.BR

Chefe do mensalão

Publicado: 02 de abril de 2015 às 14:38 - Atualizado às 14:41

Mensalão: Valério revela detalhes e MP investigará ex-presidente

fonte: http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=29548555814

Segunda, 09 de Março de 2015 - 07:00

Pronunciamento de Dilma em rede nacional causa vaias e buzinaços em 12 capitais do país

Dilma fala em cadeia de rádio e TV no Dia Internacional da Mulher - 08/03/2015

O pronunciamento da presidente Dilma Roussef (PT), em rede nacional de rádio e televisão, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, neste domingo (8), causou reações negativas em algumas capitais do país. Durante a fala da petista, que durou cerca de 15 minutos, houve o registro de vaias em residências  e motoristas fazendo buzinaços em cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Vídeos publicados na internet mostram a ação da população xingando e batendo panelas, em reprovação ao discurso da presidente. Em meio aos gritos é possível ouvir palavras de ordem como "Fora, Dilma!" e "Fora, PT!". Nas redes sociais, a "ONG Brazil No Corrupt" organizou a manifestação contra a presidente durante seu pronunciamento em rede nacional. "Chame seus amigos da escola, os brothers do bar, os vizinhos o condomínio. Pisque as luzes de sua casa e vamos vaiar muito durante o pronunciamento. Filme com seu celular ou câmera e divulgue", diz um texto publicado no Twitter horas antes da fala de Dilma no rádio e na TV. O perfil autor do post também organiza atos programados para o próximo domingo (15) , em diversas cidades do país, para pedir o impeachment da presidente. No pronunciamento, Dilma defendeu os ajustes fiscais adotados por sua equipe econômica e pediu o apoio da população e do Congresso para a implantação das medidas. Confira trecho do protesto realizado:

Enquanto Dilma nega realidade na TV, Brasil protesta

Enquanto presidente usa pronunciamento de rádio e TV para se explicar sobre crise econômica, brasileiros vão às ruas e promovem panelaço contra discurso de tom eleitoral em São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte

08/03/2015 às 21:20 - Atualizado em 08/03/2015 às 23:53

Dilma fala em cadeia de rádio e TV no Dia Internacional da Mulher - 08/03/2015

Dilma fala em cadeia de rádio e TV no Dia Internacional da Mulher - 08/03/2015(Reprodução/VEJA)

Em meio à maior crise política do Brasil desde o escândalo do mensalão, a presidente Dilma Rousseff recorreu na noite deste domingo a um pronunciamento em cadeia nacional de televisão para dizer o que muitos brasileiros demonstraram não ter mais paciência para ouvir. Nas ruas dos maiores Estados do país - São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de Brasília - e nas redes sociais, a população protestou enquanto a petista falava na TV com 'buzinaço', críticas e gritos pedindo sua saída do cargo. Foi um "aperitivo" do que o país deverá vivenciar no próximo dia 15 de março, quando estão agendados protestos nas cinco regiões contra a presidente.

Com raras aparições desde que foi reeleita na mais acirrada disputa presidencial desde a redemocratização do país, Dilma usou uma data internacional - Dia da Mulher - para ir à TV. Mas, como tem feito desde 2014, aproveitou para transformar o espaço num palanque eleitoral fora de época e usar os 16 minutos na tela se defender do lamaçal de denúncias que atinge o Palácio do Planalto, o PT e os partidos satélites da coalizão governista, agravados com a chegada da crise do petrolão à classe política.

Reação ao pronunciamento de Dilma na TV

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Foi a o primeiro pronunciamento de Dilma Rousseff em cadeia de rádio e televisão em seu novo mandato. Alheia à gravidade das crises econômica e política que atingem seu governo, Dilma mencionou o ajuste fiscal proposto pelo governo e o maior propinoduto da história brasileira, que sangrou a Petrobras. Ainda ecoando o discurso eleitoral contra os "pessimistas" - embora os protestos nas ruas e nas redes sociais não tenham sido organizados por nenhum partido --, a presidente afirmou: "Se toda vez que enfrentamos uma dificuldade pensarmos que o mundo está acabando ou que precisamos começar tudo do zero, só faremos aumentar nossos problemas", disse.

Ao tratar da corrupção, a presidente falou de "fortalecimento moral e ético" e tentou vender a imagem de que seu governo é responsável pelas investigações. "É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa dos episódios lamentáveis contra a Petrobras".

Quando defendeu o ajuste fiscal adotado para resolver problema que ela mesma criou, Dilma afirmou que é preciso paciência e prometeu que "um tempo melhor" chegará em breve: "O esforço fiscal não é um fim em sim mesmo, é apenas a travessia para um tempo melhor que vai chegar rápido e de forma ainda mais duradoura".

Ciente da revolta que gerou os reajustes na conta de luz e a volta da inflação, Dilma disse que a população tem o "direito de se irritar", mas que o "aumento e o sacrifício" são "temporários". "Peço paciência e compreensão porque essa situação é passageira."

Dilma também reservou espaço para dar sua contribuição à chamada "batalha da Comunicação", encampando a campanha bolivariana do Partido dos Trabalhadores contra a imprensa livre. Ela criticou os jornais e tentou dar sua versão dos fatos, ainda que elas sejam reeditadas da campanha de 2014. A presidente disparou frases como "os noticiários confundem mais que esclarecem" e disse que o país "nem de longe está vivendo uma crise na dimensão que dizem alguns". Segundo Dilma, as críticas ao governo são "injustas e desmesuradas". Nas redes sociais, o Planalto e o PT, que já haviam detectado a organização do "Fora Dilma", convocaram uma reação para tentar abafar o clamor popular.

Para justificar o ajuste fiscal, ela afirmou que o Brasil agora começa uma segunda etapa de combate à crise econômica mundial, mais uma vez resgatando o argumento de que esta foi a pior da história depois da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929. Ela se referia à crise de 2008 e retomou uma escusa que pouco explica: "Não havia como prever que a crise internacional demoraria tanto".

A presidente citou medidas como a redução de subsídios ao crédito, desoneração de impostos dentro dos limites suportáveis e novas concessões e parceiras com o setor privado. Disse que o governo federal projeta uma "primeira reação" no segundo semestre deste ano, mas avisou: "Esse processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia."

Em mais uma afirmação descolada da realidade, Dilma jurou respeitar promessas que já descumpriu. "Não vamos trair nossos compromissos com os trabalhadores e com a classe média nem deixar que desapareçam suas conquistas e seus direitos".

O fim do discurso, em um tom emocional e com uma trilha sonora musical de fundo, a presidente pregou o otimismo: "O Brasil é maior do que tudo isso e já mostrou muitas vezes ao mundo como fazer melhor e diferente".

Tuíte do Movimento Brasil no Corrupt contra Dilma, feito durante pronunciamento da presidente no rádio e na TV em 8 de março

Tuíte do Movimento Brasil no Corrupt contra Dilma, feito durante pronunciamento da presidente no rádio e na TV em 8 de março(VEJA.com/VEJA)

Leia a íntegra do pronunciamento da presidente no Dia Internacional da Mulher

Meus queridos brasileiros, e, muito especialmente, minhas queridas brasileiras.

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Falar com vocês mulheres - minhas amigas e minhas iguais - é falar com o coração e a alma da nossa grande nação. Ninguém melhor do que uma mãe, uma dona de casa, uma trabalhadora, uma empresária, é capaz de sentir, em profundidade, o momento que um país vive.

Mas todos sabemos que há um longo caminho entre sentir e entender plenamente. É preciso, sempre, compartilharmos nossa visão dos fatos. Os noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes. Muitas vezes até nos confundem mais do que nos esclarecem. As conversas em casa, e no trabalho, também precisam ser completadas por dados que nem sempre estão ao alcance de todas e de todos.

Por isso, eu peço que você - e sua família - me ouçam com atenção. Tenho informações e reflexões importantes que se compartilhadas vão ajudá-los a entender melhor o momento que passamos. E a renovar a fé e a esperança no Brasil! É uma boa hora para que eu tenha uma conversa, mais calma e mais íntima, com cada família brasileira - e faça isso com a alma de uma mulher que ama seu povo, ama seu país e ama sua família.

Vamos começar pelo mais importante: o Brasil passa por um momento diferente do que vivemos nos últimos anos. Mas nem de longe está vivendo uma crise nas dimensões que dizem alguns. Passamos por problemas conjunturais, mas nossos fundamentos continuam sólidos. Muito diferente daquelas crises do passado que quebravam e paralisavam o país.

Nosso povo está protegido naquilo que é mais importante: sua capacidade de produzir, ganhar sua renda e de proteger sua família. As dificuldades que existem - e as medidas que estamos tomando para superá-las - não irão comprometer as suas conquistas. Tampouco irão fazer o Brasil parar ou comprometer nosso futuro.

A questão central é a seguinte: estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929. E, nesta segunda etapa, estamos tendo que usar armas diferentes e mais duras daquelas que usamos no primeiro momento.

Como o mundo mudou, o Brasil mudou e as circunstâncias mudaram, tivemos, também, de mudar a forma de enfrentar os problemas. As circunstâncias mudaram porque além de certos problemas terem se agravado - no Brasil e em grande parte do mundo -, há ainda a coincidência de estarmos enfrentando a maior seca da nossa história, no Sudeste e no Nordeste.

Entre muitos efeitos graves, esta seca tem trazido aumentos temporários no custo da energia e de alguns alimentos. Tudo isso, eu sei, traz reflexos na sua vida. Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários - e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento.

Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país - e uma delas é você!

Queremos e sabemos como fazer isso, distribuindo os esforços de maneira justa e suportável para todos. Como sempre, protegendo de forma especial as classes trabalhadoras, as classes médias e os setores mais vulneráveis.Temos compromissos profundos com o futuro do país e vamos continuar cumprindo, de forma inabalável, estes compromissos.

Minhas amigas e meus amigos,

A crise afetou severamente grandes economias, como os Estados Unidos, a União Europeia e o Japão. Até mesmo a China, a economia mais dinâmica do planeta, reduziu seu crescimento à metade de suas médias históricas recentes. Alguns países estão conseguindo se recuperar mais cedo.

O Brasil, que foi um dos países que melhor reagiu em um primeiro momento, está agora implantando as bases para enfrentar a crise e dar um novo salto no seu desenvolvimento. Nos seis primeiros anos da crise, crescemos 19,9%, enquanto a economia dos países da Zona do Euro, caiu 1,7%.

Pela primeira vez na história, o Brasil ao enfrentar uma crise econômica internacional não sofreu uma quebra financeira e cambial. O mais importante: enquanto nos outros países havia demissões em massa, nós aqui preservamos e aumentamos o emprego e o salário. Se conseguimos essas vitórias antes, temos tudo para conseguir novas vitórias outra vez. Inclusive, porque decidimos, corajosamente, mudar de método e buscar soluções mais adequadas ao atual momento. Mesmo que isso signifique alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo.

Na tentativa correta de defender a população, o governo absorveu, até o ano passado, todos os efeitos negativos da crise. Ou seja: usou o seu orçamento para proteger integralmente o crescimento, o emprego e a renda das pessoas. Realizamos elevadas reduções de impostos para estimular a economia e garantir empregos. Ampliamos os investimentos públicos para dinamizar setores econômicos estratégicos. Mas não havia como prever que a crise internacional duraria tanto. E, ainda por cima, seria acompanhada de uma grave crise climática. Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos que dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade.

É por isso que estamos fazendo correções e ajustes na economia. Não é a primeira vez que o Brasil passa por isso. Em 2003, no início do governo Lula, tivemos que tomar medidas corretivas. Depois tudo se normalizou e o Brasil cresceu como poucas vezes na história. São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda, de modo mais seguro, mais rápido e mais sustentável.

Você que é dona de casa ou pai de família sabe disso. Às vezes temos de controlar mais os gastos para evitar que o nosso orçamento saia do controle. Para garantir melhor nosso futuro. Isso faz parte do dia a dia das famílias e das empresas. E de países também. Mas estamos fazendo de forma realista e da maneira mais justa, transparente e equilibrada possível. As medidas estão sendo aplicadas de forma que as pessoas, as empresas e a economia as suportem. Como é preciso ter equidade, cada um tem que fazer a sua parte. Mas de acordo com as suas condições.

Foi por isso, que começamos cortando os gastos do governo, sem afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais. Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os direitos sagrados dos trabalhadores. E estamos implantando medidas que reduzem, parcialmente, os subsídios no crédito e também as desonerações nos impostos, dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo.

Estamos fazendo tudo com equilíbrio, de forma que tenhamos o máximo possível de correção com o mínimo possível de sacrifício. Este processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia. Como temos fundamentos sólidos e as dificuldades são conjunturais, esperamos uma primeira reação já no final do segundo semestre deste ano.

Mais importante, no entanto, do que a duração destas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios. Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do emprego. Que devem ser permanentes na melhoria da saúde, da educação e da segurança pública.

As medidas serão suportáveis porque além de sermos um governo que se preocupa com a população, temos hoje um povo mais forte do que nunca. O Brasil tem hoje mais qualificação profissional, mais infraestrutura, mais oportunidades de estudar e mais empreendedores. Somos a 7a economia do mundo. Temos 371 bilhões de dólares de reservas internacionais. 36 milhões de pessoas saíram da miséria e 44 milhões foram para a classe media. Quase dez milhões de brasileiras e brasileiros são hoje micro e pequenos empreendedores. E continuamos com os melhores níveis de emprego e salário da nossa história.

Minhas amigas e meus amigos,

O que tenho de mais importante a garantir, hoje, vou resumir agora.

Primeiro: o esforço fiscal não é um fim em si mesmo. É apenas a travessia para um tempo melhor, que vai chegar rápido e de forma ainda mais duradoura.

Segundo: não vamos trair nossos compromissos com os trabalhadores e com a classe média, nem deixar que desapareçam suas conquistas e seus direitos.

Terceiro: não estamos tomando estas medidas para voltarmos a ser iguais ao que já fomos. Mas, sim, para sermos muito melhores.

Quarto: durante o tempo que elas durarem, o país não vai parar. Ao contrário, vamos continuar trabalhando, produzindo, investindo e melhorando.

As coisas vão continuar acontecendo. Junto com as novas medidas, estamos mantendo e melhorando os nossos programas. Entregando grandes obras. Nossas rodovias e ferrovias, nossos portos e aeroportos continuarão sendo melhorados e ampliados.

Para isso, vamos fazer, ainda este ano, novas concessões e firmar novas parcerias com o setor privado. Incluímos - e vamos continuar incluindo - milhões e milhões de brasileiros. Mas agora a inclusão tem que se dar, sobretudo, pelo acesso a melhores oportunidades e a serviços públicos de maior qualidade.

Este esforço tem que ser visto como mais um tijolo, no grande processo de construção do novo Brasil. Esta construção não é só física, mas também espiritual. De fortalecimento moral e ético.

Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos. É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras.

Minhas amigas mulheres homenageadas neste dia,

Por último, quero anunciar um novo passo no fortalecimento da justiça, em favor de nós, mulheres brasileiras. Vou sancionar, amanhã, a Lei do Feminicídio que transforma em crime hediondo, o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero. Com isso, este odioso crime terá penas bem mais duras. Esta medida faz parte da política de tolerância zero em relação à violência contra a mulher brasileira.

Brasileiros e brasileiras,

É assim, com medidas concretas e corajosas, em todas as áreas, que vamos, juntos, melhorar o Brasil. É uma tarefa conjunta de toda sociedade, mulheres e homens. Tenho certeza que contará com a participação decisiva do Congresso Nacional, que sempre cumpriu com seu papel histórico nos momentos em que o Brasil precisou.

Temos que encarar as dificuldades em sua real dimensão e encontrar o melhor caminho de resolvê-las. Pois, se toda vez que enfrentarmos uma dificuldade pensarmos que o mundo está acabando - ou que precisamos começar tudo do zero - só faremos aumentar nossos problemas.

Precisamos transformar dificuldades em soluções. Problemas temporários em avanços permanentes.

O Brasil é maior do que tudo isso e já mostrou muitas vezes ao mundo como fazer melhor e diferente. Mais que nunca é hora de acreditar em nosso futuro. De sonhar. De ter fé e esperança.

Viva a mulher brasileira! Viva o povo brasileiro. Viva o Brasil!

Obrigada e boa noite.

 
 
 

Representação contra Lula

radarnews.info

Já circula pelas redes sociais a divulgação da data de um novo protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT). A ONG Brazil No Corrupt que defende o impeachment da presidente, marcou uma nova manifestação para o dia 12 de abril, um domingo. Uma imagem com a frase "12/04 Vai ser maior", já circula por diversos grupos do WhatsApp, aplicativo de troca instantânea de mensagens. O objetivo do grupo é, novamente, realizar um ato de proporções nacionais...

quinta-feira, 2 de abril de 2015

14:21 \ Sem categoria

Lula encantado

Deputado federal em 2014

A missão é atacar Moro

Lula sempre simpatizou com Wadih Damous, desde os tempos do julgamento do mensalão (leia mais aqui), mas a obsessão em abrir uma vaga para ele na bancada petista na Câmara teve início no fim de fevereiro, no ato em defesa da Petrobras no Rio de Janeiro, aquele em que Lula conclamou o exército do MST.

Naquele dia, Damous discursou e defendeu que as delações premiadas equivaliam ao que se arrancava dos presos na ditadura, com a tortura – uma maluquice completa, mas a liberdade de expressão serve também para que se fale bobagem. Lula ficou encantado.

E pediu a Wadih que comece a preparar o arsenal para chegar à Câmara atacando a Lava-Jato e Sérgio Moro.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 31 de março de 2015

8:03 \ Partidos

Lula quer Wadih

Damous, um nome para defender o governo

Damous, defesa incondicional

Lula determinou ao PT que seja aberta uma vaga na Câmara dos Deputados para que Wadih Damous, ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro, assuma uma vaga de suplente. Damous é o primeiro suplente do PT do Rio de Janeiro.

Lula vê em Damous a disposição de defender o governo sem medo, algo que, na avaliação dele, tem faltado à bancada petista – de fato, Damous foi dos primeiros petistas roxos a falar com mensalão com “A470″, que depois virou o nome de guerra dos governistas para definir os mensaleiros e suas mensalices, e é daqueles petistas capazes de acharem que o escândalo na Petrobras é resultado de desvios feitos por alguns funcionários.

A ideia é convencer Luiz Fernando Pezão a alocar Benedita da Silva em alguma secretaria do governo do estado.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

12:29 \ Brasil

Em busca de cargos

Deputado federal em 2014

Wadih: derrotado nas urnas em 2014

Petistas ligados a José Dirceu trabalham, com o aval do chefe, para emplacar o advogado Wadih Damous, candidato derrotado do partido a deputado federal pelo Rio de Janeiro em outubro, como o novo Secretario Nacional de Justiça.

A turma quer recompensar Damous por ter endossado a tese de Dirceu de que o julgamento do mensalão foi político, e de que o STF foi pressionado a condená-lo.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 8 de julho de 2013

12:22 \ Brasil

Em campanha

Dirceu: homenageado

Condenado por corrupção de outros crimes, José Dirceu foi homenageado num jantar na quinta-feira passada, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, WadihDamous.

Candidato a deputado federal pelo PT em 2014, Damous, quer o apoio de Dirceu – ainda que, se tudo correr conforme o previsto, Dirceu terá que ajudar Damous a ganhar votos a partir da prisão.

O presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, foi convidado para o jantar, mas não compareceu.

Por Lauro Jardim

Famosos postam vídeo no Instagram chamando para protesto no dia 15

12/03/2015 22h23 - Atualizado em 12/03/2015 23h16

Milhares de brasileiros são esperados nas ruas de algumas das principais cidades do país no próximo dia 15, contra o governo de Dilma Rousseff. O Vem Pra Rua está usando as redes sociais para mobilizar multidões de várias classes sociais, credos e ideologias políticas. Nesta quinta-feira (12) foi a vez dos artistas se manifestarem e chamarem seus seguidores. Os vídeos no Instagram estão sendo replicados por formadores de opinião. "Gente corajosa. Que não se omite . Essa é a elite branca (que pode ser negra, de olho puxado, mulata, cafuza ou mameluca) mas que tem o coração verde e amarelo", diz um dos posts.

Caio Castro, Marcelo Serrado, Alessandra Maestrini, Marcio Garcia, Malvino Salvador, Kadu Moliterno, entre tantos, gravaram seus protestos. 

Em São Paulo, Ronaldo Fenômeno confirmou presença e Wanessa Carmargo também. 

"Vocês que vão julgar. Dia 15 você pode começar a mudar essa situação. Se muitas pessoas têm medo de se posicionar, esses artista não. Chega de ser julgado como elite branca. Somos todos trabalhadores. Os burros que puxam as carroças para os incompetentes e ineficientes. Mas cada dia essas carroças estão mais pesadas. Os burros não vão aguentar mais", escreveu o empresário José Victor Oliva ao postar o vídeo de Marcelo Serrado.

Mensagens de blog

O GIGANTE NUNCA DORMIU

Postado por Brazil No Corrupt em 9 março 2014 às 1:30

O GLOBO TENTANDO INTIMIDAR OS BRASILEIROS

Postado por Brazil No Corrupt em 9 março 2014 às 1:30

RE: A OPINIÃO PÚBLICA EXIGE MUDANÇAS

Postado por Brazil No Corrupt em 8 setembro 2013 às 14:00

O FACE-ATIVISMO DE DIREITA DESPERTOU

Postado por Brazil No Corrupt em 8 setembro 2013 às 14:00

MARCHA GOLPISTA CONTRA DILMA EM SETE DE SETEMBRO

Postado por Brazil No Corrupt em 8 setembro 2013 às 12:00

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